Momento de Basbaque

22 de Abril – Hoje é o dia da (verdadeira) Mãe

vitormadeira.com - 2015-04-22 dia Terra mae de todos nos GaiaPor muito que alguém tente inventar mães do céu, da terra, do mar, do ar, do espaço, ou seja lá de onde for, a verdadeira Mãe de todos aqueles que conheço ou alguma vez hei de vir a conhecer, chama-se Terra.

Todas as pessoas que conheço ou alguma vez penso vir a conhecer são feitas da mesma matéria que eu. Todas sem exceção têm a água como constituinte principal nos seus corpos. Todas sem exceção respiram o mesmo tipo de gás, todas necessitam de ir buscar ao mesmo lugar o alimento e sustento, e curiosamente, todas nasceram no mesmo lugar que eu: a Mãe!

Sim, todos acabamos por ser na verdade, irmãos, ou, se preferirem, primos uns dos outros. Não há como fugir. Ninguém caiu aqui vindo do espaço. Ninguém apareceu aqui através do mover de uma “varinha de condão”. Ninguém teve outra origem que não o ‘ventre da nossa Mãe’.

Por vezes faz-me bem colocar as coisas nesta perspetiva. E acredito que para muitos dos que ainda não fazem, seria também bastante terapêutico.

Assim, aqui fica o meu sincero desejo de um feliz dia da Mãe!

(e por favor, tratem-na bem, ela merece.)

vitormadeira.com - 2015-04-22 dia Terra mae de todos nos maos

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Vale por mil palavras – Praça Manuel Teixeira Gomes em Portimão nos anos 1950s

Praça Manuel Teixeira Gomes - anos 1950s

Praça Manuel Teixeira Gomes – anos 1950s

Hoje proponho uma breve visita ao passado. Trata-se de uma foto com a praça Manuel Teixeira Gomes de antigamente (neste caso, dos anos 1950) com o antigo coreto em destaque.

Este é um dos locais preferidos pelos portimonenses para confraternizar nas quentes noites de verão, saboreando um sorvete (provavelmente comprado no ‘Pavilhão nº 1’ – o mais famosa ‘barraquinha’ de gelados da cidade.)

Até finais do século 19 as águas do rio arade conseguiam cobrir parte desta zona, sendo por isso relativamente difícil imaginar como seriam esses tempos.

Para conseguir esta foto, o ágil fotógrafo teve que subir à grua que até aos meados dos anos 1980s ali existia (recordar que nesta época, o porto de pesca de Portimão era na margem direita do rio), e até é possível ver a sua silhueta na sombra da estrutura projectada na base da foto.

À esquerda, entre o café/pastelaria “Casa Inglesa” (que não aparece na foto) é possível verificar alguns dos táxis estacionados na artéria que então estava aberta e que permitia uma fluidez de trânsito que desde finais dos anos 1970s não se conhece. Embora as realidades fossem bem diferentes, a verdade é que eu próprio sou defensor da ideia de voltar a reabrir esta artéria novamente ao trânsito. Creio que a parte histórica da cidade iria ganhar imenso, mas isso já serão outras histórias…

O edifício dos Correios será certamente fácil de identificar até pelas gerações mais novas, pois permanece praticamente idêntico às suas origens. O mesmo não se pode dizer do edifício da Caixa  Geral de Depósitos (parcialmente visível à esquerda do edifício dos Correios) que foi inteiramente demolido para dar lugar ao que hoje se conhece.

A possibilidade de se conseguir ver, quer a igreja Matriz, quer a paisagem marcante da serra de Monchique ao fundo mostra-nos como era a cidade por alturas do seu primeiro jubileu, basicamente, uma pequena cidade ainda com muitos contornos de uma ex-vila algarvia.

