Sociedade e Política

A democracia não é perfeita, e é o melhor que temos, mas há que cuidar dela!

vitormadeira.com - 2015-10-08 California1980-22_prisoes-1_universidade

“Desde 1980, O Estado da Califórinia construíu 22 prisões e 1 universidade.”

“SINCE 1980 CALIFORNIA BUILT 22 PRISIONS 1 UNIVERSITY”

Os tempos que vivemos aqui em Portugal são de incerteza. Muitos ficaram tristes com o resultado das recentes eleições legislativas, e muitos mais ainda ficarão tristes com as (mais que certas) “novidades” que teremos que enfrentar quando as primeiras medidas do novo governo se começarem a fazer sentir.

Mas tudo isto faz parte do “jogo” que a democracia nos obriga a jogar. É que, embora seja um jogo que exige tremendos golpes de cintura, ainda é o melhor tipo de jogo que se conhece para dirigir Estados e Nações.

E foi no seguimento de uma reflexão de como se devem gerir Estados e Nações que esta imagem surgiu algures numa partilha das redes sociais.

Achei esta comparação demolidora: DESDE 1980, SÓ NO ESTADO DA CALIFÓRNIA, FORAM CONSTRUÍDAS 22 PRISÕES E APENAS 1 (UMA) UNIVERSIDADE.

A disparidade de valores entre o que um dos Estados mais sonantes de uma das maiores democracias do planeta, investe na edificação de suportes à educação e em suportes ao encarceramento da população, levam-nos a ter que refletir o que nós (eleitores) andamos a exigir das nossas democracias.

Ou será que iremos colocar eternamente as culpas nos políticos que elegemos em vez de começarmos a tomar consciência de que as políticas que os governos dos Estados desenvolvem, são as políticas pelas quais, os eleitores, votam?

Tenho plena consciência de que a condição geral norte americana é bem diferente da condição geral europeia, mas com as recentes crises migratórias, como estaremos nós, europeus, dentro de uma ou duas gerações?

Qual o caminho que os eleitores europeus irão decidir seguir? A educação ou o encarceramento?

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RUBY BRIDGES faz HOJE 61 anos. Parabéns, a uma mulher que é exemplo de CORAGEM!

Ruby Bridges com 6 anos a descer a escadaria da escola primária em 14 de novembro de 1960

Ruby Bridges com 6 anos a descer a escadaria da escola primária em 14 de novembro de 1960

Quando tinha 6 anos, Ruby Bridges tornou-se famosa por se ser a primeira criança com pele de cor negra a entrar numa escola primária do Sul dos Estados Unidos onde a segregação da cor da pele levou a que, até aí, apenas crianças com pele de cor branca fossem autorizadas a estudar.

Ao entrar pela primeira vez na Escola Primária Wiliam Frantz de Nova Orleães, no dia 14 de novembro de 1960, a então caloira seguia rodeada por uma equipa de polícias federais U.S. Marshals, enfrentando uma multidão carregada de ódio que gritava e atirava objetos demonstrando o seu repúdio por considerarem que nesta escola as crianças com pele de cor negra não tinham lugar.

Um dos agentes da polícia federal, Charles Burks, que serviu de segurança na equipa que escoltou Ruby, recorda a coragem demonstrada face a semelhante ódio: “Para uma menina de seis anos de idade que entra numa escola estranha com quatro polícias que lhe eram completamente estranhos, em direção a um lugar onde nunca antes tinha estado, ela mostrou muita coragem. Nunca chorou nem choramingou. Parecia um pequeno soldado a marchar. Estávamos todos muito orgulhosos dela.”

No entanto, depois de entrar Ruby descobriu que a escola estava vazia de colegas de turma, uma vez que os pais das crianças com pele de cor branca tinham retirado todas os seus filhos devido à sua presença. A única professora disposta a ter Ruby como estudante foi Barbara Henry, que tinha recentemente mudado de residência, vinda de Boston. Foi a professora da Ruby durante todo o primeiro ano na escola devido à recusa dos pais das crianças com cor de pele branca em ter os seus filhos na mesma sala de aula de criança negra.

Apesar do assédio diário, que exigia que os polícias federais continuassem a acompanhar Ruby durante meses a fio; a par das ameaças contra sua família; a par com a perda de emprego do seu pai, devido ao papel desempenhado pela sua família na integração escolar, Ruby persistiu em frequentar a escola.

No ano seguinte, quando voltou para o segundo ano, desapareceram as manifestações de raiva e mais crianças com cor de pele negra juntaram-se a Ruby na mesma escola. O esforço pioneiro de integração escolar foi um sucesso devido a uma menina de seis anos chamada Ruby Bridges, fonte de inspiração de coragem, perseverança e resiliência.

