Péssimas notícias: Anunciado o abandono da ligação marítima entre Portimão e Funchal (Algarve – Madeira)

O armador espanhol Naviera Armas anunciou que vai abandonar a ligação por ferry entre Portimão e a Madeira já a partir do próximo fim de semana, situação que está a ser acompanhada com preocupação no Funchal e no Algarve, apurou o Sul Informação.

Segundo a edição online do Diário de Notícias da Madeira, a Naviera Armas enviou na manhã de ontem uma informação aos seus maiores clientes naquela região autónoma a anunciar o fim das suas operações entre a Madeira e o sul de Portugal.

«Salvo mudanças imprevisíveis de última hora, a Naviera Armas realiza no próximo fim-de-semana a sua última viagem regular Funchal-Portimão-Funchal», revela a nota enviada por correio eletrónico e assinada pelo diretor da linha Javier Garcia, citada pelo DN/M.

Manuel da Luz, presidente da Câmara de Portimão, disse ao Sul Informação que esta autarquia está «a acompanhar com muita preocupação» o caso, já tendo mesmo pedido «informações oficiais» ao armador espanhol.

«Se tivermos informação oficial, apesar de não se tratar de um tema da jurisdição municipal, poderemos fazer um alerta junto do Governo», sublinhou o autarca portimonense.

Manuel da Luz acrescentou que, «se se concretizar, o fim do ferry Portimão-Madeira-Canárias será uma má notícia não só para Portimão, mas para todo o Algarve, dado o sucesso que o navio estava a ter, ao nível do transporte de passageiros, veículos e carga».

Só no ano passado, o ferry da Naviera Armas, na sua ligação semanal regular entre Portimão, a Madeira e as Canárias, transportou mais de 22 mil passageiros, cerca de nove mil veículos ligeiros e 4.500 veículos pesados (carga rodada).

Esta ligação é considerada importante para a viabilização do porto de Portimão, que se tem vindo a afirmar como porto de cruzeiros, e que via na operação da Naviera Armas uma peça fundamental ao nível dos movimentos de passageiros e mercadoria.

Na base da decisão de acabar com a linha de ferry que, desde 2008, liga as duas regiões portuguesas, estão as dificuldades de operação no porto do Funchal, sobretudo depois de terem sido levantados obstáculos de segurança à utilização do novo ferry da empresa das Canárias, o «Volcan de Tinamar», que no verão passado chegou a estar em operação.

Além disso, segundo apurou o Sul Informação, o Porto do Funchal aumentou de forma «muito significativa», em setembro de 2011, as taxas de operação, o que desagrada aos armadores.

A nota enviada aos clientes não revela se este abandono inclui as ligações entre Madeira e Canárias. No entanto, desde 31 de março do ano passado que o armador opera uma ligação regular entre as Canárias e o porto de Huelva, na costa sul meditterânica de Espanha, pelo que se presume que o interesse da ligação Portimão-Madeira-Canárias está posto de parte.

Segundo o Diário de Notícias da Madeira, «os pilotos em serviço no Porto do Funchal elaboraram um relatório em que dão conta das suas preocupações em relação à manobra do novo navio no terminal ferry do Porto do Funchal, considerando não haver condições de segurança».

O novo navio «Volcan de Tinamar», considerado de última geração, tem cerca de 180 metros de comprimento, mais 25 metros que o ferry «Volcán de Tijarafe», que opera nesta linha desde 2008.

O «Volcán de Tinamar», que deveria ter entrado ao serviço em junho do ano passado, permitiria duplicar a capacidade de transporte de carga e de passageiros, passando das atuais 600 para 1200 pessoas por viagem.

Segundo anunciou a companhia em março do ano passado, o reforço de qualidade na ligação entre o Algarve, a Madeira e as Canárias justifica-se pelo acentuado crescimento da procura. Mas o braço de ferro com as autoridades madeirenses pode deitar tudo a perder.

