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Bizarro mas verídico: Deputado comunista português cita a Bíblia para confrontar governo

Há coisas que não se vêm (ou se ouvem) todos os dias… (puxem para os 1m50s para abreviar)

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O deputado comunista (Partido Comunista Português) Bernardino Soares cita o Levítico, um dos livros do Antigo Testamento da Bíblia para confrontar o ministro dos negócios estrangeiros Paulo Portas (pertencente ao Partido do Centro Democrático Social de cariz “democrata Cristão”) para demonstrar que a actual situação vivida em Portugal (empréstimo de auxílio ao pagamento da dívida externa do país condicionado ao pagamento de juros elevadíssimos sobre o mesmo – considerado por isso usura sobre o povo) que é possível renegociar com os credores uma situação mais sustentável.

Haja FÉ! Com sinais destes, quem duvida que muito mais ainda está para vir? 😉

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Portugal na falência: Como funcionam as cadeias de Grande Distribuição (hipermercados)

Encontrei um debate no Facebook que me deixou curioso… Pedi autorização ao autor da primeira mensagem, e estou a copiar na integra o seu texto:

Como funcionam as cadeias de Grande Distribuição

1. Exigem aos fornecedores contratos de fornecimento na base de 40.000 euros

2. Exigem aos fornecedores que lhes paguem o espaço que os artigos ocupam em lugares de destaque.

3. Exigem aos fornecedores repositoras e demonstradoras para venderem os artigos, pagos pelos fornecedores.

4. Exigem aos fornecedores que lhes paguem os folhetos

5. Exigem aos fornecedores que lhes paguem o espaço de eventuais expositores que queiram colocar nas lojas.

6. Colocam á venda os produtos muito abaixo do custo estrangulando a margem dos produtores e fornecedores.

7. Beneficiam de descontos de campanha.

8. Beneficiam de protecção de stock.

9. Têm Benefícios Ficais na Missão Sorriso.

10. Beneficiam com os Bancos Alimentares contra a Fome.

11. Beneficiam de apoio das autarquias em troca de mais valias.

Não é por mero acaso que o Algarve é a zona do país onde aumentou mais o desemprego, nem é por mero acaso que a agricultura e pescas estão em insolvência, é completamente impossível a qualquer PME ou ME trabalhar sem regulação de mercado.

Nota: Texto da autoria de Rui Manuel Branco

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Portugal na falência: Alberto João Jardim reconhece que fez ‘falcatrua’ na ilha da Madeira

Há coisas que me deixam fora do sério… Vou usar-me do meu direito à indignação para deitar cá para fora o que sinto sobre algo que considero ser grave… Ou melhor: muito grave!

Prestem bem atenção ao que é dito a partir dos 32 segundos do seguinte vídeo:

Primeiro, o jornalista que assina a peça diz: “Depois de garantir que não havia dívida oculta, Jardim reconheceu que não foi totalmente transparente com o estado para não ser prejudicado pelo governo socialista.

Logo a seguir, a partir dos 40 segundos do vídeo, ouve-se (e vê-se) claramente Alberto João Jardim a dizer:

O Sócrates, o Teixeira dos Santos e o seu deputado Maximiano que fez esta pouca vergonha toda à Madeira, tinham uma lei em que o governo da república podia aplicar sanções sobre o governo regional, se o governo regional continuasse com obras a fazer dívida porque eles não nos queriam dar o dinheiro e não nos autorizavam a fazer dívida.

E foi por isso, que não era aconselhável [dizer que havia dívida], porque eles ainda nos tiravam mais dinheiro se andássemos a mostrar o jogo todo ao governo socialista que não era sério e nós estávamos em estado de necessidade e por isso agimos em legítima defesa.

Pegando nisto tudo, permitam-me colocar estas questões:

  • Pretendem os portugueses dar uma imagem de seriedade “lá para fora”?
  • Estamos mesmo no século 21?
  • Se as regras do jogo são assim, porque não temos nós algarvios direito a uma regionalização que nos permita fazer o mesmo tipo de trapaças que se passam naquela ilha? (sim, direitos iguais!)
  • Ainda existem dúvidas de que nós portugueses, somos um povo ingovernável por portugueses? (ou seja, a cada 30 anos, só à lei da troika e com muito sofrimento por parte dos pagadores de impostos é que isto “lá vai”?)

Sou e gosto de ser português, mas estas coisas levam-me a questionar seriamente o sentido patriótico que ainda tente residir dentro de mim…

Contudo, reconheço que é coisa rara em Portugal ver um político a admitir de forma pública que errou!

 

Por último: Senhores críticos e comentadores políticos: será assim tão difícil verificar porque é que o povo está de costas viradas para os partidos políticos…? Será assim tão difícil explicar os movimentos do tipo “Verdadeira Democracia” que alastram quer na península Ibérica, quer pela Europa fora?