Ainda por falar na Igreja Matriz, esta foto ajuda-nos a imaginar um pouco do que terá sido o horror ocorrido durante o terremoto de 1 de Novembro de 1755 (o mesmo que destruiu grande parte de Lisboa), quando o nível do mar chegou bem perto da igreja através da onda do tsunami produzido pelo sismo com epicentro no mar.

Por último, a presença do (agora) já centenário Quiosque Jardim, marca definitivamente um dos pontos mais históricos da cidade de Portimão.

Que memórias, emoções ou lembranças vos traz esta foto?

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Músicos com GARRA: Elza Soares – ‘Mas que Nada’

vitormadeira.com - 2013-07-15 Elza Soares canta samba Mas Que Nada

Elza Soares, uma senhora que já conta com uns impressionantes 76 anos, poderia ser tomada como a “Tina Turner” do Brasil, pois pese embora as plásticas que inadvertidamente é impossível não reparar, a idade não lhe retirou a tenacidade e a forma original como se entrega à música.

Assim minha escolha musical recai hoje sobre este seu registo, uma vez que é de longe um dos temas mais apetecíveis quer no calor, quer no frio. (digam lá se não apetece ‘mexer a anca’ ao ouvir este ‘groove’?)

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O tema “Mas que nada” tornou-se um clássico do samba em finais da década de 1960, embora não tenha tido grande receção nos meios tradicionais da Bossa Nova e do Samba da altura. No entanto, devido à forma inovadora como o seu autor Jorge Benjor apresentava esta nova forma de sambar, o tema tornou-se uma das canções mais conhecidas fora das fronteiras brasileiras.

Ella Fitzgerald

Curiosamente, poucos sabem que Ella Fitzgerald, em 1970 edita um cover da canção (em língua inglesa – sim, não se deu ao trabalho de aprender a cantar em portruguês, como fez o Nat King Cole) mas mesmo assim, é de apreciar:

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Black Eyed Peas

Em 2006, Sergio Mendes que, ficou famoso precisamente por fazer o cover desta canção no início da sua carreira, preparou uma versão da canção com os Black Eyed Peas, e foi nisto que deu:

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Os americanos gostaram e, em 2011 Sergio Mendes vai ao ‘Tonight Show’ e deixa para a posterioridade este registo mais próximo do original:

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Notas de rodapé
  • Nascida nas favelas, no seio de uma família tremendamente pobre, Elza Soares casou pela primeira vez aos 12 (!) anos, após imposição do pai.
  • Um ano depois é mãe pela primeira vez;
  • Aos 20 anos (já com 5 filhos vivos – e outros 2 já falecidos) enviuvou…
  • Aos 22 anos dá a sua filha para adoção, de forma a tentar com que não venha a ser mais uma vítima da pobreza extrema, evitando o destino dos dois entretanto já falecidos.
  • Foi mais tarde casada com o jogador de futebol Garrincha, num dos casamentos mais polémicos do Brasil nos anos 60.
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Bizarro mas verídico – Cidade espanhola envia dejetos de cães para casa dos donos

vitormadeira.com - 2013-06-06 EMARP dispensado sacos dejetos caninos

Uma das coisas que mais me custa na cidade de Portimão, é saber que alguns dos munícipes que são donos de animais de estimação, nomeadamente cães, não dão uso aos equipamentos com sacos para recolha de cocós que a EMARP coloca à sua disposição para que a cidade possa manter-se limpa… Não há desculpas! Todos os dias os dispensadores são revistos e, só em último caso de rotura de stocks (ou por manifesta maldade) é que alguém poderá dizer que não tem sacos disponíveis para recolher a trampa dos seus cachorros…

Então e uma ideia destas por cá…? (numa altura em que muita gente procura ocupação, poder-se-ia pensar num part-time para jovens – ou simples voluntários com vontade de ajudar.) Torna-se sonante:queda de 70% na quantidade de dejetos encontrados nas ruas“.

vitormadeira.com - 2013-06-06 entrega de encomenda pacote correios fragil

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Cidade espanhola envia dejetos de cães para casa dos donos

Uma cidade espanhola encontrou uma forma invulgar de manter as ruas limpas dos dejetos dos cães. Os donos dos animais receberam nas suas casas uma caixa com os dejetos, marcados como “objeto perdido”.