Com 6 anos apenas, uma pequena criança da idade da minha filhota Rute (que este ano se estreia também na escola primária, embora com problemas consideravelmente menores pela sua frente) ajudou a mudar o mundo, o que, provavelmente devido à ‘redondeza’ dos números coincidentes com o caso da minha filhota, me levam a não deixar de prestar a minha sentida homenagem a esta data. Parabéns Ruby Bridges.

vitormadeira.com - 2015-03-13  Ruby Bridges 21 Set 2010

Ruby Bridges em 2010.

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Um adeus… e até já…

2015-01-25_Avozinha_Rosa_tender_pao

A partida de um ente querido é e sempre será um dos momentos mais marcantes da vida de qualquer ser humano.

Ontem, de madrugada, partiu uma das minhas mães. Pode parecer pretensioso da minha parte dizer que tinha duas mães, mas muitos sabem bem o quanto a “Ti” Rosa era verdadeiramente a minha segunda mãe. A minha “avozinha”, como me habituei carinhosamente a chamá-la, seguiu para a sua última viagem.

A Senhora que ajudou a fazer deste feliz algarvio ser quem é deixará certamente muitas saudades a tantos outros algarvios quer da sua zona, quer um pouco por todo o Algarve que se habituou a deliciar com as suas famosas tibornas, o seu jeitinho especial de fazer o ponto cruz e a sua infindável paciência para o ensinar às suas alunas mais seniores, ou simplesmente a sua amizade tão querida.

Obviamente que uma parte de mim partiu também ontem com ela, pois uma mãe saberá sempre algo mais sobre nós do que nós próprios alguma vez sonharemos saber. A saudade já é mais do que muita.
Em memória de Rosa da Conceição Furtado
(para muitos “Ti” Rosa, para tantos Rosa “Branca”)
1929 – 2015

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Feliz consumismo e próspera dívida nova

Feliz consumismo e próspera dívida nova

Feliz consumismo e próspera dívida nova

Aos leitores do meu blog, acredito que, à primeira vista, poderia parecer que a mensagem de desejo de boas festas contém algum tipo de erro, mas quero mesmo deixar claro para todos (que são obviamente sempre bem-vindos por aqui) que acredito que a festividade desta época carece um pouco mais de alerta do que aquilo a que estamos habituados.

Sinceramente desejo que o sentimento de união e reencontro para com as pessoas que vos são mais queridas possa ser uma realidade palpável, e que, a corrente desenfreada de consumismo em que (todos) temos deixado cair esta época possa começar a ser quebrada.

Que os sentimentos de fraternidade, amizade, companheirismo, amor, solidariedade, empatia e sobretudo, liberdade, possam ser realidade nas vidas de quem por aqui passa, sem necessidade de uma expressividade material exacerbada e vazia de valores.

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Viva o meu atrevimento! O Cante Alentejano está de parabéns

Não poderia deixar passar ao lado, a grande honra que é ter o cante alentejano como património imaterial da humanidade. Todos os moços e moças marafadas deste Algarve sabem que um alentejano é um algarvio que nasceu um pouco mais a norte, certo?

Pois bem, estão de parabéns, e por isso também aqui deixo uma singela homenagem com um dos temas mais originais de cante alentejano que conheço, pois a gaita convidada para a parte final do tema, fica-lhe “a matar”.

Vale a pena recordar os Gaiteiros de Lisboa:

(e quem não quiser ouvir, bote os ouvidos ao vento! :p )

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Vale por mil palavras – Praça Manuel Teixeira Gomes em Portimão nos anos 1950s

Praça Manuel Teixeira Gomes - anos 1950s

Praça Manuel Teixeira Gomes – anos 1950s

Hoje proponho uma breve visita ao passado. Trata-se de uma foto com a praça Manuel Teixeira Gomes de antigamente (neste caso, dos anos 1950) com o antigo coreto em destaque.

Este é um dos locais preferidos pelos portimonenses para confraternizar nas quentes noites de verão, saboreando um sorvete (provavelmente comprado no ‘Pavilhão nº 1’ – o mais famosa ‘barraquinha’ de gelados da cidade.)

Até finais do século 19 as águas do rio arade conseguiam cobrir parte desta zona, sendo por isso relativamente difícil imaginar como seriam esses tempos.

Para conseguir esta foto, o ágil fotógrafo teve que subir à grua que até aos meados dos anos 1980s ali existia (recordar que nesta época, o porto de pesca de Portimão era na margem direita do rio), e até é possível ver a sua silhueta na sombra da estrutura projectada na base da foto.

