Alma do tempo

Músicos com GARRA: Muse – Take a bow

Não há muito tempo que tenho andado a descobrir com um pouco mais de detalhe a obra musical dos Muse e sinceramente pergunto-me porque é que só agora tomo conhecimento de certos detalhes?

Take a bow é o tema de abertura do álbum “Black Holes and Revelations” (2006) e creio que muitos de nós temos andado completamente ao lado da mensagem tão explícita que nos é proposta neste tema.

Em 2008 os Muse estiveram em Portugal, actuando no festival Rock in Rio (parque da Bela Vista em Lisboa) e terminaram o concerto com este tema. Eis o video:

Com uma mensagem tão clara (e ao mesmo tempo tão explícita) na letra da canção, resolvi traduzir para o português:

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=== Muse – Take a bow (portugês) =========
Corrupto,
Seu corrupto,
Trazes corrupção a tudo o que tocas

Sustém-te,
Eis-te a ti,
E eis-te perante todos por tudo o que fizeste

E magia,
Lanças feitiços,
Lanças feitiços sobre o país que diriges

E arriscar,
Vais arriscar,
Vais arriscar todas as suas vidas e as suas almas

E arde,
Vais arder,
Vais arder no inferno, sim, vais arder no inferno,
Sim, vais arder no inferno (x 2)
Pelos teus pecados

E a nossa liberdade a consumir-se em si própria,
O que nos tornámos,
É contrário aquilo que queríamos

Prosterna-te!

Morte,
Trazes morte e destruição a tudo o que tocas

Paga,
Tens que pagar,
Tens que pagar pelos teus crimes contra a terra!

Sim, as bruxas!
Alimentas as bruxas,
Alimentas as bruxas do país que amas!

Agora implora!
Vais implorar!
Vais implorar pelas suas vidas e pelas suas almas!

Agora arde!
Vais arder!
Vais arder no inferno, sim, vais arder no inferno
Sim tu vais arder no inferno (x4)
Pelos teus pecados
=================================

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Para mim, são uns músicos com GARRA e trazem uma mensagem sobre a qual impera meditar…

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O verdadeiro sentido mentiroso do marketing…

Imagem

Há coisas que têm que nos deixar indignados! Seja o governo que promete baixar os impostos e depois leva-nos os subsídios de férias e de Natal, sejam as touradas, seja o ministro que tinha pressa em acabar o curso, enfim…

Pois bem, a minha indignação vem aqui e agora demonstrar em como as grandes empresas de tecnologia também pretendem que aceitemos areia nos nossos olhos com o agrado do habitual…

A “inovação” é da Nokia, e tem pelo nome “Pure VIew  optical image stabilization” (ou estabilização óptica da imagem ‘Pure View’), pretendendo demonstrar que os novos modelos de telemóveis Lumia da Nokia conseguem filmar videos em movimento sem que a estabilidade da imagem fique comprometida.

Quanto a mim, digo que isso será ouro sobre azul, pois quando quero filmar a minha filhota, sei o que é ter que lutar contra a natureza imóvel de uma criança de 3 anos para tentar conseguir no final um video com uma imagem estabilizada, estável e sem grandes oscilações que só dificultam quem depois pretende ver os registos da nossa felicidade… 😉

Pois é, só que o que parece ser na verdade não é! Vejam o video e pasmem-se aos 27 segundos de video decorrido…

Se não perceberam ainda pela foto acima, vejam o reflexo na janela da rulote, porque é esclarecedor quanto à forma utilizada pela Nokia para demonstrar um produto que, supostamente, seria aquilo que se pretendia que fosse:

Portanto, CUIDADO! A partir de agora, já não são só os emails fantasiosos sobre o monstro do lago Ness, sobre o homem que mordeu o cão, ou sobre a galinha que atravessou a estrada… Agora, temos também que estar de pé atrás no que respeita às grandes empresas de electrónica de consumo.

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Uma notícia triste – faleceu o professor José Hermano Saraiva

Para mim é uma notícia deveras triste (embora de certa forma já expectável, pois creio que era mais ou menos do conhecimento geral que o seu estado de saúde estava bastante debilitado)…

Com 92 anos partiu José Hermano Saraiva, um dos sábios que mais nos ajudaram a compreender um pouco mais de história de Portugal (e não só), ao que eu próprio aqui deixo esta pequena homenagem pelo seu desaparecimento…

Foi ministro da Educação entre 1968 e 1970, período durante o qual enfrentou a crise académica de 1969, tendo sido por vários apontado como um dos ministros-chave do regime de Olivera Salazar. Foi depois embaixador de Portugal no Brasil, entre 1972 e 1974.

Nas últimas décadas distinguiu-se pela sua colaboração televisiva com a RTP em programas sobre a história de Portugal, apresentados de uma forma muito própria e expondo teorias por vezes contestadas no meio académico.  Pessoalmente recordo ainda os programas “Horizontes da Memória”, “O Tempo e a Alma”, “Histórias que o Tempo Apagou” e “A Alma e a Gente”.

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Há uma frase que diz: “Por cada velhinho que morre, há uma biblioteca que arde.” – Neste caso, não poderia estar mais de acordo.

