Bateria e Percussão

TAM TAM DrumFest 2016 (está quase, quase!)

Um dos maiores e mais aclamados festivais de bateria e percussão da Europa, tem lugar há quase 10 anos aqui ao lado, em terra de nuestros hermanos españoles, mais propriamente, em Sevilha.
No ano passado, Josh Dion esteve presente e foi sem dúvida alguma a maior surpresa de todo o festival.

Neste vídeo, aos 44m:40s, prestes a finalizar a sua prestação, o Josh pergunta se alguém mais tem questões a apresentar. Ora como ninguém se chegava à frente, aproveitei para lhe pedir para tocar a sua canção “A Vision Complete“.

Trata-se de um dos seus temas mais originais, tocado ao mesmo tempo na bateria com a mão esquerda e os pés, num teclado com a mão direita (!), ao mesmo tempo que é cantada.
Se tiverem oportunidade, coloquem o vídeo a partir dos 44minutos e 40 segundos e apreciem esta monstruosidade de talento puro.
Com Josh Dion no Tam Tam DrumFest 2015 em Sevilha.

Com Josh Dion no Tam Tam DrumFest 2015 em Sevilha.

 

Obrigado também (sempre) ao Victor e ao Jose Manzanares da Tam Tam e ao excelentíssimo Juan de la Oliva.

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MÚSICOS COM GARRA – Como pedir aos Foo Fighters para tocar na tua cidade?

Numa cidade norte italiana com cerca de 90.000 habitantes, um fã dos Foo Fighters teve uma ideia…

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Ao que tudo indica, parece que desde 1997 que a cidade de Fabio Zaffagnini, Cesena, não tem a visita dos Foo Fighters, pelo que Fabio aparentemente, certo dia, segundo diz, enquanto tomava o pequeno almoço, “ouviu uma voz” ( :p ) – e parece que essa voz era a do próprio Dave Grohl – que lhe pedia para ir tocar a Cesena.

“Aparições” à parte, Fabio resolveu colocar mãos à obra e pensou numa forma original de tentar convencer os Foo Fighters a voltarem a Cesena. (já agora, por acaso alguém saberá quando é que eles poderão vir ao Algarve? :p )

Então, a ideia de Fabio foi a de juntar 1000 (sim, mil) músicos para juntos tocarem o tema Learn to Fly.

Não é uma tarefa fácil, esta de juntar 250 bateristas, 155 baixistas, 314 guitarristas e 266 cantores. Se perguntarmos ao Sérgio Marques, que, há dois anos consecutivos consegue organizar em Aveiro o arrasador evento “Dia do Ritmo” onde consegue juntar quase 100 bateristas para bater um recorde do Guinness, facilmente verificaremos que não é pêra doce.

(humm, estive a somar os totais dos músicos e parece-me que o total se terá ficado em 985 e não mil?)

Bem, seja como for, o vídeo que resulta desta iniciativa, que terá levado mais de um ano a preparar e que conseguiu reunir 44.788 euros a partir de uma iniciativa de crowdfunding que terá contado com 406 doadores, é digno de ser visto (e ouvido).

(Ó Sérgio, parece-me que ali, estarão cerca de 100 a 120 bateristas no máximo, não? :p )
(Oh bolas, os guitarristas e baixistas também não me parecem assim tantos… :p )
(Espera lá, quantos cantores estarão ali? 266? Não me parece… :p )

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Músicos com GARRA: Elza Soares – ‘Mas que Nada’

vitormadeira.com - 2013-07-15 Elza Soares canta samba Mas Que Nada

Elza Soares, uma senhora que já conta com uns impressionantes 76 anos, poderia ser tomada como a “Tina Turner” do Brasil, pois pese embora as plásticas que inadvertidamente é impossível não reparar, a idade não lhe retirou a tenacidade e a forma original como se entrega à música.

Assim minha escolha musical recai hoje sobre este seu registo, uma vez que é de longe um dos temas mais apetecíveis quer no calor, quer no frio. (digam lá se não apetece ‘mexer a anca’ ao ouvir este ‘groove’?)

