• Poderia ter ficado melhor, não poderia?

    A Região de Turismo do Algarve detém a responsabilidade pelo letreiro “Algarve” que se encontra junto à praça da portagem no final da autoestrada A2 (Lisboa-Algarve). Ontem foi notícia que esse letreiro, após vários anos de árduo serviço debaixo de sol e de chuva, com calor ou com frio, foi finalmente renovado.

    Muitos portugueses (e não só), quando chegam aquele ponto tão marcante nas habituais viagens entre o resto do país e a nossa região, gostam de fazer uma última pausa nas suas viagens, principalmente no período de férias de verão.

    No entanto, considerando que a nossa região é propícia a cores quentes nos dias de maior calor, pessoalmente considero que a renovação efetuada ao letreiro não permite uma leitura muito fácil, principalmente quando a vegetação seca e a cor de fundo dominante fica tão próxima da cor amarela do letreiro.

    Presumo que uma cercadura / bordadura em torno das letras, poderia ser a solução para esse pequeno detalhe. Nem será um acrescento muito difícil de executar, presumo eu…

    Seja pintando diretamente uma cercadura / bordadura no letreiro, seja através da aplicação de material autocolante em suporte vinil, será de supor que este melhoramento não será difícil de executar.

    Pode parecer um pequeno pormenor, mas parece-me fazer toda a diferença, por isso, aqui deixo a minha sugestão para o efeito.

  • Este está a ser um ano especial para o desporto jovem e infantil aqui na zona de Portimão.

    Foi já em 2024 que se iniciou um projeto quase espontâneo organizado por alguns pais e mães de crianças que têm o gosto pelas bicicletas, pelas corridas e pela natação.

    (mais…)
  • Hoje, ao princípio do dia, no programa da manhã da rádio portuguesa Antena 3, fomos presenteados com uma pequena participação em direto por parte da cantora Rita Vian.

    Confesso que não conhecia mas fiquei completamente siderado com as rimas, a melodia e a fantástica construção rítmica das suas canções.

    Com um som marcadamente moderno e com uma indelével presença eletrónica, há lugar para os instrumentos acústicos (com a delícia do som dos pratos da bateria com destaque para o ‘ride’ no tema “Podes Ficar.”

    A métrica das letras está quase ao nível daquilo que o ‘professor’ Gimba tanto apregoa. Presumo que o Fado serve também como pequena base de inspiração da Rita para a construção das suas canções.

    Claro que fui pesquisar e encontrei no Youtube. Por isso, aqui fica para quem também pretender conhecer e apreciar:

    Canção “Podes Ficar”

    Canção “Cuido de Mim”

    Para quem pretenda saber mais sobre a artista, fica o endereço para a página da Rita Vian na rede social Facebook:
    https://www.facebook.com/RitaVian/

  • Não me aquece nem arrefece.

    O que me preocupa é saber que em pleno século 21 ainda se fazem ‘concursos’ para apreciação de dotes físicos (estéticos) em seres humanos, conforme se faz com cães, gatos, cavalos, etc.

    E para piorar as coisas, numa das redes sociais dominantes, um pobre pensante comentou que “as mulheres são as culpadas disso, só apreciam futilidade“.

    Nós homens temos de nos envergonhar.

    Não é razoável colocar o ónus nas mulheres. Têm sido vitimas dos desejos masculinos ao longo dos séculos. Mulheres emancipadas e com a devida formação, marcam as sociedades de forma totalmente positiva e não nos direcionam nesses sentidos.

    Esse tipo de ‘alarvidades’ são consequência de um passado dominado por verdadeiros…
    Alarves (no masculino)!

  • vitormadeira.com 2019-08-23 precos gasolina EUA

    Acabei de tomar conhecimento conhecimento que o preço médio da gasolina nos Estados Unidos da América tem vindo a descer desde há uns 10 anos para cá.

    Em 2008, o preço médio por litro rondava os $1,08 dólares enquanto que em 2018 ficou-se pelos $0,60 dólares por litro.

    Como se explica esta diferença na evolução nos preços quando comparada com o que temos vivido aqui na Europa?