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Espero sinceramente que as lições que ministrou a todos nós, a par com a obra que fez por cá em vida lhe possam valer para agora a conseguir o lugar eterno que (creio) merecer…

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Estrada Nacional 125 – Todo o cuidado será pouco!

Esta foto está hoje a ser partilhada através das redes sociais e demonstra os momentos após um brutal acidente ocorrido ontem (9 Jul 2012) no troço da Estrada Nacional 125 entre Portimão e Lagoa (foto tirada nesse sentido de direcção do trânsito), junto a Estombar.

Segundo testemunhos de quem lá passou, estiveram envolvidos no acidente três viaturas (uma carrinha Toyota Hiace, um Volkswagen Passat, e um Renault Clio – sendo esta última a viatura capotada à esquerda na imagem), tendo estado este troço cortado nos 2 sentidos toda a manha de ontem.

Ora, neste blog de impressões pessoais não será minha intenção dar notícia dos vários acidentes que (muito infelizmente) vão ocorrendo um pouco por todo percurso da Estrada Nacional 125, mas quer como natural do Algarve, quer como morador (também no Algarve) ou como condutor (pois, também aqui no Algarve) será de todo impossível não falar pelo menos uma vez que seja acerca deste assunto por aqui…

Sobre este acidente em particular, e porque passo por ali consideráveis vezes, sinto-me no direito de opinar dizendo que este troço já nasceu “coxo”, uma vez que considero que deveria ter sido construído de raiz com 2 faixas de rodagem em cada sentido, sendo que a ponte “nova” sobre o rio Arade (gémea da ponte internacional sobre o rio Guadiana) também deveria ter sido logo preparada para tal.

Haverá algum condutor barlaventino que que não saiba que ali é um dos poucos pontos da EN125 entre Lagoa e Portimão onde por vezes se pode fugir aos 40/50 Km/h com que habitualmente se circula em toda a EN125, aproveitando por isso para efectuar uma ou outra ultrapassagem? (e não, não estou a falar de ‘loucuras ao volante’, pois segundo o código da estrada, ultrapassar não é proibido!)

E será que alguém no seu perfeito juízo poderá aceitar que em quase todo o percurso da EN125 se conduza a médias que oscilam entre os 20 e os 50Km/h? (a EN125 tem cerca de 160 quilómetros de extensão!) Já imaginaram bem o que é fazer pelo menos 40 ou 50 quilómetros a 20 ou a 40 Km/h? Qual o estado de exaustão em que um condutor que diariamente faça estes percursos se encontrará no seu dia a dia?

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Não sei como foi este acidente em particular, mas pela foto só pode ter havido um choque frontal, logo, depreendo que tenha ocorrido após uma ultrapassagem mal pensada / demasiado arriscada (fruto de paciência “torrada” após muito tempo a conduzir a 30/40 Km/h, após quilómetros e quilómetros a fio com o Sol a queimar e a tolerância a estas situações esgotantes completamente esgotada…)

Infelizmente, ainda temos Julho e Agosto pela frente, pelo que, todo o cuidado será mesmo muito pouco…

(mesmo sabendo que, provavelmente muitos outros acidentes mais irão também ocorrer, caso as portagens não sejam suspensas para podermos ter alternativa real a este tão grande flagelo…)

Propostas construtivas:

  • De um ponto de vista RADICAL: Suspender definitivamente as portagens na Via do Infante (“A22”)
  • De um ponto de vista mais racional (tendo em vista a situação de crise que se vive): Considerando que o turismo representa perto de 10% do Produto Interno Bruto do país, seria urgente suspender as portagens na Via do Infante no período compreendido entre a segunda quinzena de Junho e a primeira quinzena de Setembro, pois é o período mais crítico de recepção de veraneantes no Algarve.
  • De um ponto de vista estatístico: Propor às comissões de utentes de estradas do Algarve para que, juntamente do INEM, das várias Associações de Bombeiros do Algarve, bem como da GNR e PSP, compilarem detalhadamente os acidentes que todos os dias vão ocorrendo na EN125. (pode ser que ajude a quem de direito a compreender melhor o que realmente se vive aqui no Algarve com as portagens na Via do Infante activas)
  • De um ponto de vista prático: Sugerir que o troço da EN125 entre Portimão e Lagoa possa ser alargado para 2 faixas de rodagem em cada sentido de forma a poder realmente funcionar como alternativa viável perante o fluxo de trânsito que por ali se verifica.

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Que postal de férias desejamos deixar para os que nos visitam no verão?

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Para ajudar a reflectir, fica um tema invariavelmente ligado à nossa Estrada Nacional 125:

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Portugueses inspiradores – José Pedro Cobra

Gostaria de partilhar aqui o vídeo da entrevista feita pela Laurinda Alves ao José Pedro Cobra, um dos muitos portugueses que SABEM usar o seu talento para abençoar os outros, mas que, para além disso, sabe reconhecer que o mais abençoado acaba por ser ele próprio ao receber de volta e em maior medida, tudo o que ele dá em primeira mão…

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Para quem ainda não está por dentro, a série “Feitos em Portugal” é uma série que pretende mostrar os portugueses no seu melhor. Neste caso, trata-se do 5º episódio da série a passar actualmente aos sábados na RTP2 pelas 19h30.