O concelho de Brunete, uma pequena cidade perto de Madrid, lançou, recentemente, uma campanha para dar uma lição a alguns donos irresponsáveis.

Durante uma semana, foram reunidos cerca de 20 voluntários que patrulharam a cidade à procura de donos que não recolhiam os dejetos dos seus animais.

Ao tentar conversar com as pessoas, os voluntários descobriam o nome e a raça dos animais para aceder à base de dados de animais de estimação registados na Câmara Municipal.

Os dejetos foram colocados numa caixa onde se podia ler”objeto perdido” e eram enviados para as residências dos donos.

No total, foram enviadas 147 caixas e registou-se uma queda de 70% na quantidade de dejetos encontrados nas ruas.

Vi aqui

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vitormadeira.com - 2013-06-06 caca cão dejetos caninos calçada via publica dona porca cidadania

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Por favor poupem-me à TRETA do “dia das mentiras”!

vitormadeira.com - 2013-04-01 Dia das mentiras - triste dia!

Uma ‘mentira pequena’ é tão mentira como uma ‘mentira grande’.

Se há coisa que me custa, é saber que milhares de seres humanos como eu foram perseguidos, maltratados, humilhados ou até MORTOS por proferirem a VERDADE, logo, se há dia que decido NÃO RECONHECER, será um “dia das mentiras”

Obrigado.

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Bizarro mas verídico: O Pingo Doce do meu…

vitormadeira.com - 2013-03-22 Saco reutilizável no Pingo Doce 01(Esta vai para os fervorosos contestatários do acordo ortográfico de 1992…)

“Sois alma e vida minha
Pingo Doce do Continuar a ler

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Dia do pai 2013 – Ou como tenho uma ‘personal trainer’ em casa e nem sabia…!

Dia do pai 2013

Pronto, aqui está o mais surpreendente relatório que recebi para me inteirar acerca da minha forma física

Então diz este relatório que o Pai é bom, e…? Querem ler o relatório, é? Continuar a ler

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Vale por mil palavras – O Algarve com a amendoeira em flor

vitormadeira.com - 2013-02-04 Um Algarve em vias de extinção (casa algarvia com amendoeira em flor)

Um Algarve em vias de extinção (casa algarvia com amendoeira em flor)

A foto que hoje proponho certamente que diz muito a muitos algarvios, acredito que sim.

Infelizmente, é uma imagem dificilmente reproduzível nos dias de hoje de forma mais ‘natural’ (atualmente quase ninguém usa cal para caiar as suas paredes, por exemplo), mas, para quem uma vez ou outra decida dar um passeio por esse Barrocal fora, ainda é possível encontrar algo semelhante entre finais de dezembro e meados de fevereiro.

Como portimonense com raízes profundamente marcadas pela vida rural da zona de Alcalar e arredores, esta é uma imagem (ainda) bem presente na minha memória, que me traz a recordação dos invernos soalheiros com as amendoeiras em flor nos campos circundantes a fazer lembrar a lenda das amendoeiras em flor.

A título de sugestão, gostaria de deixar um sincero pedido a todas as pessoas com responsabilidades em decidir o ajardinamento das vias públicas (principalmente na minha Portimão, mas também nas outras cidades e vilas algarvias) o porquê de não dar um pouco mais de primazia a árvores como a amendoeira, a alfarrobeira, a palmeira anã, a oliveira, a figueira, etc. como árvores tipicamente relacionadas com o Algarve para efeitos de embelezamento urbano?