  • 1990s - Portimão Boavista atual local Centro Comercial Aqua ainda sem construções

    Tenho a certeza que os leitores deste blogue irão perdoar o título desta publicação, e aceitarei que me digam que “é para inglês ver” (vulgo “clickbait“, como dizem os entendidos das tecnologias e das especulações sociais…)

    Na verdade, na época em que esta foto foi captada, presumo que nem sequer existiriam ainda essas fantásticas máquinas voadoras, ou se existiam nada se pareceriam com o que hoje conhecemos como drones.

    No centro da fotografia é possível verificar todo o espaço que o atual centro comercial Aqua ocupa, bem como as ruínas da antiga fábrica de conservas no extremo poente do terreno, da qual, apenas resiste a típica chaminé.

    No canto inferior direito, é possível identificar parte do local onde mais tarde surgiu o “Retail Renter”, local onde atualmente se situa a grande loja de eletrodomésticos Worten, a loja de roupa C&A, o supermercado Iceland / Overseas, ou o restaurante Burger King.

    Com especial destaque, no canto inferior esquerdo, o edifício da CRACEP, essa instituição portimonense que muito tem feito por tantos cidadãos locais (e não só) com necessidades especiais.

    Fica a memória de outros tempos…

  • Amiga do ambiente e dos animais. Engole comprimidos de homeopatia feitos de fígado e coração de pato.
    Comprimidos de homeopatia “oscillococcinum” são feitos à base de fígado e coração de pato.

    Já há semanas que tenho andado em torno deste tema em conversas com amigos, e hoje decidi que não poderia deixar passar nem mais um dia – só é pena que não esteja a escrever este artigo no inverno, que é quando isto poderia ter mais interesse, mas mais vale tarde do que nunca.

    Ora bem, já não me recordo onde ouvi falar disto, mas alguém me tinha alertado aqui há uns tempos que os ‘famosos’ comprimidos de homeopatia da marca “oscillococcinum” são produzidos à base de extratos de fígados e corações de pato selvagem.

     

    Embalagem de 30 doses de Oscillococcinum
    Embalagem de 30 pílulas à venda em farmácias

    Oscillo-quê…?

    Sim, parece um palavrão ou uma palavra em língua estrangeira. Curiosamente, a própria promotora do produto em Portugal também se deu conta dessa ‘falha’ e, para conseguir melhor penetrar no nosso mercado com semelhante nome para um “remédio” tão difícil de memorizar e pedir ao balcão das lojas, resolveu atacar o mal pela raiz.

    De forma a tentar conseguir memorizar a marca, investiram forte e feio em campanhas de publicidade, com destaque para uma presença diária na Rádio Comercial, onde se ouviam as vozes da Vanda Miranda e do Vasco Palmeirim num tom ligeiro e aparentemente amigável, com um slogan sonante “oscilou e a gripe passou.”

    Felizmente, neste país temos gente com neurónios, e a gracinha acabou por valer à equipa das manhãs da Rádio Comercial, no ano de 2013, um ‘vergonhoso’ prémio Unicórnio Voador.

     

    “Sintomas de gripe” ou “estados gripais”?

    Então parece que é mais ou menos assim: supostamente, os comprimidos serão preparados para auxiliar quem sinta que passa por “sintomas de gripe” ou “estados gripais.” Portanto, e para todos os efeitos, não é para seres humanos que tenha efetivamente sido infetados com o vírus da gripe, compreendido?

    Ou será que é?

    Se depender de mim, claro que não.

    Esses supostos “estados gripais” ou “sintomas de gripe” parecem-me ser descrições de sintomas bastante genéricos, em que, numa determinada ocasião, qualquer pessoa acaba por se queixar. Sei lá, dores de cabeça, dores musculares, ranho e tosse em abundância, mal estar geral, dores de abdómen, sei lá…

    Quem não passa por isso de vez em quando? Aliás, provavelmente, e agora que estamos naquela altura do ano em que os pólenes “andam à solta”, suponho que as pessoas mais sensíveis acabam por sofrer em abundância com sintomas que também possam ser considerados parecidos com os propostos, certo?