Estreada a 17 de março de 2012, e com uma vertente totalmente contra a corrente nacional que acha sempre que ‘lá fora é que somos bons’, “Feitos em Portugal” revela 26 profissionais de referência em diversas áreas, todos portugueses que vivem e trabalham em Portugal.

Em Portugal há portugueses brilhantes em todos os setores. Das artes ao desporto, da medicina ao empreendedorismo social e inovação tecnológica, da investigação científica e académica ao mundo dos negócios, os bons exemplos sucedem-se e as boas iniciativas multiplicam-se. Foi a esse levantamento da excelência nacional a que se deu Laurinda Alves.

Em cada episódio de Feitos em Portugal, Laurinda Alves entrevista dois portugueses que nos podem honrar a todos. O potencial inspirador desta série de 13 episódios é um contributo para a reconstrução da estima dos portugueses por si próprios e da saúde económica e social de Portugal.

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Portugal na falência: Dois suspeitos de assalto, falsificação e tortura… Apanhados, mas logo libertados (!) – em Albufeira

Uma perseguição da GNR a uma viatura suspeita, em Albufeira, só terminou depois de um choque frontal com um camião.

Os dois ocupantes foram detidos. Tinham uma arma de choques eléctricos, parte de uma farda da GNR, ouro e vários objectos que indiciam a prática de assaltos. Mesmo assim, o tribunal decidiu libertá-los.

A viatura foi levada para o destacamento de trânsito, em Albufeira, para ser alvo de peritagens. Não está em nome dos detidos, mas não consta como tendo sido furtada.

Os homens não tinha documentos pessoais, mas com a ajuda do SEF, a GNR conseguiu identificá-los. São dois ucranianos de 34 anos. Sobre um deles, recai um mandado de detenção, sobre outro, um processo de expulsão do país.

fonte: Tvi24

 

Nota: Vale a pena comentar…?

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Outubro de 2011 – Portugal vive num conto de fadas…

…ou num conto da Bela Adormecida? (vai dar tudo ao mesmo!)

Desde Junho de 2011, o actual governo já se viu obrigado a dar um valente choque na economia, tentando assim acordá-la… Ora recordemos:

1. Aumento das taxas de IRS;

2. Aumento de IRS por diminuição de abatimentos á colecta;

3. Criação de taxa especial de IRS para certos escalões;

4. Imposto especial sobre subsídio de Natal;

5. Aumento de Imposto sobre o Tabaco,

6. Aumento da taxa de IVA para vários produtos;

7. Aumento das taxas de IMI e diminuição de prazos de isenção;

8. Aumento do IRC sobre empresas;

9. Criação de taxa especial sobre IRC para empresas com lucros acima de certo valor;

10. Aumento da Contribuição de Serviço Rodoviário;

11. Aumento da taxa de IRS aplicável aos rendimentos prediais auferidos em território português por sujeitos passivos não residentes;

12. Aumento da taxa de derrama em sede de IRC para certos escalões de rendimento;

13. Alargamento à electricidade do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos;

14. Aumento das taxas do Imposto Sobre os Veículos;

15. Aumento das taxas do Imposto Único de Circulação;

16. Aumento do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis

 

Será que é a solução…?

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Dicionário algarvio de termos e dizeres do Algarve (já com o novo acordo ortográfico)

Eis o esboço para a grande obra a inaugurar em breve, o grande “Dicionário algarvio de termos e dizeres do Algarve (já com o nove acorde ortugráfique)

Quem tiver sugestões para adicionar, é bem-vindo a contribuir! É só colocar uma resposta no fim desta página.

Espero que seja do vosso agrado.

A

Abuscar – Buscar, procurar (Ex: ‘Us cãs abuscarem os coelhes no mê do mate’)

Acarditar – Acreditar. (ex: ‘Moce, até parace que n’acarditas em mim.’)

Acêfa – Ceifa (Ex: ‘Temes c’acêfar o milhe’)

Açotêa – Terraço usado para secar frutos secos e peixe.

Ademorar – demorar (Ex: ‘Ó Chique, pra quê tamanh’ademora?’)

Adés – Adeus (Ex: ‘Adés óme, pr’ónd’é que vás?’)

Ah mon – Ai mano, ai moço. (Ex: ‘Ah mon, tá tude bem?’)

Alagar tramôçes – Preparar tremoços (que consiste em mergulhar os tremoços durante alguns dias em água corrente da ribeira após a cozedura inicial)

Alcagoita – Aperitivo para descascar e acompanhar uma cerveja bem geladinha na taberna. O mesmo que minduim. (Ex: ‘Ti Tonho, traga umas alcagoitas prá gente quemer de companha c’as sarvejas’)

Aldêa – Aldeia (ex: ‘Adés óme, a modes que vens d’aldêa?’)

Alevantar – O acto de levantar com convicção. (Ex: ‘Alevantê-me e fui-me embora!’ ou ‘Alevanta-te Zé Manel!’)