Tome-se como exemplo todas as palmeiras que dominam toda a extensão da avenida V3, bem como toda a zona ribeirinha na margem direita do rio Arade em Portimão: o que nos diferencia de tantas outras urbes que se pretendem ‘turísticas’ e que seguiram o mesmo exemplo? Ao colocar-me no lugar de um qualquer estrangeiro que visite a minha terra, rapidamente concluo que, de fora, qualquer um pensará rapidamente que o Algarve copiou uma qualquer urbe ribeirinha tropical, seja ela africana, sul-americana ou até asiática… (o que nos diferencia então?)

Seria ou não muito mais interessante ter um postal algarvio a correr mundo com uma imagem dominada por amendoeiras, alfarrobeiras, figueiras, etc. a dominar a paisagem urbana? Acredito que isso seria uma mais valia para ajudar a combater de certa forma a sazonabilidade que caracteriza o negócio turístico do Algarve. Acredito que quem vem de fora levaria essa imagem na sua memória, criando um genuíno desejo por parte de outros em visitar e conhecer um verdadeiro Algarve mais ligado às suas raízes e tradições…

O que acham?

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Por favor poupem-me à TRETA do “pai natal”!

 

Poupem-me à TRETA do ''pai natal''!

Poupem-me à TRETA do ”pai natal”!

Uma mentira não pode ser considerada mais ou menos mentira (ou maior ou menor mentira). Ou é uma mentira, ou é uma verdade. Neste aspecto não existem tons cinza entre o preto e o branco… Podem-me dizer que existem mentiras que têm maiores ou menores repercussões, o que até posso aceitar, mas são mentiras e ponto final.

Custa-me observar uma sociedade que se diz “evoluída”, “tolerante”, “moderna”, etc. mas que, quando chega à altura do Natal embarca no engano contra as crianças que são os adultos em potencial, os dirigentes das nações, os cidadãos que virão a ter as respetivas responsabilidades para decidir o seguimento de muitas das nossas vidas no futuro.

Depois, vimos queixar-nos dizendo que os nossos líderes não servem para tomar decisões ‘capazes’… Pudera, desde tenra idade começam logo por ser (literalmente) enganados por aqueles que teoricamente deveriam ser quem mais lhes deveria amar… (os seus pais, certo?)

NENHUM pai deveria sentir prazer ao mentir a um filho!

(e se tu que estás a ler este texto és daqueles que acham que contar a treta da história do ”pai natal” que desce pelas chaminés das casas e deixa presentes na noite de Natal dentro dos sapatinhos das criancinhas que se portaram bem durante o ano, então volta a ler o que escrevi no primeiro parágrafo deste artigo.)

Nestas alturas seria melhor olhar um pouco mais para oriente e tentar procurar um pouco mais do que inegavelmente são as bases da nossa sociedade…

Tenho uma filha com quase três anos, e fiquei muito triste ao saber que o infantário onde ela frequenta iria organizar a “ida à estação de correios local para entregar as cartas com os pedidos de prendas das meninas e dos meninos ao ”pai natal“… E o mais curioso, é que a instituição diz-se de inspiração católica (sendo que pertence à casa da misericórdia local, ainda por cima…)

O que se passa connosco? Porque descemos assim tanto?

Mas existe alguma forma de aceitar o que andamos a fazer com os nossos filhos, que são as pessoas de quem mais gostamos e que, teoricamente, deveriam ser os seres que mais verdade deveriam receber da nossa parte?

Ao falar com a educadora da sala da minha filhota, ainda fiquei mais perplexo, pois vejo que infelizmente, a história do ”pai natal” é transmitida como um dado adquirido de que há um “senhor velhinho muito gordinho que distribui presentes às criancinhas carenciadas” (provavelmente uma adaptação do venerado são Nocolau venerado em tempos idos pelos católicos) – mas parece que alguém se esquece de explicar onde encaixa a treta das renas voadoras…?