À esquerda, entre o café/pastelaria “Casa Inglesa” (que não aparece na foto) é possível verificar alguns dos táxis estacionados na artéria que então estava aberta e que permitia uma fluidez de trânsito que desde finais dos anos 1970s não se conhece. Embora as realidades fossem bem diferentes, a verdade é que eu próprio sou defensor da ideia de voltar a reabrir esta artéria novamente ao trânsito. Creio que a parte histórica da cidade iria ganhar imenso, mas isso já serão outras histórias…

O edifício dos Correios será certamente fácil de identificar até pelas gerações mais novas, pois permanece praticamente idêntico às suas origens. O mesmo não se pode dizer do edifício da Caixa  Geral de Depósitos (parcialmente visível à esquerda do edifício dos Correios) que foi inteiramente demolido para dar lugar ao que hoje se conhece.

A possibilidade de se conseguir ver, quer a igreja Matriz, quer a paisagem marcante da serra de Monchique ao fundo mostra-nos como era a cidade por alturas do seu primeiro jubileu, basicamente, uma pequena cidade ainda com muitos contornos de uma ex-vila algarvia.

Ainda por falar na Igreja Matriz, esta foto ajuda-nos a imaginar um pouco do que terá sido o horror ocorrido durante o terremoto de 1 de Novembro de 1755 (o mesmo que destruiu grande parte de Lisboa), quando o nível do mar chegou bem perto da igreja através da onda do tsunami produzido pelo sismo com epicentro no mar.

Por último, a presença do (agora) já centenário Quiosque Jardim, marca definitivamente um dos pontos mais históricos da cidade de Portimão.

Que memórias, emoções ou lembranças vos traz esta foto?

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Mexilhoeira em Alcalar – os saberes e as tradições do barrocal algarvio

vitormadeira.com - 2013-09-20 Alcalar Antonio Rosa Branco jornadas patrimonio museu municipal Portimão

Amanhã (sábado 21 de Setembro de 2013) no Centro Interpretativo de Alcalar, a partir das 16h00 será possível fazer uma viagem aos saberes e tradições da comunidade da Mexilhoeira Grande. O Museu Municipal de Portimão, a propósito das Jornadas Europeias do Património, apresenta este ano junto aos monumentos megalíticos de Alcalar um palco cheio de atividades tradicionais da região ao vivo.

Tudo leva a crer que será um dia em cheio, com histórias contadas pelos mais velhos, onde será possível participar em atividades como a moagem, a cestaria, a empreita, o fabrico do pão, e ainda brincar como antigamente com o pião, os berlindes, a malha, as caricas e por ai fora…

Por exemplo, sabiam que o pão caseiro é feito com fermento feito no dia anterior (e com base em massa da anteior cozedura), e que, se levar fermento inglês já não é caseiro? E até parece que, de noite haverá desfolhada companhada com música de concertinas e biscoitos fritos para degustar! Saberes e sabores que as gerações de outrora agora partilham connosco.

O António Branco e a Rosa “Branca” (meus avós maternos) foram convidados pelo museu para participarem neste evento que, a par com a história milenar dos monumentos megalíticos de Alcalar, promete alargar bastante os horizontes de todos os que por ali passarem amanhã.

Certamente a não perder!

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Por favor poupem-me à TRETA do “dia das mentiras”!

vitormadeira.com - 2013-04-01 Dia das mentiras - triste dia!

Uma ‘mentira pequena’ é tão mentira como uma ‘mentira grande’.

Se há coisa que me custa, é saber que milhares de seres humanos como eu foram perseguidos, maltratados, humilhados ou até MORTOS por proferirem a VERDADE, logo, se há dia que decido NÃO RECONHECER, será um “dia das mentiras”

Obrigado.

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Bizarro mas verídico: O Pingo Doce do meu…

vitormadeira.com - 2013-03-22 Saco reutilizável no Pingo Doce 01(Esta vai para os fervorosos contestatários do acordo ortográfico de 1992…)

“Sois alma e vida minha
Pingo Doce do Continuar a ler

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Vale por mil palavras – O Algarve com a amendoeira em flor

vitormadeira.com - 2013-02-04 Um Algarve em vias de extinção (casa algarvia com amendoeira em flor)

Um Algarve em vias de extinção (casa algarvia com amendoeira em flor)

A foto que hoje proponho certamente que diz muito a muitos algarvios, acredito que sim.

Infelizmente, é uma imagem dificilmente reproduzível nos dias de hoje de forma mais ‘natural’ (atualmente quase ninguém usa cal para caiar as suas paredes, por exemplo), mas, para quem uma vez ou outra decida dar um passeio por esse Barrocal fora, ainda é possível encontrar algo semelhante entre finais de dezembro e meados de fevereiro.