Alimpar – Limpar (ex: ‘Ó Jaquim, atão na vás alimpar u carre?‘)

Almariade – mal disposto, tonto, enjoado, conforme o contexto. (Ex: ‘Ah. mon, moce, até parece que tou almariade’)

Alpendrada – o mesmo que alpendre.

Alumiar – Apontar uma luz em direção a algo. (Ex: ‘Ó Luís, alumeia-me aqui o caminhe’)

Alvariade – Alguém que anda com a “cabeça no ar” por causa de namoro. (Ex: ‘Maldeçoada da minha filha, c’anda alvariada per’cása daquele maldeçoade’)

Amandar – O acto de atirar com força: (‘O guarda-redes amandou a bola pra lá de Cacilhas’)

Amantizade – Alguém que vive maritalmente com outra pessoa sem contudo ter casado para o efeito. União de facto. (Ex: ‘A Maria e o Manel vivem amantizades’)

Amarinhar – Ir para o mar tripular navios (Ex: ‘U mé filhe anda amarinhade’)

Amigáde – Semelhante a Amantizade.

Amódes – De maneira que… (Ex: ‘Amódes q’iste é assim’ – Ver também ‘De modes’)

Andande – Andando. (Ex: ‘Cagande e andande’)

Andémes – Andámos (Ex: ‘- Ondé c’anderem moces? – Andémes na debulha.’)

Andérem – Andaram (Ex: ‘-Ondé c’andeste? -Andi pur aí.’)

Andarem – O mesmo que Andérem.

Apertelência – Ousadia (Ex: ‘Tem munta apertetência, aquele Tonhe Jaquim.’)

Arrear – Deixar caír, desistir, bater, embater, esmurrar. (Ex: ‘Vou-t’arrear umas purradas!’)

Arrelampag – Efeito luminoso que ocrre normalmente durante as tempestades. (Ex: ‘Moce, tira-te daí c’ainda levas com um arrelampag!’)

Arram – Rã (Ex: ‘Fui à rebêra e vi uma arram’)

Arreata – Lábia, ousadia (Ex: ‘Tem uma arreata, aquele Ventura…’)

Arrenca-pinhêres – Homem muito baixo e muito magro.

Arrencar – Arrancar (Ex: ‘Brune, já arrencast’us pregues?’)

Arrioça – Baloiço (Ex: ‘Jorge toma cuidade pra na caíres d’arrioça.’)

Aspergic – Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina.

Assebiar – Assobiar (ex: ‘U Nune assebia munte bem’)

Assebida – Parte de uma estrada ou caminho com uma inclinação ascendente acentuada (Ex: ‘Danada daquela assebida, aquile é que custa a assebir!’)

Assentar – O acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair no cimento. (Ex: ‘Atã na ‘tassentas Jaquim?’)

Atão – Então (Ex: ‘Atão Mari-Tereza, na t’espachas?’)

Auga – Água (Ex: ‘Na bebas áuga antes de dermir Zé Manel, que mijas na cama’)

Avó – Avô (no masculino) (Ex: ‘O mê avó tem muntas farrobas’)

Avó – Avó (no feminino) (Ex: ‘A minha avó tá’amassar o pão’)

B

Baldear – Enlouquecer (Ex: ‘Agora é que cumadre Silvina baldeou de vez…’)

Bassôra – Também com a vertente ‘vassoira’. Utensílio doméstico para recolha de lixo, habitualmente com a ajuda da ‘apá’.

Belancia – Melancia (Ex: ‘Agora come-se a belancia’);

Barimbar – Indiferença, não querer saber (ex. ‘Tou-m’a barimbar pra isse’)

Barreca – Barraca (Ex.: ‘Prontes, já tá a barreca armada’.)

Batenêra – Máquina que serve pra fazer betão, cimento armado. (Ex: ‘Moss, liga a batenêra’)

Bele – Belo (Ex: ‘Cumadre, que beles trabalhes de renda’)

Benite – Bonito

Berculose – Tuberculose (Ex: ‘O pobre do Asdrubal tá com berculose’)

Berracha – Bebedeira (Ex: ‘À maldeçuade! Na’m’apareças aqui cuma berracha comá d’ótra vez’)

Béqme – Bem que me… (Ex: ‘Béqme parecia crer… É sabia!’)

Besaranha – Vento desagradável (Ex: ‘Andava cavande mas o raie da besaranha na me largava da mão’)

Bicha – Cobra, víbora

Borra-botas – Profissional de fraca qualidade cujo trabalho é deficiente

Bradár – Gritar (Ex: ‘Ó Flipe, tu na m’ouves é bradar per ti?’);

Bucha – Almoço, merenda ou lanche (Ex: ‘Iste já tá na hora da bucha’)

Buftada – Chapada (Ex: ‘Ah maldeçoade dum ladrão… Tás aqui, tás a levar uma buftada.’)

C

Cabele – Cabelo

C’anda – Que anda (Ex: ‘O Tonhe é c’anda com a enxada’)

Calêra – Camalhão usado para abrir regos (rede de canais na terra) usados da rega artesanal introduzida pelos árabes a península ibérica.

