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Péssimas notícias: Anunciado o abandono da ligação marítima entre Portimão e Funchal (Algarve – Madeira)

O armador espanhol Naviera Armas anunciou que vai abandonar a ligação por ferry entre Portimão e a Madeira já a partir do próximo fim de semana, situação que está a ser acompanhada com preocupação no Funchal e no Algarve, apurou o Sul Informação.

Segundo a edição online do Diário de Notícias da Madeira, a Naviera Armas enviou na manhã de ontem uma informação aos seus maiores clientes naquela região autónoma a anunciar o fim das suas operações entre a Madeira e o sul de Portugal.

«Salvo mudanças imprevisíveis de última hora, a Naviera Armas realiza no próximo fim-de-semana a sua última viagem regular Funchal-Portimão-Funchal», revela a nota enviada por correio eletrónico e assinada pelo diretor da linha Javier Garcia, citada pelo DN/M.

Manuel da Luz, presidente da Câmara de Portimão, disse ao Sul Informação que esta autarquia está «a acompanhar com muita preocupação» o caso, já tendo mesmo pedido «informações oficiais» ao armador espanhol.

«Se tivermos informação oficial, apesar de não se tratar de um tema da jurisdição municipal, poderemos fazer um alerta junto do Governo», sublinhou o autarca portimonense.

Manuel da Luz acrescentou que, «se se concretizar, o fim do ferry Portimão-Madeira-Canárias será uma má notícia não só para Portimão, mas para todo o Algarve, dado o sucesso que o navio estava a ter, ao nível do transporte de passageiros, veículos e carga».

Só no ano passado, o ferry da Naviera Armas, na sua ligação semanal regular entre Portimão, a Madeira e as Canárias, transportou mais de 22 mil passageiros, cerca de nove mil veículos ligeiros e 4.500 veículos pesados (carga rodada).

Esta ligação é considerada importante para a viabilização do porto de Portimão, que se tem vindo a afirmar como porto de cruzeiros, e que via na operação da Naviera Armas uma peça fundamental ao nível dos movimentos de passageiros e mercadoria.

Na base da decisão de acabar com a linha de ferry que, desde 2008, liga as duas regiões portuguesas, estão as dificuldades de operação no porto do Funchal, sobretudo depois de terem sido levantados obstáculos de segurança à utilização do novo ferry da empresa das Canárias, o «Volcan de Tinamar», que no verão passado chegou a estar em operação.

Além disso, segundo apurou o Sul Informação, o Porto do Funchal aumentou de forma «muito significativa», em setembro de 2011, as taxas de operação, o que desagrada aos armadores.

A nota enviada aos clientes não revela se este abandono inclui as ligações entre Madeira e Canárias. No entanto, desde 31 de março do ano passado que o armador opera uma ligação regular entre as Canárias e o porto de Huelva, na costa sul meditterânica de Espanha, pelo que se presume que o interesse da ligação Portimão-Madeira-Canárias está posto de parte.

Segundo o Diário de Notícias da Madeira, «os pilotos em serviço no Porto do Funchal elaboraram um relatório em que dão conta das suas preocupações em relação à manobra do novo navio no terminal ferry do Porto do Funchal, considerando não haver condições de segurança».

O novo navio «Volcan de Tinamar», considerado de última geração, tem cerca de 180 metros de comprimento, mais 25 metros que o ferry «Volcán de Tijarafe», que opera nesta linha desde 2008.

O «Volcán de Tinamar», que deveria ter entrado ao serviço em junho do ano passado, permitiria duplicar a capacidade de transporte de carga e de passageiros, passando das atuais 600 para 1200 pessoas por viagem.

Segundo anunciou a companhia em março do ano passado, o reforço de qualidade na ligação entre o Algarve, a Madeira e as Canárias justifica-se pelo acentuado crescimento da procura. Mas o braço de ferro com as autoridades madeirenses pode deitar tudo a perder.

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Na Madeira, redes sociais preparam manifestação e PS pede inquérito

Na Madeira, o caso está a provocar inúmeras reações de desagrado e tornou-se no mais comentado das redes sociais.

O líder parlamentar do PS da Madeira entregou, esta manhã, na Assembleia Legislativa madeirense, um requerimento para constituição de uma comissão de inquérito, para clarificar as razões que levaram à saída definitiva do armador espanhol Armas da operação da Madeira. Os socialistas também querem apurar quais as iniciativas do Governo Regional para evitar este desfecho.