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Na Madeira, redes sociais preparam manifestação e PS pede inquérito

Na Madeira, o caso está a provocar inúmeras reações de desagrado e tornou-se no mais comentado das redes sociais.

O líder parlamentar do PS da Madeira entregou, esta manhã, na Assembleia Legislativa madeirense, um requerimento para constituição de uma comissão de inquérito, para clarificar as razões que levaram à saída definitiva do armador espanhol Armas da operação da Madeira. Os socialistas também querem apurar quais as iniciativas do Governo Regional para evitar este desfecho.

Por outro lado, segundo o DN/M, nas redes sociais, os apelos à indignação coletiva pretendem que, no próximo sábado ou na próxima segunda-feira, haja manifestações de apoio à Naviera Armas.

A entrada da Naviera Armas na operação da Madeira, com a ligação a Portimão, é classificada pelo PS madeirense como uma «pedrada no charco» que terá permitido demonstrar que «com outro modelo de operação portuária e reestruturando a forma como a Região tem conduzido a questão dos transportes marítimos, seria possível tornar este tipo de transporte bastante mais barato».

Uma das questões que está a ser sublinhada pelos madeirenses no Facebook e no Twitter é o facto de a operação do ferry entre a região autónoma e Portugal Continental ter permitido baixar os preços das mercadorias que entram na Madeira.

Por SulInformação

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Categories: Algarve, Bizarro mas verídico!, Portimão, Sociedade e Política | Etiquetas: , , , , , , , , , , , | 14 comentários

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14 thoughts on “Péssimas notícias: Anunciado o abandono da ligação marítima entre Portimão e Funchal (Algarve – Madeira)

  1. Major - João Baracho

    Apesar do ditado…”De Espanha nem bom vento nem bom casamento” ser uma verdade, neste caso , à priori,parece que a culpa é da Madeira.E o Armador também procura as ligações mais rentáveis e acessiveis.E dá-me a ideia que o Porto de Portimão e as delegações em Portimão não fazem uma mínima propaganda do movimento existente e as possibilidades.Eu , por exemplo só agora com esta notícia é que tive conhecimento desta carreira marítima.Já tenho passado pela gare do Porto, normalmente sempre fechada para ver os movimentos previstos e…zero.
    A empreza ou as entidades que exploram o porto de Portimão, coadjuvada pela Câmara penso que deveria ser mais agressiva e dinâmica…acomodam-se ao que cai do Céu aos trambulhões e…nada.Ficava todo satisfeito se me provarem que eu não tenhop razão.
    Antigamente, sem as possibilidades agora existentes Azevedos , Avelares, etc procuravam e conseguiam fazer mais.

  2. Cristina

    Como e possivel que a ligacao entre o sul de Portugal e a Madeira tenha que ser feita por um ferry espanhol?!? Sinceramente…

    • Adriel Batista Correia de Melo

      CRISTINA.

      Concordo com a sua pergunta.Isto até é caso de segurança nacional.Aonde estão os empresários
      portugueses ?.

      ADRIEL BATISTA CORREIA DE MELO
      Maceió (Estado de Alagoas) Brasil

  3. Draugkir

    Pois.. é o país que temos.
    A nossa frota mercante tem vindo a ser destruída desde o 25 de Abriul de uma forma gradual até ao limbo em que nos encontramos.
    Eu nem me importava de investir em uma companhia de transporte marítimo nacional usando os estaleiros nacionais e com tripulações nacionais.. se.. e este é um grande SE, se houvesse uma vontade clara de apoiar transportes marítimos em Portugal.. que não existe.
    As taxas portuárias são ridiculamente altas ( como todas as taxas / impostos no nosso triste país ), o combustível é caríssimo ( também devido ao valor estupidamente elevado do imposto cobrado pelo estado neste bem vital para a economia ), pelo que é totalemente impossível.
    Não critiquem o João Jardim.. ele não tem culpa nenhuma da falta de visão Portuguesa. É uma tristeza.