Cagade – sujo com qualquer substância; falhado; sortudo – conforme o contexto (Ex: ‘Tonhe, tás tode cagade’)

Cagalôse/a – Pessoa sensível, medrosa. (Ex: ‘Ó Chique, hoje tás tode cagalôse!’)

Cagorre – Susto (ex: ‘Aquele maldeçoade do Zé da Silva, amandou-me um cagorre c’até vi luzes’)

Caguifa – Medo. (Ex: ‘De nôte tenh’uma cacuifa, mas de dia na tenhe’)

Caminéte – Autocarro (Ex: ‘Ontre-dias atrazê-me e perdi a caminéte’)

Caminhe – Caminho, caminhar. (Ex: ‘É caminhe no caminhe’)

Campe – Campo

Cantarinha – O mesmo que cântaro. (Ex: Fui ó pôce e dexê caír a cantarinha’)

Capacha – Tapete. (ex: ‘Tenhe as capachas du carre todas nejentas’)

Capache – O mesmo que capacha, abanico para avivar o lume. (ex: ‘Carles, da dêxes o fogue s’apagar! Abana isse c’u capache’)

Capom – Porta que tapa o motor do automóvel que quando se fecha faz POM!

Catatumbas – Sitio para onde se vai depois de morto. (Ex: ‘É cá nã quer’ir pr’uma catatumba, quer’ir pró chão’)

Cáxa – Caixa (Ex: ‘Moce, na dás uma prá cáxa…’)

Cemente – Tradução algarvia para cimento;

Cesterna – Cisterna (depósito subterrâneo para recolha de águas pluviais e posterior consumo humano)

Cirque – Circo (Ex: ‘Vames andande pra mod’ir pó cirque.’)

Capetania – Capitania

Córas-som? – Perguntar as horas (Que horas são? – Ex: ‘Ah mon, córas-som iste?’)

Comá-gente – Como nós (ex: ‘Fomes ó Alenteje e vimes unz’omes a beber sarveja lá comá-gente’)

Comé-quié? – Como é que é? (Ex: ‘Ó Chique, comé-quié?’)

Companha – Companhia (Ex: ‘Cumadre, faça-me companha aqui na renda’)

Cromade – Opção que se exerce em vida pra quando se morre. (Ex: ‘É’cande morrer, quêre ser cromade’)

Cucharro – Colher grande feita a partir de cortiça para beber água. (Ex: ‘Fui à fonte e bebi água com o cucharro’)

Debulha – Separar a palha dos grãos de cereal (ex: ‘Moces, andem todes daí e vames debulhar o trigue’)

D

Demódes – De maneira que… (Ex: ‘Demódes qu’iste é assim’ – Ver também ‘Amodes’)

Desbrugar – Descascar favas ou ervilhas. (Ex: ‘Ó filha, desbruga-me aí umas ervilhinhas’)

Desbugalhades – Usado para referir uma pessoa com os olhos bem abertos. (Ex: ‘A Silvina apareceu aqui ontre-dias com us olhes desbugalhades’)

Descabide –  Iname, sem jeito. (Ex: ‘Aquele Tonhe anda même descabide’)

Desfolhada – Tirar as folhas à maçaroca de milho.

Desgroviade – O mesmo que desnorteado. Homem desorientado. (ex: ‘Aquele Marceline é même desgroveade.’)

Deslargar – Ato de lagar o que tinha sido largado. (Ex: ‘Ah mon… Moce! Deslarga-me da mão!’)

Desmazia – O dinheiro remanescente que se recebe depois de se pagar uma compra. (Ex: ‘Aqui tem a sua desmazia Ti Maria.’)

Despôs – Depois (ex: ‘É fui ó mar, despôs vim’embora.’)

Destrocar – Trocar uma nota de dinheiro de alto valor para ficarmos com notas mais pequenas. (Ex: ‘Ó ti-Tonho, destroque aqui esta nota, faz-afor.’)

Dexê – Deixei (Ex: ‘Na sê ond’é que dexê u raie das chaves’)

Diéb – Diabo. Muito usado para monstrar indignação perante alguém. (Ex: ‘Té dieb, nam’apoquentes, maldeçoade!’)

Disvorciada – Mulher que se diz por aí que se vai divorciar.

E

É – Eu (Ex: ‘É na sê quem foi, más iste chêra-ma’esturre’.)

Empachade – Pessoal que leva muito tempo para se despachar. Pode referir-se também a alguém que sofre de obstrução intestinal. (Ex: ‘Ó Albertine, até parece que tás empachade, moce…’)

Empanzinar – Comer em demasia até abarrotar. (Ex: ‘Na te digue nada Zé, hoje quemi em desmazia. Tou même empazinade…’)

Empulheta – Pequena caixa à saida de um tanque por onde sai a água. (Ex: ‘Tenhe que destapar a empulheta pra mod’ir regar a horta.’)

Encalipe – Eucalipto (ex: ‘-Ondé que forem o João e a Maria? -É cude que forem pós encalipes’)

Enfusa – Bilha (ex: ‘Miga, dá-m’aí a enfusa da água.’)

