Monthly Archives: Setembro 2011

Sugestões para o fim de semana em Portimão (1 e 2 de Outubro de 2011)

  • Hoje ainda, apresentação do novo projecto 03:33 de Diana piedade (ex-Idolos) às 22h00 no Teatro Municpal de Portimão;

  • Amanhã às 16h00, temos música clássica na igreja matriz de Alvor com o duo “Bruna Melia”;

  • Amanhã, na Alameda da República, haverá exposição de animais para adopção, entre as 09h30 e as 13h00;

  • Na Quinta Pedagógica, terá lugar o ateliê “Cuidados do Pomar” pelas 11h00 de amanhã;

  • Música de Pais para Filhos dos 0 aos 24 meses, amanhã às 11h00 e às 12h00 na Biblioteca Municipal;

  • Ainda amanhã, no Teatro Municipal de Portimão, há teatro com a peça “Vem aí o Zé das Moscas”, pelas 16h00

  • Domingo“feira das velharias” (a nossa “feira da ladra”) entre as 8h00 e as 12h30 no parque de feiras e exposições de Portimão.

BOM FIM DE SEMANA!

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Categories: Algarve, Curiosidades, Portimão | Etiquetas: , , , , , , | 3 comentários

Dicionário algarvio de termos e dizeres do Algarve (já com o novo acordo ortográfico)

Eis o esboço para a grande obra a inaugurar em breve, o grande “Dicionário algarvio de termos e dizeres do Algarve (já com o nove acorde ortugráfique)

Quem tiver sugestões para adicionar, é bem-vindo a contribuir! É só colocar uma resposta no fim desta página.

Espero que seja do vosso agrado.

A

Abuscar – Buscar, procurar (Ex: ‘Us cãs abuscarem os coelhes no mê do mate’)

Acarditar – Acreditar. (ex: ‘Moce, até parace que n’acarditas em mim.’)

Acêfa – Ceifa (Ex: ‘Temes c’acêfar o milhe’)

Açotêa – Terraço usado para secar frutos secos e peixe.

Ademorar – demorar (Ex: ‘Ó Chique, pra quê tamanh’ademora?’)

Adés – Adeus (Ex: ‘Adés óme, pr’ónd’é que vás?’)

Ah mon – Ai mano, ai moço. (Ex: ‘Ah mon, tá tude bem?’)

Alagar tramôçes – Preparar tremoços (que consiste em mergulhar os tremoços durante alguns dias em água corrente da ribeira após a cozedura inicial)

Alcagoita – Aperitivo para descascar e acompanhar uma cerveja bem geladinha na taberna. O mesmo que minduim. (Ex: ‘Ti Tonho, traga umas alcagoitas prá gente quemer de companha c’as sarvejas’)

Aldêa – Aldeia (ex: ‘Adés óme, a modes que vens d’aldêa?’)

Alevantar – O acto de levantar com convicção. (Ex: ‘Alevantê-me e fui-me embora!’ ou ‘Alevanta-te Zé Manel!’)

Alimpar – Limpar (ex: ‘Ó Jaquim, atão na vás alimpar u carre?‘)

Almariade – mal disposto, tonto, enjoado, conforme o contexto. (Ex: ‘Ah. mon, moce, até parece que tou almariade’)

Alpendrada – o mesmo que alpendre.

Alumiar – Apontar uma luz em direção a algo. (Ex: ‘Ó Luís, alumeia-me aqui o caminhe’)

Alvariade – Alguém que anda com a “cabeça no ar” por causa de namoro. (Ex: ‘Maldeçoada da minha filha, c’anda alvariada per’cása daquele maldeçoade’)

Amandar – O acto de atirar com força: (‘O guarda-redes amandou a bola pra lá de Cacilhas’)

Amantizade – Alguém que vive maritalmente com outra pessoa sem contudo ter casado para o efeito. União de facto. (Ex: ‘A Maria e o Manel vivem amantizades’)

Amarinhar – Ir para o mar tripular navios (Ex: ‘U mé filhe anda amarinhade’)

Amigáde – Semelhante a Amantizade.

Amódes – De maneira que… (Ex: ‘Amódes q’iste é assim’ – Ver também ‘De modes’)

Andande – Andando. (Ex: ‘Cagande e andande’)

Andémes – Andámos (Ex: ‘- Ondé c’anderem moces? – Andémes na debulha.’)

