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Live to ride, ride to live

Night moto rider (by toooomelo)

Não existe uma tradução literal na língua portuguesa que consiga passar perfeitamente a máxima tornada universal pelos norte-americanos e que designa a paixão que é andar de mota. Contudo, atrevo-me a sugerir um aportuguesado “Vivo para andar de mota, ando de mota para viver” (e sim, convenhamos que não é tão musical como o original…)

A paixão das motas é algo que dificilmente se explica por palavras, mas quem sabe o que é sentir na própria face a força do vento a contrariar a potência dos “cavalos” que movem um motor de quatro tempos de uma qualquer mota digna deste nome, ou a força que os braços necessitam de fazer para tomar o controlo quando a velocidade por vezes, de forma como que involuntária, pede para ultrapassar os limites legais, ou até o jogo de cintura exigível para fazer rotundas ou curvar em piso molhado, ou quem sabe, apenas sentir os diversos aromas campestres no decurso de um ou outro passeio mais ou menos longínquo, sabe do que falo.

Ainda me recordo dos primeiros tempos em que, movido pela paixão adolescente de “andar de mota” e ao mesmo tempo de “tentar impressionar as moças”, resolvi adquirir uma mota para deleite da paixão que corria pelas veias.

E nem foi necessário procurar muito… Se não me falha a memória, estaríamos em 1996 ou 1997, quando uma Yamaha Virago XV 535 vinda de outras “corridas” aparece como que uma perfeita ocasião caída sabe-se lá bem de onde, já com todas as modificações que um motard poderia exigir…

Ele era o escape quase praticamente livre, depósito e laterais pintadas com motivos condizentes com o sentido nómada que norteia o estilo de vida motard (o índio guerreiro, o lobo “solitário” e o casalinho de noivos indios apaixonados a presidir ao enquadramento artístico no topo do depósito de gasolina…) Um guiador com mais de 40 cm de altura, e um aumento generoso no garfo de direcção com apliques adicionais ao farolim, finalizados com um par de pedais para apoio dos pés em viagens mais longas, tal qual uma espécie de “Harley Davidson para pobres”, fizeram os olhos de um jovem algarvio brilhar, tais eram os sonhos com as possíveis “voltinhas” que daí em diante se tornariam uma realidade.

Foi “batizada” de Sasha, e, embora tenha sido um deleite nesses idos tempos de juventude, hoje a idade faz-me olhar de forma mais amadurecida para uma paixão que, embora aliciante, requer as devidas precauções. Creio até mesmo que, em breve, alguém virá a ser um feliz terceiro dono da Sasha, para, algures por este Algarve fora (ou quem sabe, mais além) dar asas à sua paixão de levar com o vento na cara…

Conduzir uma mota, principalmente numa região tão generosa em dias solarengos como é o Algarve,  é sem dúvida alguma um prazer que tive o privilégio de experimentar em primeira mão, e que, daria pano para mangas se mais um ou dois companheiros que apreciem a mesma paixão se juntassem em redor de uma bela bebida geladinha numa qualquer esplanada, quem sabe, à beira da falésia da Praia da Rocha?

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Músicos com GARRA: Muse – Take a bow

Não há muito tempo que tenho andado a descobrir com um pouco mais de detalhe a obra musical dos Muse e sinceramente pergunto-me porque é que só agora tomo conhecimento de certos detalhes?

Take a bow é o tema de abertura do álbum “Black Holes and Revelations” (2006) e creio que muitos de nós temos andado completamente ao lado da mensagem tão explícita que nos é proposta neste tema.

Em 2008 os Muse estiveram em Portugal, actuando no festival Rock in Rio (parque da Bela Vista em Lisboa) e terminaram o concerto com este tema. Eis o video:

Com uma mensagem tão clara (e ao mesmo tempo tão explícita) na letra da canção, resolvi traduzir para o português:

.

=== Muse – Take a bow (portugês) =========
Corrupto,
Seu corrupto,
Trazes corrupção a tudo o que tocas

Sustém-te,
Eis-te a ti,
E eis-te perante todos por tudo o que fizeste

E magia,
Lanças feitiços,
Lanças feitiços sobre o país que diriges

E arriscar,
Vais arriscar,
Vais arriscar todas as suas vidas e as suas almas

E arde,
Vais arder,
Vais arder no inferno, sim, vais arder no inferno,
Sim, vais arder no inferno (x 2)
Pelos teus pecados

E a nossa liberdade a consumir-se em si própria,
O que nos tornámos,
É contrário aquilo que queríamos

Prosterna-te!

Morte,
Trazes morte e destruição a tudo o que tocas

Paga,
Tens que pagar,
Tens que pagar pelos teus crimes contra a terra!

Sim, as bruxas!
Alimentas as bruxas,
Alimentas as bruxas do país que amas!

Agora implora!
Vais implorar!
Vais implorar pelas suas vidas e pelas suas almas!

Agora arde!
Vais arder!
Vais arder no inferno, sim, vais arder no inferno
Sim tu vais arder no inferno (x4)
Pelos teus pecados
=================================

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Para mim, são uns músicos com GARRA e trazem uma mensagem sobre a qual impera meditar…

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