  4. Viva! Hoje há novidades acerca deste assunto.

    Estava a recear colocar um comentário antes da tomada de posição do armador porque tenho uma opinião muito pessoal sobre este assunto que acaba por ser política (mesmo sabendo que não desejo colocar política no meio das minhas opiniões…)

    O armador vem culpar o governo regional (por se ter mantido completamente irredutível neste assunto) O director Javier Jalvo Garcia em declarações prestadas em conferência de imprensa, revelou que a continuidade da linha estava dependente de dois factores – um aumento do tarifário cobrado aos clientes da Armas e a redução das taxas portuárias.

    Durante as negociações, que se prolongaram até sexta-feira, todos os grandes clientes madeirenses do porto (empresas grossistas, cadeias de supermercados e exportadores) aceitaram pagar mais pelo serviço. Todavia, o executivo madeirense rejeitou rever as taxas (que custaram 1 milhão de euros ao armador espanhol no último ano), tal como anunciou a secretária com a tutela dos transportes, Conceição Estudante, pelo que a Naviera Armas abandona definitivamente esta rota. (Diário de Notícias da Madeira)

    Acredito cada vez mais que os portugueses têm definitivamente os políticos que merecem, que, por incrível que possa parecer (ou não!) são os políticos para o qual votam!

  5. Mas mais importante ainda que as “notícias oficiais” ou que as “duras negociações” ou ainda do que as “tomadas de posição”, são as opiniões das pessoas.

    Transcrevo alguns comentários de madeirenses na primeira pessoa sobre as notícias publicadas no jornal Diário de Notícias da Madeira. Leiam e sintam o que se está a fazer a este povo cuja insularidade lhes leva a ser quase poetas na forma como escrevem e descrevem a sua indignação…

    (A meu ver, e precisamente por causa deles – muito mais até do que por Portimão ou até pelo Algarve – este assunto deveria ter sido tratado de outra forma! – O povo deveria estar SEMPRE em primeiro lugar, antes de qualquer interesse económico…)

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    “HP” diz:

    Tive o prazer de viajar com a minha família por diversas vezes neste armador. Para a memória ficam as viagens logo no primeiro ano para as Canárias e do primeiro ano para Portimão.
    As condições de bordo e a simpatia do pessoal eram mais valias… Nunca tinha visto o Capitão de um ferry a receber os passageiros à entrada dos carros como se fosse um tripulante qualquer… Só o seu exemplo! Uma equipa versátil, polivalente e acima de tudo prestável e muito eficiente.

    Abriram-se novos horizontes para os madeirenses, que puderam passar a levar os seus veículos além mar e conhecer outras realidades, como as tais 7 ilhas de um arquipélago com 2 milhões de almas que vivem de e para o turismo, o tal turismo de massas como alguns dizem… mas de qualidade, ao contrário do que julgam… A capital, o seu movimento, a beleza natural, as construções, o porto enorme só do Armas…
    As condições de vida e o seu custo (é só pesquisar e comparar os preços dos combustíveis, os fornecedores internacionais são os mesmos do que os nossos)…

    Os valores dos produtos nos supermercados, a variedade… enfim… e ninguém fala em independência por lá… Sem megalomanias as obras surgem e há sempre turismo e diversão… E por incrível que possa parecer… só uma cidade em Gran Canária… É difícil de acreditar que seja a única naquela ilha enorme, quando olhamos para tantos hotéis e demais infraestruturas…

    Todas as outras ilhas desse arquipélago estão servidas de igual modo com ferrys… não só do Armas, à semelhança de todas as de países ditos de primeiro Mundo, como as do Reino Unido, França, etc…
    Portimão era a nossa porta de entrada para o nosso território nacional continental e para uma Europa que para muitos dos madeirenses era algo intangível até então para a sua própria viatura…