Entropeçar – Tropeçar duas vezes seguidas. (ou só uma mesmo! Ex: ‘Cuidade Zé, que já entropeçastes’)

Êrade da cesterna – Zona delimitada à volta da cisterna, com inclinação constante, para recolher a água da chuva.

Êres – Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses, nomeadamente a sul do rio Sado.

Escampar – Parar de chover. (Ex: ‘Vezinha, na s’importa qu’é fique aqui pa m’abrigar da chuva até escampar?’)

Esgarrões – Chuvas muito intensas e fortes.

Estrafega – Tarefa intensa e contínua para tentar acabar um qualquer trabalho com uma data limite apertada. (ex: ‘Fui cavar batatas e aquile é que foi uma estrafega…’)

Esturre – Estado do que fica muito seco e quase queimado. (Ex: ‘Iste chêra-ma’esturre.’)

F

Falastes (dissestes…) – Articulação na 4ª pessoa do singular. (Ex.: ‘é falê, tu falaste, ele falou, TU FALASTES…’)

Farroba – Alfarroba (Ex: ‘Maldeçoades dos pórques que já me forem às farrobas’)

Faz-avôr – Se faz favôr, por favôr. (Ex: ‘Cumadre, dêm’aí o guidal, faz’avôr’)

Fêjão carite – Feijão frade (Ex: ‘Goste munte duma saladinha com fêjão carite’)

Feniscadinho – Homem muito magro (ex: ‘Pálino, andas même feniscadinhe’)

Franquelim – Homem fraco (ex: ‘Esse dieb é um franquelim qualquer c’anda pr’aí’)

Fezes – Canseiras, preocupações. (Ex: ‘Ah mon, tenhe andade c’umas fezes pur cása do vizinhe…’)

Fraturação – O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial. (ex: ‘Cása que n’a fratura, na predura.’)

Frent – Frente (Ex: ‘Maldeçoade, tira-te já da minha frent, qu’é na te posse ver!’)

G

Galegue – Pessoa do norte. (ex: ‘Aquel’óme c’apareceu pr’aqui ontem deve ser galegue.’)

Griséu – Ervilha.

Guidal – Alguidar (Ex: ‘Cumadre, dêm’aí o guidal, faz-avôr’)

Gurnir – Grunhir (Ex: ‘Us pórques levem a nôte toda a gurnir’)

H

Há-des – Verbo ‘haver’ na 2ª pessoa do singular: (e: ‘É hei-de cá vir um dia; tu há-des cá vir um dia…’)

I

I-di – E daí (Ex: ‘O Carles assebiu, i-di caiu.’)

Impertante – Importante. (Ex: ‘Iste é um assunte munt’impertante’)

Inclusiver – Forma de expressar que percebemos de um assunto, ou não percebemos de todo! (Também existe a variante ‘Inclusivel’ – Ex: ‘E digue ainda más: É inclusivel ache este assunte munte empertante.’)

J

Jsbugalhar – Abrir bastante os olhos (Ex: ‘U qué que foi Zablinha? Tás tã jbugalhada!’)

Jête (ou apenas ‘jêt’) – Jeito (Ex: ‘Ah mon, moce, atã má que jête?’)

L

Lambarêre – Pessoa que não consegue guardar um segredo. (Ex: ‘A Améla é uma lambarêra’)

Ladêra – Descida acentuada (Ex: ‘Filha, tem cuidade a descer a ladêra pra na caíres’)

Lagues – Lagos

Lariar a pevide – Passear sem permissão para tal, vadiar (Êx: ‘O Manel anda a lariar a pevide’)

Larada – Algo provável de se encontrar nas fraldas dos bebés. (ex: ‘Ah mon, a Beatriz chêra tã mal c’até parece que tem uma larada nas fraldas’)

Laruêre – Pessoa que anda sempre a laruar, ou seja, na boa vida, sem prestar contas a ninguém. Semelhante a lariar. (Ex: ‘Aquele Tonhe Jaquim e´um laruêre’)

Legues – Lagos

Lêra – forma de talhar a terra para o cultivo. (Ex: ‘Chique, vai cavar a lêra das couves.’)

Liquidazinha – O mes moque “nitidazinha”. Diz-se que a ‘omaja tá munte liquidazinha’ quando pretendemos indicar que a televisão tem uma imagem muito bem definida. (Ex: ‘Ó vezinha, a sua tlevezão tem uma omaja munte liquidazinha’)

Lógues – Lagos

Luzescús – Pirilampos (Ex: ‘Esta nôte tá tude chê de luzescús’)

M

Macheia – Uma mão cheia. (Atualmente usa-se muito o termo “bué” Ex: ‘Jaquim, hoje vi uma macheia de combois a passar.’)

Madronhe – Aguardente de medronho (Ex: ‘Este madronhe é même du bom’)

Magane – Vendedor ambulante comparável a um cigano (Ex: ‘Aquele magane das camisas é um maldeçoade!’)

Magala – Idêntico a magano.

Maline – Maligno, mau, teimoso (Ex: ‘U Humberte é même maline’)

Má que jête? – Mas que de jeito? Expressão muito popular utilizada para mostrar indignação num diálogo perante um tema ou assunto relativamente insólito. (ex: ‘Manel, atã tu na vás danças com a Jaquelina? -Eu? Má que jête?’)