     

    Ingredientes das pílulas homeopáticas "oscillococcinum"
    Anas barbensis – em latim, pato selvagem (clique para ampliar)

    Ingrediente ativo?

    A empresa “Boiron” propõe com os seus comprimidos “oscillococcinum” (e reparem que me recuso a chamar aquilo de ‘medicamento’), através da literatura inclusa em cada caixa de pílulas, que o “ingrediente ativo” da coisa é nada mais, nada menos que extrato de coração e fígado de pato selvagem – descrito na embalagem em latim como “Anas barbariae hepatis et cordis extractum.”

    Bem, é designado como “ingrediente ativo” mas devo referir que os comprimidos são produzidos através da técnica designada de “homeopatia” pelo que, muito provavelmente, acho que até isso deveria ser revisto, porque efetivamente, a existir qualquer tipo de “ingrediente” na coisa deveria ser considerado o excipiente, que neste caso, é 1 grama de açúcar por comprimido.

     

    Mas a gripe não é uma infeção?

    Nem mais. A gripe é uma doença provocada pela invasão do vírus Influenza no corpo dos animais. Como também somos animais, estamos sujeitos à infeção e as únicas formas comprovadamente capazes de evitar infeções de vírus é não estar exposto aos mesmos, ou tomar vacinas preparadas para o efeito.

    Não deve ser muito difícil concluir que se essas são as únicas formas de evitar a infeção, então, os extratos de fígados e corações de pato selvagem (ou, vá lá, apenas açúcar) não sejam os ingredientes indicados para combater infeções virais, certo?

    Essa é a minha conclusão, e, se não estou em erro, é também a conclusão de toda a comunidade científica do planeta Terra.

     

    Vírus da gripe "Influenza"
    Vírus da gripe (vírus “Influenza”)

    Mas afinal, como se prepara um comprimido “homeopático”?

    Para quem não sabe, a produção de comprimidos (ou infusões) através da “técnica” da homeopatia, exige que o ingrediente base seja diluído primeiro em 10 partes de água, sendo depois extraído uma parte dessa diluição inicial para logo de seguida dar seguimento a nova diluição, embora agora já numa proporção menor, ou seja, de 100 para 1; depois, numa terceira diluição de 1.000 para 1, e assim por diante.

    Aparentemente, parece que não existe nenhuma regra que indique em que proporção a diluição deverá terminar, sendo que, pelo que consegui concluir através da contrainformação disponível na internet e, parece que ao chegar à proporção de 100.000 para 1, a coisa poderá ser dada como estando pronta.

    Neste caso particular do preparado “oscillococcinou”, presumo que a receita possa resumir-se a cerca de 100g de extrato de fígados e corações de pato selvagem, muito bem migados e diluídos em proporção de 1 litro de água, para logo de seguida proceder a novas diluições em proporções de 100 para 1, depois 1.000 para 1, 10.000 para 1,  100.000 para 1, etc.

    Pelo que é indicado na caixa destas pílulas, a fórmula proposta indicada pelo ‘fabricante’ dará numa concentração de fígado e coração de pato selvagem desta magnitude:

    0,0000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000
    000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000
    000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000
    000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000
    0000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000001

    Sim, são 400 zeros depois da vírgula seguidos de 1. (Espero não ter errado no cálculo…)

    De qualquer das maneiras, e em termos comparativos, tome-se o arsénio (um dos componentes mais tóxicos e mortais que se conhece). Sabemos que uma dose tão pequena como 200mg de arsénio basta para matar um ser humano, mas a verdade é que essa substância tão venenosa e tóxica se encontra na proporção de 0,000007% no corpo humano, tornando-o, nessa tão ínfima concentração, completamente inofensivo.

    Pergunto eu: Como poderá então aquela “concentração” de fígado e coração de pato selvagem exercer algum tipo de efeito sobre o vírus da gripe no corpo humano…? Não pode.

     

    E já agora, como é que uma dose tão pequena de fígado e coração de pato selvagem diluídos, consegue ser contabilizada?