Como portimonense com raízes profundamente marcadas pela vida rural da zona de Alcalar e arredores, esta é uma imagem (ainda) bem presente na minha memória, que me traz a recordação dos invernos soalheiros com as amendoeiras em flor nos campos circundantes a fazer lembrar a lenda das amendoeiras em flor.

A título de sugestão, gostaria de deixar um sincero pedido a todas as pessoas com responsabilidades em decidir o ajardinamento das vias públicas (principalmente na minha Portimão, mas também nas outras cidades e vilas algarvias) o porquê de não dar um pouco mais de primazia a árvores como a amendoeira, a alfarrobeira, a palmeira anã, a oliveira, a figueira, etc. como árvores tipicamente relacionadas com o Algarve para efeitos de embelezamento urbano?

Tome-se como exemplo todas as palmeiras que dominam toda a extensão da avenida V3, bem como toda a zona ribeirinha na margem direita do rio Arade em Portimão: o que nos diferencia de tantas outras urbes que se pretendem ‘turísticas’ e que seguiram o mesmo exemplo? Ao colocar-me no lugar de um qualquer estrangeiro que visite a minha terra, rapidamente concluo que, de fora, qualquer um pensará rapidamente que o Algarve copiou uma qualquer urbe ribeirinha tropical, seja ela africana, sul-americana ou até asiática… (o que nos diferencia então?)

Seria ou não muito mais interessante ter um postal algarvio a correr mundo com uma imagem dominada por amendoeiras, alfarrobeiras, figueiras, etc. a dominar a paisagem urbana? Acredito que isso seria uma mais valia para ajudar a combater de certa forma a sazonabilidade que caracteriza o negócio turístico do Algarve. Acredito que quem vem de fora levaria essa imagem na sua memória, criando um genuíno desejo por parte de outros em visitar e conhecer um verdadeiro Algarve mais ligado às suas raízes e tradições…

O que acham?

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Por favor poupem-me à TRETA do “pai natal”!

 

Poupem-me à TRETA do ''pai natal''!

Poupem-me à TRETA do ”pai natal”!

Uma mentira não pode ser considerada mais ou menos mentira (ou maior ou menor mentira). Ou é uma mentira, ou é uma verdade. Neste aspecto não existem tons cinza entre o preto e o branco… Podem-me dizer que existem mentiras que têm maiores ou menores repercussões, o que até posso aceitar, mas são mentiras e ponto final.

Custa-me observar uma sociedade que se diz “evoluída”, “tolerante”, “moderna”, etc. mas que, quando chega à altura do Natal embarca no engano contra as crianças que são os adultos em potencial, os dirigentes das nações, os cidadãos que virão a ter as respetivas responsabilidades para decidir o seguimento de muitas das nossas vidas no futuro.

Depois, vimos queixar-nos dizendo que os nossos líderes não servem para tomar decisões ‘capazes’… Pudera, desde tenra idade começam logo por ser (literalmente) enganados por aqueles que teoricamente deveriam ser quem mais lhes deveria amar… (os seus pais, certo?)

NENHUM pai deveria sentir prazer ao mentir a um filho!

(e se tu que estás a ler este texto és daqueles que acham que contar a treta da história do ”pai natal” que desce pelas chaminés das casas e deixa presentes na noite de Natal dentro dos sapatinhos das criancinhas que se portaram bem durante o ano, então volta a ler o que escrevi no primeiro parágrafo deste artigo.)

Nestas alturas seria melhor olhar um pouco mais para oriente e tentar procurar um pouco mais do que inegavelmente são as bases da nossa sociedade…

Tenho uma filha com quase três anos, e fiquei muito triste ao saber que o infantário onde ela frequenta iria organizar a “ida à estação de correios local para entregar as cartas com os pedidos de prendas das meninas e dos meninos ao ”pai natal“… E o mais curioso, é que a instituição diz-se de inspiração católica (sendo que pertence à casa da misericórdia local, ainda por cima…)

O que se passa connosco? Porque descemos assim tanto?

Mas existe alguma forma de aceitar o que andamos a fazer com os nossos filhos, que são as pessoas de quem mais gostamos e que, teoricamente, deveriam ser os seres que mais verdade deveriam receber da nossa parte?

Ao falar com a educadora da sala da minha filhota, ainda fiquei mais perplexo, pois vejo que infelizmente, a história do ”pai natal” é transmitida como um dado adquirido de que há um “senhor velhinho muito gordinho que distribui presentes às criancinhas carenciadas” (provavelmente uma adaptação do venerado são Nocolau venerado em tempos idos pelos católicos) – mas parece que alguém se esquece de explicar onde encaixa a treta das renas voadoras…?