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O tema “Mas que nada” tornou-se um clássico do samba em finais da década de 1960, embora não tenha tido grande receção nos meios tradicionais da Bossa Nova e do Samba da altura. No entanto, devido à forma inovadora como o seu autor Jorge Benjor apresentava esta nova forma de sambar, o tema tornou-se uma das canções mais conhecidas fora das fronteiras brasileiras.

Ella Fitzgerald

Curiosamente, poucos sabem que Ella Fitzgerald, em 1970 edita um cover da canção (em língua inglesa – sim, não se deu ao trabalho de aprender a cantar em portruguês, como fez o Nat King Cole) mas mesmo assim, é de apreciar:

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Black Eyed Peas

Em 2006, Sergio Mendes que, ficou famoso precisamente por fazer o cover desta canção no início da sua carreira, preparou uma versão da canção com os Black Eyed Peas, e foi nisto que deu:

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Os americanos gostaram e, em 2011 Sergio Mendes vai ao ‘Tonight Show’ e deixa para a posterioridade este registo mais próximo do original:

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Notas de rodapé
  • Nascida nas favelas, no seio de uma família tremendamente pobre, Elza Soares casou pela primeira vez aos 12 (!) anos, após imposição do pai.
  • Um ano depois é mãe pela primeira vez;
  • Aos 20 anos (já com 5 filhos vivos – e outros 2 já falecidos) enviuvou…
  • Aos 22 anos dá a sua filha para adoção, de forma a tentar com que não venha a ser mais uma vítima da pobreza extrema, evitando o destino dos dois entretanto já falecidos.
  • Foi mais tarde casada com o jogador de futebol Garrincha, num dos casamentos mais polémicos do Brasil nos anos 60.
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Músicos com GARRA: Beto Kalulu – Mama Makudilê

Eis um achado acabado de encontrar no Youtube!

Mama Makudilê, tema de Beto Kalulu executada ao vivo a 14 de Janeiro de 2012 no Auditório de Lagoa  (enquadrado nas comemorações da elevação de Lagoa a cidade) acompanhado pela orquestra de sopros do Algarve dirigida pelo maestro João Rocha. (Gravação audio e video por Alphaxis com a colaboração da escola de rock de Lagoa.)

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Beto Kalulu nasceu em Matosinhos, mas com 2 anos de idade foi viver para Angola até aos 27 anos.

Em jovem descobriu a sonoridade única dos instrumentos de percussão e em 1967 forma o seu primeiro grupo de rock, a “Brotolândia”. Em 1972, esteve em Londres durante 7 meses onde aproveitou para absorver influências de algumas das bandas e peças musicais da época (ELP, Ten Years After, a peça teatral Hair, a opera-rock Jesus Christ Superstar). Após o 25 de Abril volta para Portugal, onde tme mantido uma carreira musical activa na zona do Barlavento algarvio.

Actualmente trabalha sobre o seu primeiro disco a solo, intitulado precisamente Mama Makudilê com produção e arranjos de Tuniko Goulart, e participação de músicos como, Tuka, Quim Brandão, Erika, Marcos Vita entre outros.

(pessoalmente, ainda me recordo de assistir a excelentes espectáculos deste senhor no velhinho Grafitti na Praia da Rocha)

Site oficial: http://betokalulu.multiply.com

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Músicos com GARRA: Marcel Van Cleef

Marcel Van Cleef

Ainda relativamente desconhecido na grande ribalta do “show biz” a que o ‘main stream’ nos habitua, nunca é demais poder destacar um músico com semelhante garra como é a deste caso tão particular.

Marcel Van Cleef afirma que pegou nas baquetas quanto tinha apenas 2 anos de idade (pronto, tudo bem, a minha filhota Rute também!), e aos 12 estreava-se na cena musical local da sua terra natal (Nijmegen, Holanda) e que antes mesmo de terminar o conservatório, teve a honra de poder partilhar o palco com grandes artistas internacionais.

Começa a dar nas vistas com a sua filosofia de terra-a-terra sobre o que entende ser a vida, imprimindo por isso uma tremenda originalidade musical nas suas prestações em palco e em estúdio.