    Bem, eu não sei, mas presumo que, muito provavelmente, o “sumo” resultante dos fígados e corações migados e consequentemente diluídos (ou seja, uma água muito mas mesmo muito pouco ‘suja’) passe por um processo de acrescentação de açúcar para conseguir preencher o volume correspondente a um comprimido de 1g e depois permitir a embalagem no ‘blíster‘ da caixa para posterior comercialização retalhista em casas da especialidade, vulgo “ervanárias”, mas, infelizmente, também em bastantes farmácias. (sim, pasme-se!)

     

    Isto dá pano para mangas!

    Dá sim. Mas dá ainda muito mais lucro.

    Pessoalmente, começo por achar mesmo muito questionável, o facto das farmácias, que ainda tomo como locais de honra e prática da moderna ciência e não de disseminação de superstições, crendices ou mezinhas – ou seja, a ignorância pura – se deixem levar pelo apelo do lucro fácil que advém da venda destas pílulas de açúcar.

    Não sei qual será a proporção da margem de lucro que vai para os retalhistas proprietários das farmácias, mas suponho que seja superior a 40%, e não custa muito concluir que, 40% de 28,00 Euros resulta em 11,20 Euros de lucro por cada caixinha vendida aos incautos pacientes com supostos “sintomas gripais.”

     

    Cada comprimido de açúcar fica em quase um Euro!

    Claro. Se pegarmos no preço de uma caixa de 30 comprimidos (anunciado em torno dos 28,00 Euros), dá uma média de 93 cêntimos de Euro por cada comprimido engolido. E depois de tantas diluições, alguém acredita que o componente único da coisa não seja pura e simplesmente… Açúcar?

     

    Então e o efeito placebo?

    O efeito placebo existe, está mais do que comprovado, mas não é um método de combate a infeções virais (e suponho que muito menos bacterianas).

    Agora, suponho que mesmo que aquilo pudesse ser considerado como um placebo de venda autorizada, acho que a metodologia praticada teria que seguir outras normas. Não é o doente que decide quando ou como deverá tomar um placebo na tentativa de obter resultados observáveis perante um quadro clínico negativo. Suponho que semelhante metodologia terá que ser sempre e apenas sugerida pelo respetivo médico, certo?

    Aliás, se isto se tratasse apenas de um placebo cuja comercialização fosse autorizada como tal, então, o mínimo que poderia fazer-se, seria alterar o nome da coisa para…

    Adivinharam: ‘placebo’.

     

    Mas então, e ninguém faz nada?

    Não sei. Quanto a mim, já me daria por contente que fosse proibido utilizar a palavra “medicamento” para designar estas pílulas, mas suponho que muito mais pudesse ser feito no que respeita à questão do combate à gripe ou no auxílio da educação medicinal e científica aos jovens em idade escolar ou da população em geral.

    Da minha parte, resolvi publicar este artigo. É a minha opinião pessoal, vale o que vale, mas sinceramente, espero que as entidades competentes façam algo mais para auxiliar a população de forma a evitar a todo o custo a dúvida e o engano. Será o mínimo.

  • Um dos maiores e mais aclamados festivais de bateria e percussão da Europa, tem lugar há quase 10 anos aqui ao lado, em terra de nuestros hermanos españoles, mais propriamente, em Sevilha.
    No ano passado, Josh Dion esteve presente e foi sem dúvida alguma a maior surpresa de todo o festival.

    Neste vídeo, aos 44m:40s, prestes a finalizar a sua prestação, o Josh pergunta se alguém mais tem questões a apresentar. Ora como ninguém se chegava à frente, aproveitei para lhe pedir para tocar a sua canção “A Vision Complete“.

    Trata-se de um dos seus temas mais originais, tocado ao mesmo tempo na bateria com a mão esquerda e os pés, num teclado com a mão direita (!), ao mesmo tempo que é cantada.
    Se tiverem oportunidade, coloquem o vídeo a partir dos 44minutos e 40 segundos e apreciem esta monstruosidade de talento puro.

    Com Josh Dion no Tam Tam DrumFest 2015 em Sevilha.
    Com Josh Dion no Tam Tam DrumFest 2015 em Sevilha.

     

    Obrigado também (sempre) ao Victor e ao Jose Manzanares da Tam Tam e ao excelentíssimo Juan de la Oliva.

Design a site like this with WordPress.com
Iniciar