E para me tentarem fazer ver que é bom criar ilusões descabidas no imaginário das crianças, fazendo-lhes crer que essas mentiras são verdades, ainda tentam vir com histórias de que alguns dos modernos estudiosos da psicologia defendem este tipo de mentira para criar um imaginário saudável às crianças…. A esses supostos psicólogos, eu gostaria de os mandar ir a um certo sítio…

Então mas eu por acaso iria alguma vez aceitar que a minha filha embarcasse nessa tremenda mentira que é utilizar o edifício e as pessoas da estação de correios local (portanto uma coisa VERDADEIRA) para incutir uma MENTIRA no seu imaginário só porque os educadores da actualidade são incapazes de pensar um pouco pelas suas cabeças e usar a palavra “LENDA” para colocar a história do ”pai natal’ no lugar onde definitivamente deveria estar?

E sabem do mais curioso? Na época do Natal, bem ou mal, celebra-se o nascimento de Cristo (a meu ver, na data e com o propósito errados – mas infelizmente, é o que conseguimos obter desta sociedade) mas se eu tentar chegar perto das pessoas responsáveis nos infantários e lhes pedir para explicarem a história do nascimento de Cristo, ou para que passem um filme alusivo ao tema, então, aí, as conversas começam a ser mais breves, o assunto torna-se mais ‘pesado’, os semblantes fecham-se e a história começa a ser outra…

Pois, a conclusão a que chego é que os adultos que (infelizmente) se vêm obrigados a embarcar nestas tristes histórias, eles próprios são na verdade os que necessitam de um pouco de imaginário nas suas vidas, de forma a tentarem compensar as suas rotinas mais ou menos insatisfatórias…

Combater a verdade com a mentira nunca pode dar bom resultado. Esta pode ser uma batalha mais ou menos solitária, mas para mim, prefiro munir-me da verdade para com os que amo (ou melhor, para TODOS independentemente de gostar ou não deles) do que andar atrás de “filmes”…

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No dia em que todo o mundo anda às aranhas com outra treta, convencidos de que o calendário que o imperador Júlio César mandou criar em 48 a.C., que foi depois alterado pelo papa Gregório em 1582, poderia prever o fim do mundo, eu digo: Tudo tem um limite e para a mentira o limite tem que ter rédea ainda mais curta!

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Obrigado.

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Hoje FINALMENTE eliminei a minha conta no Hi5

A sério, já não dá para suportar coisas inúteis hoje em dia…

Já não usava a conta há mais de 2 ou 3 anos (sim, é verdade!) mas as mensagens de email que, volta e meia iam chegando a convidar para jogar o jogo X ou o jogo Y já me estavam a dar água pela barba. :/

E vocês? Espero que se sintam motivados a fazer o mesmo ao lerem isto! 😉

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Por favor poupem-me à TRETA do halloween!

Por favor poupem-me à TRETA do halloween!

Obrigado.

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Bizarro mas verídico – Um facto curioso sobre a antiga ditadura portuguesa de Salazar

O ditador António de Oliveira Salazar comparável a uma maçã podre na capa da revista TIME (22 Jul 1946 - EUA)

O ditador Salazar comparável a uma maçã podre – Revista Time de Julho de 1946 (EUA)

Neste blog não pretendo manifestar intenções políticas (até porque não tenho qualquer tipo de vínculo com qualquer partido político seja ele qual for) mas como cidadão de uma república democrática que sou, exerço o meu direito de livre expressão das minhas opiniões pessoais neste meu pequeno cantinho da internet.

O que hoje pretendo compartilhar é algo que creio que todos os cidadãos deste país deveriam tomar conhecimento. É um pouco de história de Portugal, embora seja uma das partes da história do nosso país menos conhecida (e de certa forma menos apetecível de conhecer…)

Durante mais de 40 anos Portugal viveu debaixo de uma ditadura dirigida por António de Oliveira Salazar. Muitas ainda hoje são as vozes dos que sentiram na pele horrores das imposições que o regime político de então exercia sobre o povo, e creio que a memória do país nunca poderá esquecer este aspecto.