    A Madeira terá uma regressão de muitos anos… Teremos novamente os lacticínios com prazos menores, mas mais caros… os legumes e as frutas igualmente inflacionados e menos frescos (a famosa laranja “palha” voltará ainda mais azeda e cara para todos nós)… bem como tudo o resto… pois até o transporte de um simples automóvel irá ser bem superior…

    E para os que têm medo de andar de avião, ou por motivos de saúde não o podem, acabou-se a via marítima para estes… a alternativa…
    Perde-se igualmente assim uma porta de entrada para os nossos compatriotas continentais e turistas de outros países, que com as suas viaturas aprenderam a conhecer a nossa ilha e a constatar as suas maravilhas e a conhecer o seu povo e constatar que, felizmente, não somos todos “farinha do mesmo saco”…

    Ao longo dos tempos o Armas teve vários entraves, obrigado a um regime máximo de contentores, com os tais tractores (os camiões que puxam as trelas e não os agrícolas) que só por cá na Madeira é obrigatório a sua presença a acompanhar as trelas… Taxas portuárias superiores em mais de dez vezes do que em Portimão (o país não é o mesmo?)… Desde Policias Marítimos e Agentes Alfandegários (que são grandes profissionais e que apenas cumpriram ordens superiores) presentes nas chegadas à Madeira, obrigando a longas esperas para os desembarques, com revistas e burocracias, que estranhamente não tinham comparação com as de Portimão; o subsídio para as passagens que nunca foi activado para os residentes, etc, etc…

    Terminou assim um sonho, uma realidade, uma esperança para este povo que mais pobre irá ficar, voltando a ficar mais isolado e fraco… Isto é o povo, porque agora alguns (que são sempre os mesmos) irão beneficiar com esta situação e continuar a enriquecer…

    A vós Armas, em meu nome e da minha família, um muito obrigado e espero que seja um “Até já!”. Sei que não depende unicamente de vós esta decisão…

    Amanhã estarei na Pontinha a me despedir… logo eu, que ironicamente sempre tive muito respeito pelo mar, mas que aprendi a gostar mais deste através destas viagens…
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    Joao Camacho diz:

    Sou madeirense há 71 anos.Por razões da vida,com muita tristeza,tive de rumar ao “continente”(Só tinhamos o antigo 7º ano.Quem se quisesse valorizar,prosseguindo os estudos tinha de sair )Acabados os estudos,sem padrinhos,não pude regressar…cumpridos que foram dois anos de guerra na “Guiné”…

    Adivinhem,de todos os políticos madeirenses (activos,na reforma e na “reforma-activo”(quero dizer recebendo os dois montantes) )quantos foram à tropa…Em especial Alberto João,Guilherme Silva, Correia de Jesus.(.Este senhor fez o discurso contra a invasão da Ìndia Portuguesa ).Vinha de férias por mar,ja que era ùnico meio e não subsidiado.

    Reformado ,com alegria retomei as viajens marítimas no ARMAS.Mantenho forte chamamento do sangue à minha terra,`as memórias famíliares e aos familiares ainda vivos e tambem aos amigos..Por facilidade e comodidade ,transportava-me com viatura e alguns pertences,excedendo ,por vezes em muito os 20kg.s do “avião”.Fiz viajens muito agradáveis,com facilidades de entradas e saidas do barco,horários sempre compatíveis com deslocções sequentes.

    Como eu,algumas outras pessoas tambem usufruiam desta oportunidade como constatei pessoalmente.Nenhum operador proporcionava tal oportunidade e diga-se em abono da verdade,a preços razoáveis.A viajem ida-volta Portimão-Funchal-Portimão(carro+1adulto) cerca de 380euros.Só o transporte de viatura Lisboa-Funchal (transitário,taxas do porto mais estiva,etc.)custa mais de 500euros…e não podes carregar o teu carro….