Andérem – Andaram (Ex: ‘-Ondé c’andeste? -Andi pur aí.’)

Andarem – O mesmo que Andérem.

Apertelência – Ousadia (Ex: ‘Tem munta apertetência, aquele Tonhe Jaquim.’)

Arrear – Deixar caír, desistir, bater, embater, esmurrar. (Ex: ‘Vou-t’arrear umas purradas!’)

Arrelampag – Efeito luminoso que ocrre normalmente durante as tempestades. (Ex: ‘Moce, tira-te daí c’ainda levas com um arrelampag!’)

Arram – Rã (Ex: ‘Fui à rebêra e vi uma arram’)

Arreata – Lábia, ousadia (Ex: ‘Tem uma arreata, aquele Ventura…’)

Arrenca-pinhêres – Homem muito baixo e muito magro.

Arrencar – Arrancar (Ex: ‘Brune, já arrencast’us pregues?’)

Arrioça – Baloiço (Ex: ‘Jorge toma cuidade pra na caíres d’arrioça.’)

Aspergic – Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina.

Assebiar – Assobiar (ex: ‘U Nune assebia munte bem’)

Assebida – Parte de uma estrada ou caminho com uma inclinação ascendente acentuada (Ex: ‘Danada daquela assebida, aquile é que custa a assebir!’)

Assentar – O acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair no cimento. (Ex: ‘Atã na ‘tassentas Jaquim?’)

Atão – Então (Ex: ‘Atão Mari-Tereza, na t’espachas?’)

Auga – Água (Ex: ‘Na bebas áuga antes de dermir Zé Manel, que mijas na cama’)

Avó – Avô (no masculino) (Ex: ‘O mê avó tem muntas farrobas’)

Avó – Avó (no feminino) (Ex: ‘A minha avó tá’amassar o pão’)

B

Baldear – Enlouquecer (Ex: ‘Agora é que cumadre Silvina baldeou de vez…’)

Bassôra – Também com a vertente ‘vassoira’. Utensílio doméstico para recolha de lixo, habitualmente com a ajuda da ‘apá’.

Belancia – Melancia (Ex: ‘Agora come-se a belancia’);

Barimbar – Indiferença, não querer saber (ex. ‘Tou-m’a barimbar pra isse’)

Barreca – Barraca (Ex.: ‘Prontes, já tá a barreca armada’.)

Batenêra – Máquina que serve pra fazer betão, cimento armado. (Ex: ‘Moss, liga a batenêra’)

Bele – Belo (Ex: ‘Cumadre, que beles trabalhes de renda’)

Benite – Bonito

Berculose – Tuberculose (Ex: ‘O pobre do Asdrubal tá com berculose’)

Berracha – Bebedeira (Ex: ‘À maldeçuade! Na’m’apareças aqui cuma berracha comá d’ótra vez’)

Béqme – Bem que me… (Ex: ‘Béqme parecia crer… É sabia!’)

Besaranha – Vento desagradável (Ex: ‘Andava cavande mas o raie da besaranha na me largava da mão’)

Bicha – Cobra, víbora

Borra-botas – Profissional de fraca qualidade cujo trabalho é deficiente

Bradár – Gritar (Ex: ‘Ó Flipe, tu na m’ouves é bradar per ti?’);

Bucha – Almoço, merenda ou lanche (Ex: ‘Iste já tá na hora da bucha’)

Buftada – Chapada (Ex: ‘Ah maldeçoade dum ladrão… Tás aqui, tás a levar uma buftada.’)

C

Cabele – Cabelo

C’anda – Que anda (Ex: ‘O Tonhe é c’anda com a enxada’)

Calêra – Camalhão usado para abrir regos (rede de canais na terra) usados da rega artesanal introduzida pelos árabes a península ibérica.

Cagade – sujo com qualquer substância; falhado; sortudo – conforme o contexto (Ex: ‘Tonhe, tás tode cagade’)

Cagalôse/a – Pessoa sensível, medrosa. (Ex: ‘Ó Chique, hoje tás tode cagalôse!’)