E para me tentarem fazer ver que é bom criar ilusões descabidas no imaginário das crianças, fazendo-lhes crer que essas mentiras são verdades, ainda tentam vir com histórias de que alguns dos modernos estudiosos da psicologia defendem este tipo de mentira para criar um imaginário saudável às crianças…. A esses supostos psicólogos, eu gostaria de os mandar ir a um certo sítio…

Então mas eu por acaso iria alguma vez aceitar que a minha filha embarcasse nessa tremenda mentira que é utilizar o edifício e as pessoas da estação de correios local (portanto uma coisa VERDADEIRA) para incutir uma MENTIRA no seu imaginário só porque os educadores da actualidade são incapazes de pensar um pouco pelas suas cabeças e usar a palavra “LENDA” para colocar a história do ”pai natal’ no lugar onde definitivamente deveria estar?

E sabem do mais curioso? Na época do Natal, bem ou mal, celebra-se o nascimento de Cristo (a meu ver, na data e com o propósito errados – mas infelizmente, é o que conseguimos obter desta sociedade) mas se eu tentar chegar perto das pessoas responsáveis nos infantários e lhes pedir para explicarem a história do nascimento de Cristo, ou para que passem um filme alusivo ao tema, então, aí, as conversas começam a ser mais breves, o assunto torna-se mais ‘pesado’, os semblantes fecham-se e a história começa a ser outra…

Pois, a conclusão a que chego é que os adultos que (infelizmente) se vêm obrigados a embarcar nestas tristes histórias, eles próprios são na verdade os que necessitam de um pouco de imaginário nas suas vidas, de forma a tentarem compensar as suas rotinas mais ou menos insatisfatórias…

Combater a verdade com a mentira nunca pode dar bom resultado. Esta pode ser uma batalha mais ou menos solitária, mas para mim, prefiro munir-me da verdade para com os que amo (ou melhor, para TODOS independentemente de gostar ou não deles) do que andar atrás de “filmes”…

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No dia em que todo o mundo anda às aranhas com outra treta, convencidos de que o calendário que o imperador Júlio César mandou criar em 48 a.C., que foi depois alterado pelo papa Gregório em 1582, poderia prever o fim do mundo, eu digo: Tudo tem um limite e para a mentira o limite tem que ter rédea ainda mais curta!

.

Obrigado.

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Hoje FINALMENTE eliminei a minha conta no Hi5

A sério, já não dá para suportar coisas inúteis hoje em dia…

Já não usava a conta há mais de 2 ou 3 anos (sim, é verdade!) mas as mensagens de email que, volta e meia iam chegando a convidar para jogar o jogo X ou o jogo Y já me estavam a dar água pela barba. :/

E vocês? Espero que se sintam motivados a fazer o mesmo ao lerem isto! 😉

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Por favor poupem-me à TRETA do halloween!

Por favor poupem-me à TRETA do halloween!

Obrigado.

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Bizarro mas verídico: Deputado comunista português cita a Bíblia para confrontar governo

Há coisas que não se vêm (ou se ouvem) todos os dias… (puxem para os 1m50s para abreviar)

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O deputado comunista (Partido Comunista Português) Bernardino Soares cita o Levítico, um dos livros do Antigo Testamento da Bíblia para confrontar o ministro dos negócios estrangeiros Paulo Portas (pertencente ao Partido do Centro Democrático Social de cariz “democrata Cristão”) para demonstrar que a actual situação vivida em Portugal (empréstimo de auxílio ao pagamento da dívida externa do país condicionado ao pagamento de juros elevadíssimos sobre o mesmo – considerado por isso usura sobre o povo) que é possível renegociar com os credores uma situação mais sustentável.

Haja FÉ! Com sinais destes, quem duvida que muito mais ainda está para vir? 😉

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Pensamento para a semana 42 de 2012

Pensamento para esta semana:

Quando perceberes que, para poderes produzir tens que obter autorização dos que não produzem nada;

Quando reparares o dinheiro a fluir para quem negoceia não com bens, mas com favores;

Quando reparares que os homens ficam ricos pelo suborno e por influência, e não pelo próprio trabalho, e que as leis não te protegem deles, antes os protegem a eles de ti;

Quando observares a corrupção a ser recompensada e a honestidade a converter-se em auto-sacrifício;

Então poderás constatar que a tua sociedade está condenada“.

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Ayn Rand – escritora e filosofa de origem russa (1905-1982)

Nota: texto original publicado de 1920.

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