    Para alem deste quadro,que é pessoal,mas repetido muitas vezes noutras pessoas,há toda uma dinamica económica,que em benefício dos madeirenses(em especial os mais desfavorecidos-como agora é chic chamarem-se os trabalhadores),no que toca aos artigos de maior necessidade e cononsumo.com relevo para generos alimentícios-frescos.Naturalmente que esta situação teria de colidir com interesse instalados..Mas afinal não vivemos mum sistema económico de previlégio à concorrêncio como apanágio de todos os benefícios para as populações????????Afinal as leis do mercado servem para quê???..estudos académicos,promessas políticas em tempo de eleições???..

    Se outras empresas ou pessoas são capazes de na concorrência oferecer melhor,que aparecem amostrar os seus méritos…Acobertar-se na influência de amigos políticos para usufruirem de condições economicamente aberrativas,prejudicam toda uma população e engordam toda uma estrutura social de políticos e parasitas,que ao longo dos anos tem feito dos madeirenses,um povo sofredor,que não vê cmpensação para o seu trabalho .

    Presto aqui homenagem ao meu pai,que simples trabajhador honrou 5 filhos com seu exemplo e dedicação de uma vida.Quão longe dessa simplicidade e grandeza vão a e obra dos que hoje nos governaqm…E arrogam-se a qualidade de nossos mandatários.(Nós è que votàmos neles..o que por vezes é verdade,mas não avaliza que parasitem as pessoas em proveito próprio e dos apaniguados.Inda há quem se iluda????????

    Vão ainda os madeirenses esperar por um novo GR para se alterarem as coisas????Está nas suas mãos mudarem o que quiserem.,ou como correntemente se costuma dizer :JÁ NÃO HÁ TOMATES????? Pelos vistos, qualquer Estudante,ou aprendiz de política leva todo um povo…
    Que a MADEIRA tenha melhores dias.Há muito que o povo o merece..Nenhum corpo è saudável se não se libertar dos parasitas que o sugam…
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    “Pedro Viana” diz:

    A verdade é clara como a água que separa o Continente da bela e formosa Ilha da Madeira!

    As empresas com negócios portuários na Madeira nunca viram com bons olhos a existência de uma alternativa ao seu monopólio. Não se trata como é óbvio do transporte de passageiros, em causa está o sucesso estrondoso que a carreira PTM-Madeira teve ao nível do transporte de mercadorias.

    As pressões que foram feitas junto do GR ditaram o fim da ligação marítima. Os empresários que sempre controlaram os negócios de mercadorias – “Importação e Exportação” de bens para a ilha, já por outras vezes tinham tentado por um fim à operação ARMAS. No passado quando o armador tentou substituir o Volcan de Tijarafe por um navio maior e com uma capacidade de carga substancialmente superior (ainda operou uma semana), as estruturas regionais de pronto conseguiram travar a fixação do novo navio com o pretexto da segurança das pessoas e bens. Sejamos razoáveis, o navio que operou nessa semana tinha 2/3 do tamanho de um qualquer cruzeiro que aporta periodicamente no porto do Funchal.

    Vejo esta questão à distância de 490Mn (milhas náuticas). Não vivo na Madeira apesar de gostar e visitar periodicamente essa maravilhosa pérola.

    O que me pasma é o facto de o normal madeirense não conseguir vislumbrar para além da argumentação (fraquinha) da Secretaria Regional e da alegada chantagem do Armador. Meus amigos Madeirenses, abram os olhos. O fim da linha marítima irá obviamente limitar as vossas opções de consumo e irá inevitavelmente encarecer os produtos que aí chegam.

    Se não partir de vós a indignação, não serão certamente os Espanhóis que a assumirão.

    Sou de Portimão e é com tristeza que vejo chegar ao fim aquela que considero a grande via de comunicação entre o Algarve e a Madeira, no entanto para mim, ainda que com portagens, continuará a existir ligação ao resto do país e a toda a Europa.

    PS: Normalmente voto PSD
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  9. – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –
    “Anónimo” diz:

    A Senhora Secretária Conceição Estudante, ontem na RTP explicou que não era possível reduzir as taxas portuárias ao navio da Armas por se tratar de uma questão de equidade relativamente às outras companhias utentes do nosso porto.