Para quem só agora sintonizou este canal

O que se passa e que me leva a ficar indignado com esta situação que descrevo acima é o facto do meu país estar literalmente com a corda na garganta, e este tipo de notícias vir a público…

Alberto João jardim é um político português que exerce o cargo de presidente do governo da região autónoma da Madeira.

Em 2006, o então primeiro-ministro português José Sócrates anunciara a necessidade de fazer aprovar uma lei que proibisse o endividamento excessivo naquela ilha, depois do endividamento em cerca de 150 milhões de euros detectado na Madeira pelo Ministério das Finanças.

José Sócrates então afirmou: “é altura de dizer basta” e fez lembrar que o governo regional havia sido avisado, já por duas vezes, pelo Ministério das Finanças, e que não estava autorizado a contrair o empréstimo de 150 milhões de euros que reivindicava pelo facto disso agravar a política de controlo das finanças públicas de todo o país.

E para perceber porque é que só agora se vê tanta água a correr pelo regato:

Presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, ficou “surpreendido” com as dívidas ocultas da Madeira, que o Banco de Portugal e o Instituto Nacional de Estatística não conheciam. Dívidas escondidas atingem 571 milhões de euros, sendo que há ainda 290 milhões em débito, relativos a juros de mora.

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Um político em apuros: ex-candidato Manuel Alegre falido e partidos políticos lavam as mãos…

Alegre falido. PS e BE não pagam prejuízo de milhares de euros das presidenciais

Manuel Alegre tem um prejuízo de centenas de milhares de euros por causa das eleições presidenciais de Janeiro e não vai contar com a ajuda nem do PS nem do Bloco de Esquerda para tapar o buraco.

As contas do candidato vão ficar fechadas hoje, mas o mandatário financeiro da candidatura adiantou ao i que o prejuízo é “elevado”. O valor final, que ainda não foi apurado, vai ficar abaixo do meio milhão avançado pela imprensa logo depois do fim da campanha. “Vamos ter um défice. É um défice elevado, no entanto, posso assegurar que os pagamentos aos fornecedores serão feitos num prazo relativamente curto. Estamos a trabalhar para que até Outubro estejam liquidadas os pagamentos”, disse ao i Carlos Santos, mandatário financeiro da candidatura de Alegre.

O buraco não vai ser tapado pelos dois partidos que apoiaram Alegre. PS e Bloco de Esquerda contribuíram com um valor inicial de meio milhão de euros e não vão dar mais um cêntimo à candidatura. “Não temos mais nada a ver com a campanha presidencial. O PS já deu o seu contributo e acabou”, disse ao i José Lello, membro do secretariado nacional do PS. Também o BE não tem previsto nenhuma verba adicional. E o candidato também não contactou nenhum dos partidos para ter mais apoio. A candidatura está a tentar obter mais verbas através de donativos individuais, de pessoas que assumirão a despesa.

O prejuízo da candidatura deve–se a dois factores: mais despesa e menos receita. Alegre esteve mais tempo em campanha do que Cavaco, o que elevou os gastos, e acabou por receber menos de subvenção estatal do que contava. No entanto, o mandatário financeiro garante que o prejuízo “não é tanto porque a despesa tenha subido muito, mas porque a receita foi abaixo do pensado: tanto a da subvenção como a dos donativos”.

O candidato apoiado pelo PS e pelo Bloco esperava receber um milhão e 350 mil euros de subvenção estatal, correspondente a cerca de 30% dos votos, mas como ficou abaixo desse valor – teve apenas 19,74% dos sufrágios – recebeu menos 514 mil euros do que contava. Também as verbas correspondentes a donativos ficaram aquém das previsões. Alegre esperava receber 50 mil euros de contributos particulares.

Cavaco Também relativamente às últimas presidenciais, Cavaco Silva revelou ter tido uma despesa abaixo do previsto e uma receita de donativos de particulares acima do esperado. O Presidente da República tinha orçamentado gastos de 2,1 milhões de euros, mas no documento que entregou à Entidade das Contas e Financiamento Políticos (ECFP) refere que gastou 1,7 milhões. A maior parte das receitas da candidatura, 83,5%, foram alcançadas através de donativos de particulares, o que significa que 1,5 milhões de euros foram dados a Cavaco por apoiantes individuais. A lista dos nomes ainda não é conhecida e está sob alçada da ECFP.

Com o aumento das receitas de donativos, Cavaco Silva “utilizou apenas 16,2 % da subvenção estatal”, refere a candidatura numa nota enviada à Lusa. Por isso o Presidente devolveu à Assembleia da República os mais de 158 mil euros que não utilizou.

(fonte)

O meu comentário Para que conste que pessoalmente não tenho nem cor nem filiação política, pelo que este assunto é tratado com a devida distância dos interesses inerentes à coisa, mas custa-me ver o que se passa neste país à beira-mar plantado… Mas são certamente sinais dos tempos!

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