Maldeçoade – Almaldiçoado (Ex: ‘Ah moce maldeçoade, tira-te já daqui, pra qu’é na te veja na minha frente!’)

Marafade – Irritado, zangado, teimoso ou com garra. No Sotavento algarvio diz-se marfadu (Ex: ‘Ha moce marafade!’)

Marcade – Mercado (Ex: ‘Ontem foi o marcade d’Odeáxere’)

Marcar – Comprar, vender, negociar, conforme o contexto.

Más – Mais (Ex: ‘É na sê quem foi, más iste chêra-ma’esturre’.)

Mate – Mato (Ex: ‘Us cãs abuscarem os coelhes no mê do mate’.)

Matrafona – Mulher feia e gorda. Boneca de trapos. (Ex: ‘A filha do Alberte tá fêta matrafona’)

Mázi – Mas e (ex: ‘Ó ti Manel, mázi comé c’avera de ser isse?’)

– Meu (Ex: ‘Que jête u mé cão ter pulgas?’)

Meceia – Vossemecê (Ex: ‘Cumadre, agora na posse falar co’meceia, porque tenhe que tender o pão’)

Mechas – Expressão usada para demonstrar aborrecimento (eufemismo de ‘merda’) (Ex: ‘Mechas que já dexê cair os oves’)

Melanças – Melancias (geralmente usado apenas no plural. Ex: ‘Cumprade, na tem aí adube prás melanças?’)

Miga – Amigo ou amiga em ato muito familiar (ex: ‘Miga, passa-mu pão.’)

Minduim – Aperitivo para descascar e acompanhar uma cerveja bem geladinha na taberna. O mesmo que alcagoita.

Moss – Moço (Ex.: ‘Moss, deslarga-me da mão’)

N

Na dou fête – Não consigo fazer. Diz-se quando não se consegue fazer algo ou desempenhar determinada tarefa. (Ex: ‘Moce, é na dou fête isse!’)

Nha – Assim como Mon, é a forma mais prática de articular a palavra MINHA. Para quê perder tempo, não é? (Ex: ‘A ‘nha mãe é que sabe, n’é a tua!’)

Númaro (Também com a vertente ‘númbaro’) – Número. (Ex: ‘Ah mon, qual é o númaro do té tlefone?’)

O

Omaja – Tradução algarvia para Imagem. (Ex: ‘Ó Chique, percebes de tlevesons? A minha na dá omaja…’)

Óme – Homem (Ex: ‘Adés óme, pr’ónd’é que vás?’)

Ontre-dias – Há pouco tempo (Ex: ‘Ontre-dias, passou por aqui o Zeferine’)

Óves – Ovos (Ex: ‘Carles, tã na foste bescar us óves u galenhêre?’)

P

Pciclete – Veículo de duas rodas sem motor (Pode também referir-se aos com motor. Ex: ‘Maldeçoades, ondé que meterem a minha pciclete?’)

Pêche – Peixe (Ex: ‘Hoje fui à praça, ma ná’via pêche’)

Parteleira – Local ideal para guardar os livros de Protuguês do tempo da escola.

Patiar – Pisar, patinhar, geralmente onde não se deve. (Ex: ‘Sai daí Jaquim, tu na vêz que tás-ma patiar u chã tode?’)

Patochadas – Tolices (ex: ‘Aqueles plitiques só dizem patochadas’)

Perssunal – O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. (Ex.: ‘Sou perssunal de futebol’ – Dica: deve ser articulada de forma rápida.)

Pial – Banco de taipa (construção de barro e pedras) encostado à parede da entrada das casas onde as pessoas se sentavam a conversar ao fim da tarde. (Ex: ‘Compadre assente-se aí no pial’)

Pitaxio – Aperitivo da classe do ‘mindoím’.

Pitróle – Petróleo (ex: ‘Hoje na tenhe dinhêre nem pó pitróle’)

Pliça – Polícia (ex: ‘Per cása daquele maldeçoade, tive que chamar a pliça’)

Plitique – Político (ex: ‘Aqueles plitiques só dizem patochadas’)

Pôce – Poço (Ex: ‘Brune, tira-te daí c’ainda cais no pôce!’)

Pôrre – Uma queda (Ou caír um…) Caír uma queda. (Ex: ‘Caí um pôrre no chão e fiz sãingue’)

Precura – Ato de perguntar (Ex: ‘Deixa-me fazer-te uma precura…’)

Pregue – Prego (Ex: ‘Vítor, dá-m’aí u pregue’)

Prenha – Mulher grávida (Ex: ‘A maria anda prenha’)

Prontes – Pronto (Ex.: ‘Prontes, já tá a barreca armada’.)

Percása – Por causa (Ex: ‘Ah, mon, atã na vês quiste caiu percása daquile?’)

Q

Quáje – Semelhante à palavra muito apreciada pelos nossos pseudo-intelectuais “quaise”. (Ex: ‘Ontem, fui atravessar a estrada, e quáje qu’era atropelade pr’um carre’.)