    E desde quando uma lei é inflexível a esse ponto ? Qualquer regra pode ter excepções desde que valores mais altos a justifiquem ! Haverá algum navio a utilizar o nosso porto que se revele de tanta importância para a Região como o ARMAS ? Só este argumento é mais do que suficiente para justificar uma situação de excepção.

    Os Governos existem para prever e tomar medidas adequadas quando se deparam com situações verdadeiramente excepcionais e que são vitais aos interesses da região e suas gentes já em situação frágil pelas razões que todos conhecemos !

    Deixem-se de mentalidades tacanhas e mexam-se ! Noutras situações não vejo o Governo com tantos escrúpulos para passar por cima de leis e regras estabelecidas quando lhes convém. É tão fácil ! Introduzam a possibilidade de em casos de superior interesse da região ser viável flexibilizar as normas.

    Têm aqui até uma boa oportunidade de se redimir de tanta asneira que têm feito, asneiras essas que dia a dia cada vez mais encurralam financeiramente o contribuinte. Custa alguma coisa, por exemplo baixar as taxas para o nível das praticadas em Canárias ? Por mim até era de borla dada a mais valia que aquele navio é para a Madeira.

    Se não tivessem desbaratado tanto até poderiam ter comprado um navio idêntico para não andarmos agora a fazer figuras tristes suplicando aos espanhóis que fiquem !
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  10. – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –
    “Zeca Brinquinho” diz:

    Embora não esteja dentro dos bastidores do caso, fiz uma viajem à Madeira e gostei de viajar nesta companhia. O pessoal de bordo pareceu-me simpático. O preço pago não o achei caro. Não era um preço escaldadiço. Unicamente a o preço da comida é que pareceu um pouco acima.Mas, em contrapartida, o preço do transporte do carro é barato.

    Portanto, ao impedir em absoluto que esta companhia deixe de operar para a Madeira e deixando um vazio de navegação, Governo da Madeira, que se diz tanto amigo do Madeirense, acaba de largar uma grande machadada nos Madeirenses.

    Para entender o sentimento dos Madeirenses, é preciso estar dentro da pele de quem vive numa ilha e ter sensibilidade para perceber que o final desta linha vai traduzir-se para os Madeirenses numa espécie de aperto na sua respiração e liberdade de sair.

    Além de que, é sempre muito mais romântico uma viagem por mar, recobra a nostalgia e é como que uma digressão à vetusta nossa história enquanto povo. Dá-nos força mental. Faz-nos gostar e sentirmo-nos mais seguros.

    O corte da Lina implica que o sofrimento dos mais pobres, porque, pelos comentários, concluo que os preços praticados pelas ARMAS eram acessíveis. Mesmo que subissem um bocadinho, caberia ao Governo da Madeira ser razoável perante o ARMAS e atenuar os emolumentos. Baixar de 1.000.000 de euros.

    Como isso não vai suceder, os Madeirenses ficam a pensar que, cada vez mais, o Governo da Madeira existe só para estar ao serviço de alguns e ***** a vida ou um pequeno luxo ou regalia que o povo tinha.
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  11. – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –
    “Passageiro frequente do ARMAS” diz:

    INFELIZMENTE O DIA 27 JANEIRO 2012 É UMA DATA MUITO TRISTE PARA OS MADEIRENSES:

    -FICAMOS SEM A “NAVIERA ARMAS” POR CULPA DO GR ESPECIALMENTE E PELA MÁ VONTADE DA SECRETARIA DA TUTELA EM ENCONTAR UMA SOLUÇÃO. POIS PARA ELA O ARMAS NÃO É
    IMPORTANTE, ELA VIAJA SEMPRE POR NOSSA CONTA E EM EXECUTIVA

    -E POR CONCIDENCIA NO MESMO DIA EM QUE TIVEMOS DE NOS “VERGAR” AO CONTINENTE
    PAGANDO MAIS IMPOSTOS E PERDENDO PARTE DA NOSSA AUTONOMIA

    -GANHARAM OS SOUSAS E UMA VEZ MAIS VOLTAMOS A FICAR NA MÃO DESTES SENHORES NO QUE SE REFERE A TRANSPORTES MARITIMOS.