Não será difícil encontrar misturas de elementos baseados em Rock, Jazz, Blues ou ritmos Latinos nas suas próprias interpretações, pois as suas performances são extremamente criativas, cheias de vida e sólidas, como certamente já se aperceberam por esse pequeno trecho do seu DVD “Traffic Jam” gravado em Março de 2010 em Berlim (Alemanha)

Os arranjos sonoros criados por Van Cleef pontuam pela relativa complexidade técnica, contudo relativa simplicidade musical no todo conseguido, servindo primariamente a música em si. A mim, surpreende-me o facto de, pro cima disto tudo, ainda cantar! 😉

Nestes pouco mais de 9 minutos de vídeo, entre outros, terão a oportunidade de ver e ouvir os seguintes instrumentos:
– Pratos de Ataque (Crash);
– Pratos de Choque (Hi-Hats);
– Pratos de condução (Ride);
– Pratos Chineses;
– Pratos de Splash;
– Timbalões;
– Caixa (ou Tarola);
– Bombo;
– Bongós;
– Congas;
– Timbales;
– Cajón;
– Udu;
– Wang Drum;

É acompanhado habitualmente no contrabaixo por Wiro Mahieu no baixo e contra-baixo, Jaap Berends nas guitarras e Henning Wolter nas teclas.

Para mim, é um músico com GARRA, e, caso sejam entendidos em holendês (em inglês também), visitem o seu website em www.marcelvancleef.nl

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Músicos com GARRA: a-ha – I’ve been losing you – Uma grande malha dos anos 80s…

Eu tinha uns 11 ou 12 anos quando os a-ha começaram a dar nas vistas (estávamos em 1985 ou 1986) e frequentemente eram capa da revista Bravo…

Mesmo sabendo que na altura ainda não tinha tido a felicidade de poder pegar num par de baquetas para expressar a minha arte mais querida, recordo-me de ficar pasmado com o som de bateria desta canção:

Este vídeo em particular trata-se de um pequeno remix que foi feito sobre o tema original, mas sem sons de baterias electrónicas com batidas de tecno por cima e sons de discos em scratch com DJs alucinados por cima…

Não! Aqui, dá gosto ouvir os primeiros 60 segundos, pois tudo se desenrola em torno dos sons da potentíssima tarola com um excelente desempenho de percussão a acompanhar… E os restantes segundos, são mesmo para ouvir com o som BEM ALTO!

(Quantas vezes toquei este tema em “air-drums“? Sinceramente, não teria conta…)

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Sugestão de fim-de-semana: Omar Hakim no sítio das fontes em Estombar (Algarve) na noite de 1 de Julho

Omar Hakim com Vitor Madeira em Sevilha - Novembro de 2007

É caso para dizer: “Parem as máquinas! Temos uma notícia bombástica!”

Omar Hakim é um dos bateristas mais virtuosos dos nossos tempos. Sempre detentor de um  groove descomunalmente fora de série, este senhor, tem conseguido manter uma invejável carreira de baterista independente.

Já conduziu o ‘tempo’ de artistas como Sting, Madonna, Weather Report, Dire Straits, David Bowie, entre outros, e ainda hoje é uma referência a nível mundial no que respeita à bateria e percussão, quer na vertente acústica, quer electrónica.

Já nesta sexta-feira, 1 de Julho, vamos poder ter o prazer de assistir à sua actuação, acompanhado de Rachel Z no piano e Solomon Dorsey no contrabaixo, no Sítio das Fontes, em Estombar.

Segundo o programa oficial, serão reinterpretadas composições de artistas como Duke Ellington, Depeche Mode, Wayne Shorter, Joni Mitchell, Judy Garland, Sting, Peter Gabriel, The Killers, Coldplay, Stone Temple Pilots e Bjork. (fora de série! 😉 )

A foto foi captada em Novembro de 2007 aquando do estonteante workshop que tive a oportunidade de assistir, integrado no Festival da TamTam Percusión em Sevilha.

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Os homens aranha invadem a cidade… E tocam tambores!

Sou um apaixonado pela bateria e percussão, mas tenho que confessar que certas iniciativas são…

Bizarras!

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