Contudo, e não pretendendo minimamente ser o defensor do demónio, creio ser importante olhar de forma diferente para alguns aspectos que o regime considerava importantes para a difícil tarefa que é dirigir um país pequeno e pobre como era então (e por incrível que possa parecer – ainda o é hoje!) Portugal:

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(parte da) Constituição do Estado Novo (11 de Abril de 1933*)

Artigo 114

“São crimes de responsabilidade os actos dos ministros e sub-secretários de Estado e dos agentes do Governo que atentarem:

  1. Contra a existência política da Nação;
  2. Contra a Constituição e o regime político estabelecido;
  3. Contra o livre exercício dos direitos políticos e individuais;
  4. Contra a segurança interna do País;
  5. Contra a probidade da administração;
  6. Contra a guarda e emprego constitucional dos dinheiros públicos;
  7. Contra as leis da contabilidade pública.

Ponto Único: A condenação por qualquer destes crimes envolve a perda do cargo e a incapacidade para exercer funções públicas.”

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Após o golpe de estado de 25 de Abril de 1974, o artigo seria apagado da nova Constituição (em 1976) surgindo apenas – 11 anos depois – a lei n.º 37 de 1987, designada como Lei de “Crimes de Responsabilidade dos Titulares de Cargos Políticos“. Contudo, esta mesma lei não permite a punição da gestão danosa, da infidelidade na condução dos negócios públicos nem os gastos que podem conduzir à insolvência negligente do Estado. A única punição realmente “visível” que se conhece para os titulares (e ex-titulares) de cargos políticos, no que respeita aos crimes acima citados é… A perca de eleições!

Seria por isso, impossível, acontecer em Portugal o que actualmente se passa na Islândia. (julgar um ex-primeiro-ministro por ter arruinado o país, por exemplo) Mas deveríamos nós (povo de um país democrático) exigir semelhante artigo de volta na actual constituição em vigor?

Que se desenganem os ávidos leitores deste blog que eventualmente possam confundir este pequeno artigo com uma hipotética defesa (fosse de que forma fosse) da antiga ditadura de Salazar! Não o estou a fazer! Ainda creio que a Democracia, embora ela própria também cheia de defeitos e vicissitudes, ainda é o melhor regime político de que se tem conhecimento que nos permita exercer a o direito à livre expressão – de forma realmente livre. O que pretendo é recordar um pouco da história de algo que se julgava 100% mau, mas que, na verdade, pode ter reais lições para a actualidade (e um pouco mais além!)

E para ti que és pai ou que és responsável pela educação de menores, usa este pequeno ensaio para conseguires revelar de forma mais vincada a verdadeira razão do imperativo de que é ter de se estudar história. A memória popular é muito volátil, e é sabido que, a muitos sabe-lhes bem essa volatilidade, conforme os seus interesses, pelo que não será difícil concluir que os erros do passado cujos factos estão esquecidos, poderão ser actualmente repetidos com grande dano para todos nós…

Não deixemos que interesses escalavrosos alheios atentem contra direitos que nos assistem a nós e aos nossos.

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Notas:

  • A constituição do Estado Novo (Constituição Política da República Portuguesa) entrou em vigor a 11 de Abril de 1933 tendo sido publicada no Diário do Governo a 22 de Fevereiro do mesmo ano (consultar online). Foi substituída pela actual Constituição da República Portuguesa que entrou em vigor a 25 de Abril de 1976.
  • A fotografia de Salazar na revista TIME é verídica e foi publicada 22 de Julho de 1946, tendo sido proibida a sua distribuição em Portugal pelos serviços de censura do regime de então.
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Músicos com GARRA: Muse – Take a bow

Não há muito tempo que tenho andado a descobrir com um pouco mais de detalhe a obra musical dos Muse e sinceramente pergunto-me porque é que só agora tomo conhecimento de certos detalhes?