Por outro lado, segundo o DN/M, nas redes sociais, os apelos à indignação coletiva pretendem que, no próximo sábado ou na próxima segunda-feira, haja manifestações de apoio à Naviera Armas.

A entrada da Naviera Armas na operação da Madeira, com a ligação a Portimão, é classificada pelo PS madeirense como uma «pedrada no charco» que terá permitido demonstrar que «com outro modelo de operação portuária e reestruturando a forma como a Região tem conduzido a questão dos transportes marítimos, seria possível tornar este tipo de transporte bastante mais barato».

Uma das questões que está a ser sublinhada pelos madeirenses no Facebook e no Twitter é o facto de a operação do ferry entre a região autónoma e Portugal Continental ter permitido baixar os preços das mercadorias que entram na Madeira.

Por SulInformação

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Portugal na falência: Alberto João Jardim reconhece que fez ‘falcatrua’ na ilha da Madeira

Há coisas que me deixam fora do sério… Vou usar-me do meu direito à indignação para deitar cá para fora o que sinto sobre algo que considero ser grave… Ou melhor: muito grave!

Prestem bem atenção ao que é dito a partir dos 32 segundos do seguinte vídeo:

Primeiro, o jornalista que assina a peça diz: “Depois de garantir que não havia dívida oculta, Jardim reconheceu que não foi totalmente transparente com o estado para não ser prejudicado pelo governo socialista.

Logo a seguir, a partir dos 40 segundos do vídeo, ouve-se (e vê-se) claramente Alberto João Jardim a dizer:

O Sócrates, o Teixeira dos Santos e o seu deputado Maximiano que fez esta pouca vergonha toda à Madeira, tinham uma lei em que o governo da república podia aplicar sanções sobre o governo regional, se o governo regional continuasse com obras a fazer dívida porque eles não nos queriam dar o dinheiro e não nos autorizavam a fazer dívida.

E foi por isso, que não era aconselhável [dizer que havia dívida], porque eles ainda nos tiravam mais dinheiro se andássemos a mostrar o jogo todo ao governo socialista que não era sério e nós estávamos em estado de necessidade e por isso agimos em legítima defesa.

Pegando nisto tudo, permitam-me colocar estas questões:

  • Pretendem os portugueses dar uma imagem de seriedade “lá para fora”?
  • Estamos mesmo no século 21?
  • Se as regras do jogo são assim, porque não temos nós algarvios direito a uma regionalização que nos permita fazer o mesmo tipo de trapaças que se passam naquela ilha? (sim, direitos iguais!)
  • Ainda existem dúvidas de que nós portugueses, somos um povo ingovernável por portugueses? (ou seja, a cada 30 anos, só à lei da troika e com muito sofrimento por parte dos pagadores de impostos é que isto “lá vai”?)

Sou e gosto de ser português, mas estas coisas levam-me a questionar seriamente o sentido patriótico que ainda tente residir dentro de mim…

Contudo, reconheço que é coisa rara em Portugal ver um político a admitir de forma pública que errou!

 

Por último: Senhores críticos e comentadores políticos: será assim tão difícil verificar porque é que o povo está de costas viradas para os partidos políticos…? Será assim tão difícil explicar os movimentos do tipo “Verdadeira Democracia” que alastram quer na península Ibérica, quer pela Europa fora?

Para quem só agora sintonizou este canal

O que se passa e que me leva a ficar indignado com esta situação que descrevo acima é o facto do meu país estar literalmente com a corda na garganta, e este tipo de notícias vir a público…

Alberto João jardim é um político português que exerce o cargo de presidente do governo da região autónoma da Madeira.

Em 2006, o então primeiro-ministro português José Sócrates anunciara a necessidade de fazer aprovar uma lei que proibisse o endividamento excessivo naquela ilha, depois do endividamento em cerca de 150 milhões de euros detectado na Madeira pelo Ministério das Finanças.

José Sócrates então afirmou: “é altura de dizer basta” e fez lembrar que o governo regional havia sido avisado, já por duas vezes, pelo Ministério das Finanças, e que não estava autorizado a contrair o empréstimo de 150 milhões de euros que reivindicava pelo facto disso agravar a política de controlo das finanças públicas de todo o país.

E para perceber porque é que só agora se vê tanta água a correr pelo regato:

Presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, ficou “surpreendido” com as dívidas ocultas da Madeira, que o Banco de Portugal e o Instituto Nacional de Estatística não conheciam. Dívidas escondidas atingem 571 milhões de euros, sendo que há ainda 290 milhões em débito, relativos a juros de mora.

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