Quebra-jum – Pequeno almoço (Ex: ‘Filhe, antes de t’ires embora, na te esqueças do quebra-jum’)

Que jête? – De que jeito? O mesmo que ‘Má que jête?’

Quemer – Comer (Ex: ‘É vou quemer, laranjas e bananas’)

R

Renda – O mesmo que crochê (ex: ‘Cumadre, que beles trabalhes de renda’)

Rengalhes – Pequenos pedaços das bifanas que se separam da parte principal das mesmas ainda dentro da frigideira, ganhando sabor extra após as consecutivas frituras. (ex: ‘Tonhe, nas queres quemer umas bifanas de rengalhes em companha dumas mines pretas ali na praça?’)

S

Sarveja – Cerveja (Ex: ‘Já tá o Tonhe Jaquim enfrascade na sarveja’)

Sãingue – Sangue (Ex: ‘Caí um pôrre no chão e fiz sãingue’)

Sequinhe/a – Pessoa magra de fraca aparência, lingrinhas. (Ex: ‘O Manel anda même sequinhe’)

Stander – Local de venda com especial destaque para o ’stander de carres’. (Ex: ‘Quere comprar um carre nove, mas ainda na fui ó stander’.)

T

Tãinque – Tanque (Ex: ‘Us moces maldeçoades forem ôtra véz tomar banhe pó tãinque’)

Talego – Saco de tecido de fecho com cordão de correr pela boca que se usava para transportar o farnel ou para guardar o pão na cozinha. Também pode designar as mangas de tecido que são enchidas para produzir farinheiras algarvias (de Monchique). Por vezes as próprias farinheiras são chamadas de talegos.

– Teu (Ex: ‘U té pai teve aqui ontre-dias’)

Té-diéb – Muito semelhante a Diébe. Muito usado para monstrar indignação perante alguém. (Ex: ‘Té dieb, nam’apoquentes, moce!’)

Tem avonde – Já chega. Diz-se que ‘tem avonde’ quando se quer dizer que uma medida qualquer já é suficiente. (Ex: ‘Jaquim, já tem avonde de sarveja!’)

Teste – tampa de panela.

Tendal – Lençol onde se coloca o pão a descansar antes de ir para o forno.

Tender – Estender a massa do pão andes da cozedura no forno. (Ex: ‘Cumadre, agora na posse falar co’meceia, porque tenhe que tender o pão’)

Tiosque – Quiosque. Hoje em vias de extinção, era outrora o local onde se podiam comprar jornais, revistas, pitaxios, etc.

Tipe – Juntamente com o ‘É assim’, faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo. (Ex: ‘É assim… Tipe, táza ver?’)

Tlevezão – Tradução algarvia para televisão (Ex: ‘Caluda, c’u primêre menistre vai falar na tlevezão’)

Tonhe – António (ex: ‘U Tonhe já anda metide no madronhe outra vez’)

Tosquia – Ato de cortar o cabelo. Ex: ‘O chique foi à tosquia’)

Tôca do forne – Esfregona feita com trapos velhos com que se limpam os fornos de lenha antes cozer o pão.

Tramôces – Tremoços (Ex: ‘Ti-Tonhe, dê-m’aí uns tramôces pra companha da sarveja’)

Trinca-espinhas – Pessoa magra de fraca aparência, lingrinhas. Pior que ‘Sequinhe’. (Ex: ‘O Afonse foi sempre um trinca-espinhas’)

Treuze – Palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze.

Tu-nouves? – Tu não ouves? (Ex: ‘Ó Meguel, atã tu-nouves é’chamar per ti?’)

U

U – O (Ex: ‘U presidente vem cá despôs d’amanhã’)

V

Vossemeceia – O mesmo que Meceia, vossemecê (Ex: ‘Compadre, vocemesseia na tem adube pás melanças?’)

Z

Zorra – Raposa ou mulher elegante mas matreira. (Ex: ‘A Mari-Luísa é cum’uma zorra’)

 

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Alma do tempo – O que se diz por aí… (setembro 2011)

Eis uma nova “rúbrica” neste blog… Será curioso ‘voltar atrás’ no tempo daqui a uns anos e ver o que se dizia por aí…

‘Governantes dos últimos 10 anos deviam ser julgados’

Jogos Sociais e património da Santa Casa entram no Orçamento do Estado

Satélite da NASA incontrolável chega à Terra sexta-feira

Jornal «LA Times» elogia obra de Manoel de Oliveira

Primeiro filme de Manoel de Oliveira foi há 80 anos

A China “está a comprar a Europa”, alerta estudo europeu

Portugal é o país da Europa com mais autoestradas

Portimão vai ter novo posto de turismo no centro da cidade

Angela Merkel (chanceler alemã) sugere perda de soberania para quem não cumprir critérios de estabilidade

Ministros polacos rezam para que União Europeia não se desmorone

Vale tudo caralho” – Uma nova marca japonesa de roupa para jovens

PSD acusa Câmara Municipal de Portimão de querer vender edifício que já não lhe pertence

(Portimão) Carros de volta à Casa Inglesa

Cesária Évora põe fim à carreira por motivos de saúde

Cuba autoriza compra e venda de carros

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