Take a bow é o tema de abertura do álbum “Black Holes and Revelations” (2006) e creio que muitos de nós temos andado completamente ao lado da mensagem tão explícita que nos é proposta neste tema.

Em 2008 os Muse estiveram em Portugal, actuando no festival Rock in Rio (parque da Bela Vista em Lisboa) e terminaram o concerto com este tema. Eis o video:

Com uma mensagem tão clara (e ao mesmo tempo tão explícita) na letra da canção, resolvi traduzir para o português:

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=== Muse – Take a bow (portugês) =========
Corrupto,
Seu corrupto,
Trazes corrupção a tudo o que tocas

Sustém-te,
Eis-te a ti,
E eis-te perante todos por tudo o que fizeste

E magia,
Lanças feitiços,
Lanças feitiços sobre o país que diriges

E arriscar,
Vais arriscar,
Vais arriscar todas as suas vidas e as suas almas

E arde,
Vais arder,
Vais arder no inferno, sim, vais arder no inferno,
Sim, vais arder no inferno (x 2)
Pelos teus pecados

E a nossa liberdade a consumir-se em si própria,
O que nos tornámos,
É contrário aquilo que queríamos

Prosterna-te!

Morte,
Trazes morte e destruição a tudo o que tocas

Paga,
Tens que pagar,
Tens que pagar pelos teus crimes contra a terra!

Sim, as bruxas!
Alimentas as bruxas,
Alimentas as bruxas do país que amas!

Agora implora!
Vais implorar!
Vais implorar pelas suas vidas e pelas suas almas!

Agora arde!
Vais arder!
Vais arder no inferno, sim, vais arder no inferno
Sim tu vais arder no inferno (x4)
Pelos teus pecados
=================================

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Para mim, são uns músicos com GARRA e trazem uma mensagem sobre a qual impera meditar…

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Dia Mundial da Criança – Mas que raio se passa aqui…?

Imagem

Já nem me recordo como é que este video me veio “parar às mãos”, mas nos comentários no Youtube apenas são enaltecidas as grandes capacidades destas crianças em executar esta peça musical…

Mas eu coloco esta questão: O que tiveram que sofrer estas crianças nas horas (ou dias OU SEMANAS) em que tiveram que ensaiar para conseguirem chegar a este ponto? Acham mesmo que isto é natural?

Um dia saberemos respeitar as crianças…

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Músicos com GARRA: Beto Kalulu – Mama Makudilê

Eis um achado acabado de encontrar no Youtube!

Mama Makudilê, tema de Beto Kalulu executada ao vivo a 14 de Janeiro de 2012 no Auditório de Lagoa  (enquadrado nas comemorações da elevação de Lagoa a cidade) acompanhado pela orquestra de sopros do Algarve dirigida pelo maestro João Rocha. (Gravação audio e video por Alphaxis com a colaboração da escola de rock de Lagoa.)

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Beto Kalulu nasceu em Matosinhos, mas com 2 anos de idade foi viver para Angola até aos 27 anos.

Em jovem descobriu a sonoridade única dos instrumentos de percussão e em 1967 forma o seu primeiro grupo de rock, a “Brotolândia”. Em 1972, esteve em Londres durante 7 meses onde aproveitou para absorver influências de algumas das bandas e peças musicais da época (ELP, Ten Years After, a peça teatral Hair, a opera-rock Jesus Christ Superstar). Após o 25 de Abril volta para Portugal, onde tme mantido uma carreira musical activa na zona do Barlavento algarvio.

Actualmente trabalha sobre o seu primeiro disco a solo, intitulado precisamente Mama Makudilê com produção e arranjos de Tuniko Goulart, e participação de músicos como, Tuka, Quim Brandão, Erika, Marcos Vita entre outros.

(pessoalmente, ainda me recordo de assistir a excelentes espectáculos deste senhor no velhinho Grafitti na Praia da Rocha)

Site oficial: http://betokalulu.multiply.com

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