Posts Tagged With: percussão

TAM TAM DrumFest 2016 (está quase, quase!)

Um dos maiores e mais aclamados festivais de bateria e percussão da Europa, tem lugar há quase 10 anos aqui ao lado, em terra de nuestros hermanos españoles, mais propriamente, em Sevilha.
No ano passado, Josh Dion esteve presente e foi sem dúvida alguma a maior surpresa de todo o festival.

Neste vídeo, aos 44m:40s, prestes a finalizar a sua prestação, o Josh pergunta se alguém mais tem questões a apresentar. Ora como ninguém se chegava à frente, aproveitei para lhe pedir para tocar a sua canção “A Vision Complete“.

Trata-se de um dos seus temas mais originais, tocado ao mesmo tempo na bateria com a mão esquerda e os pés, num teclado com a mão direita (!), ao mesmo tempo que é cantada.
Se tiverem oportunidade, coloquem o vídeo a partir dos 44minutos e 40 segundos e apreciem esta monstruosidade de talento puro.
Com Josh Dion no Tam Tam DrumFest 2015 em Sevilha.

Com Josh Dion no Tam Tam DrumFest 2015 em Sevilha.

 

Obrigado também (sempre) ao Victor e ao Jose Manzanares da Tam Tam e ao excelentíssimo Juan de la Oliva.

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22 de Novembro – Dia do músico

Hoje (22 de Novembro) é dia do músico. Como músico amador que sou, não queria deixar passar este dia sem comentar um pouco sobre o tema…

Ser músico (ainda) é tudo menos fácil nos dias actuais. Embora as ‘grandes estrelas’ estejam naturalmente bem vistas perante o público e tidas como pessoas abastadas, ainda é difícil conseguir fazer passar a correcta ideia do que é a formação de um músico.

Um tema musical (seja ele de que natureza for) de 5 minutos pode levar dois, três ou mais meses para ser considerado um trabalho efectuado. Embora por vezes a inspiração nos traga ideias que em pouco mais de duas semanas nos permitem obter um esboço da obra final pretendida, é certo que a maior parte dos temas exigem trabalho de forma a poder transmitir a plena emoção que a música exige do seu autor.

No caso da bateria, sou obviamente suspeito para falar sobre o assunto, mas não tenho a mínima dúvida de que a formação de um bom baterista é algo que exige um tremendo e árduo trabalho por parte de quem pretende aspirar à difícil tarefa de comandar os tambores. Até há poucos anos atrás, quer pelas dificuldades económicas, quer pelas dificuldades sociais envolventes, o estudo da bateria era algo apenas possível a alguns (poucos) afortunados.

Alguma democratização no meio tem vindo a ser ‘implementada’ por parte dos fabricantes de instrumentos de percussão electrónica, o que tem permitido com que cada vez mais estudantes e amadores possam ter uma bateria no próprio quarto sem que a vizinhança se veja obrigada a chamar as autoridades devido à pressão sonora provocada pelas baterias acústicas.

Mas conseguir obter um músico completo, maduro, experiente, capaz de se adaptar ao(s) projecto(s) a que se propõe desempenhar, sequer uma envolvente familiar estável, uma envolvente social aceitadora, uma envolvente de amizades motivadora, o tempo devido para o estudo e prática dos exercícios, mas sobretudo, calo, muito calo!

Raros ainda são os locais onde os mais jovens, nos seus tempos livres de escola possam reunir-se munidos de um par de guitarras, uma bateria, um baixo e algumas vozes de forma  a conseguirem trabalhar nesse aspecto do “calo” a que me refiro mais acima…

Mas ser baterista, seja amador ou profissional, ainda é das melhores coisas para se fazer na vida!

(na foto: Cleverson Silva – um dos melhores bateristas com quem já tive a oportunidade de aprender)

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Músicos com GARRA: Marcel Van Cleef

Marcel Van Cleef

Ainda relativamente desconhecido na grande ribalta do “show biz” a que o ‘main stream’ nos habitua, nunca é demais poder destacar um músico com semelhante garra como é a deste caso tão particular.

Marcel Van Cleef afirma que pegou nas baquetas quanto tinha apenas 2 anos de idade (pronto, tudo bem, a minha filhota Rute também!), e aos 12 estreava-se na cena musical local da sua terra natal (Nijmegen, Holanda) e que antes mesmo de terminar o conservatório, teve a honra de poder partilhar o palco com grandes artistas internacionais.

Começa a dar nas vistas com a sua filosofia de terra-a-terra sobre o que entende ser a vida, imprimindo por isso uma tremenda originalidade musical nas suas prestações em palco e em estúdio.

Não será difícil encontrar misturas de elementos baseados em Rock, Jazz, Blues ou ritmos Latinos nas suas próprias interpretações, pois as suas performances são extremamente criativas, cheias de vida e sólidas, como certamente já se aperceberam por esse pequeno trecho do seu DVD “Traffic Jam” gravado em Março de 2010 em Berlim (Alemanha)

Os arranjos sonoros criados por Van Cleef pontuam pela relativa complexidade técnica, contudo relativa simplicidade musical no todo conseguido, servindo primariamente a música em si. A mim, surpreende-me o facto de, pro cima disto tudo, ainda cantar! 😉

Nestes pouco mais de 9 minutos de vídeo, entre outros, terão a oportunidade de ver e ouvir os seguintes instrumentos:
– Pratos de Ataque (Crash);
– Pratos de Choque (Hi-Hats);
– Pratos de condução (Ride);
– Pratos Chineses;
– Pratos de Splash;
– Timbalões;
– Caixa (ou Tarola);
– Bombo;
– Bongós;
– Congas;
– Timbales;
– Cajón;
– Udu;
– Wang Drum;

É acompanhado habitualmente no contrabaixo por Wiro Mahieu no baixo e contra-baixo, Jaap Berends nas guitarras e Henning Wolter nas teclas.

Para mim, é um músico com GARRA, e, caso sejam entendidos em holendês (em inglês também), visitem o seu website em www.marcelvancleef.nl

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Sugestão de fim-de-semana: Omar Hakim no sítio das fontes em Estombar (Algarve) na noite de 1 de Julho

Omar Hakim com Vitor Madeira em Sevilha - Novembro de 2007

É caso para dizer: “Parem as máquinas! Temos uma notícia bombástica!”

Omar Hakim é um dos bateristas mais virtuosos dos nossos tempos. Sempre detentor de um  groove descomunalmente fora de série, este senhor, tem conseguido manter uma invejável carreira de baterista independente.

Já conduziu o ‘tempo’ de artistas como Sting, Madonna, Weather Report, Dire Straits, David Bowie, entre outros, e ainda hoje é uma referência a nível mundial no que respeita à bateria e percussão, quer na vertente acústica, quer electrónica.

Já nesta sexta-feira, 1 de Julho, vamos poder ter o prazer de assistir à sua actuação, acompanhado de Rachel Z no piano e Solomon Dorsey no contrabaixo, no Sítio das Fontes, em Estombar.

Segundo o programa oficial, serão reinterpretadas composições de artistas como Duke Ellington, Depeche Mode, Wayne Shorter, Joni Mitchell, Judy Garland, Sting, Peter Gabriel, The Killers, Coldplay, Stone Temple Pilots e Bjork. (fora de série! 😉 )

A foto foi captada em Novembro de 2007 aquando do estonteante workshop que tive a oportunidade de assistir, integrado no Festival da TamTam Percusión em Sevilha.

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