    Mas vamos a factos:

    1.- Será que a iluminada na nossa Secretaria do Turismo e Transportes prefere perder uma receita anual de 1.000.000€ do que tentar negociar com o ARMAS a mesmas taxas? Pois assim perdeu dois coisas: uma fonte de receita que terá de ir buscar a outro lado e uma entrada de Turismo na Região de dois marcados importantes para o Comercio e a Restauração da Região que são : Os Espanhóis e os Continentais

    2.- Saberá a mesma iluminada Secretaria que com esta sua atitude acabou de perder omaior evento desportivo da Região e como tal o maior veiculo de divulgação da Região em todo o mundo, e que trouxe muito TURISMO à Região durante 52 anos? que é o RALLY VINHO MADEIRA.

    3.- Será que é melhor continuar a dar ao JORNAL DA MADEIRA 4.000.000 € de subsidio para manter um matutino que só é lido porque é oferecido, caso contrario ninguém o comprava. Ou diminuir 1.000.000 € e dar ao ARMAS que presta um serviço muito bom a Região.

    4.- Será que é melhor continuar com a teimosia da marina do Lugar de Baixo onde se vai gastar mais 20.000.000 € Ou diminuir 1.000.000 € e dar ao ARMAS que presta um serviço muito bom a Região.?

    5.- Será que não era possível retirar 1.000.000 € ao subsídios dados ao desporto e entregar ao ARMAS?

    6.- Com a continuação do ARMAS com o perdão das taxas portuárias iria diminuir o custo de vida dos Madeirenses, não só nos produtos alimentares que transporta assim como na possibilidade da saída dos Madeirenses da Região a um preço bastante reduzido, Pois sem o ARMAS e com o aumento de custo de vida na Região, a perda do subsidio de Férias os Madeirenses a partir deste momento só teem uma solução passar Férias em casa, ou ir ao Porto Santo (Lá está dando dinheiro a QUEM?)

    7.- Gostaria de deixar aqui um desafio ao DIARIO DE NOTICIAS que é o seguinte:
    -Quantos Turista visitaram a Região através do ARMAS?
    -Saber quanto paga o LOBO MARINHO de taxas portuárias ?
    -Saber se A PORTO SANTO LINE recebe algum subsidio do GR
    -Saber quais a taxas portuárias que os navios da Empresa Madeirense, a Transinsular
    e as outras pagam no cais do Caniçal
    -O que implicaria no Orçamento da Região o perdão destas Taxas?
    -Saber junto dos clientes que transportavam a sua carga no ARMAS qual a opinião
    dos mesmos quanto a saída deste Ferry da Região.

    8.- Assim sendo nada há a fazer senão a nossa resignação a Portugueses de 2ª.
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    • Para tornar a noticia equilibrada, seria justo apresentar os dados que o governo divulgou, nao? Nao sei se esses dados sao, ou nao, verdadeiros, mas se forem, dificilmente o armas manteria ca a rota. ja agora, convem salientar que o maior cliente de mercadorias do armas (PD) se recusou a pagar o aumento de preco pedido pelo armador. Logo, nao e verdadeque todos os grandes clientes tenham concordado com o aumento de preco imposto pelo armador.

  12. Adriel Batista Correia de Melo

    Maceió,17/06/12

    Senhores e senhoras portugueses

    Por que os portugueses não assumem o transporte marítimo de passageiros entre as ilhas e ocontinente ?.Será que é tão caro adquirir oito(08)navios de cargas e passageiros ?.Vamos amar
    Portugal,gente !

    ADRIEL BATISTA CORREIA DE MELO
    Maceió (Estado de Alagoas) Brasil

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