Cagorre – Susto (ex: ‘Aquele maldeçoade do Zé da Silva, amandou-me um cagorre c’até vi luzes’)

Caguifa – Medo. (Ex: ‘De nôte tenh’uma cacuifa, mas de dia na tenhe’)

Caminéte – Autocarro (Ex: ‘Ontre-dias atrazê-me e perdi a caminéte’)

Caminhe – Caminho, caminhar. (Ex: ‘É caminhe no caminhe’)

Campe – Campo

Cantarinha – O mesmo que cântaro. (Ex: Fui ó pôce e dexê caír a cantarinha’)

Capacha – Tapete. (ex: ‘Tenhe as capachas du carre todas nejentas’)

Capache – O mesmo que capacha, abanico para avivar o lume. (ex: ‘Carles, da dêxes o fogue s’apagar! Abana isse c’u capache’)

Capom – Porta que tapa o motor do automóvel que quando se fecha faz POM!

Catatumbas – Sitio para onde se vai depois de morto. (Ex: ‘É cá nã quer’ir pr’uma catatumba, quer’ir pró chão’)

Cáxa – Caixa (Ex: ‘Moce, na dás uma prá cáxa…’)

Cemente – Tradução algarvia para cimento;

Cesterna – Cisterna (depósito subterrâneo para recolha de águas pluviais e posterior consumo humano)

Cirque – Circo (Ex: ‘Vames andande pra mod’ir pó cirque.’)

Capetania – Capitania

Córas-som? – Perguntar as horas (Que horas são? – Ex: ‘Ah mon, córas-som iste?’)

Comá-gente – Como nós (ex: ‘Fomes ó Alenteje e vimes unz’omes a beber sarveja lá comá-gente’)

Comé-quié? – Como é que é? (Ex: ‘Ó Chique, comé-quié?’)

Companha – Companhia (Ex: ‘Cumadre, faça-me companha aqui na renda’)

Cromade – Opção que se exerce em vida pra quando se morre. (Ex: ‘É’cande morrer, quêre ser cromade’)

Cucharro – Colher grande feita a partir de cortiça para beber água. (Ex: ‘Fui à fonte e bebi água com o cucharro’)

Debulha – Separar a palha dos grãos de cereal (ex: ‘Moces, andem todes daí e vames debulhar o trigue’)

D

Demódes – De maneira que… (Ex: ‘Demódes qu’iste é assim’ – Ver também ‘Amodes’)

Desbrugar – Descascar favas ou ervilhas. (Ex: ‘Ó filha, desbruga-me aí umas ervilhinhas’)

Desbugalhades – Usado para referir uma pessoa com os olhos bem abertos. (Ex: ‘A Silvina apareceu aqui ontre-dias com us olhes desbugalhades’)

Descabide –  Iname, sem jeito. (Ex: ‘Aquele Tonhe anda même descabide’)

Desfolhada – Tirar as folhas à maçaroca de milho.

Desgroviade – O mesmo que desnorteado. Homem desorientado. (ex: ‘Aquele Marceline é même desgroveade.’)

Deslargar – Ato de lagar o que tinha sido largado. (Ex: ‘Ah mon… Moce! Deslarga-me da mão!’)

Desmazia – O dinheiro remanescente que se recebe depois de se pagar uma compra. (Ex: ‘Aqui tem a sua desmazia Ti Maria.’)

Despôs – Depois (ex: ‘É fui ó mar, despôs vim’embora.’)

Destrocar – Trocar uma nota de dinheiro de alto valor para ficarmos com notas mais pequenas. (Ex: ‘Ó ti-Tonho, destroque aqui esta nota, faz-afor.’)

Dexê – Deixei (Ex: ‘Na sê ond’é que dexê u raie das chaves’)

Diéb – Diabo. Muito usado para monstrar indignação perante alguém. (Ex: ‘Té dieb, nam’apoquentes, maldeçoade!’)

Disvorciada – Mulher que se diz por aí que se vai divorciar.

E

É – Eu (Ex: ‘É na sê quem foi, más iste chêra-ma’esturre’.)

Empachade – Pessoal que leva muito tempo para se despachar. Pode referir-se também a alguém que sofre de obstrução intestinal. (Ex: ‘Ó Albertine, até parece que tás empachade, moce…’)

Empanzinar – Comer em demasia até abarrotar. (Ex: ‘Na te digue nada Zé, hoje quemi em desmazia. Tou même empazinade…’)

Empulheta – Pequena caixa à saida de um tanque por onde sai a água. (Ex: ‘Tenhe que destapar a empulheta pra mod’ir regar a horta.’)

Encalipe – Eucalipto (ex: ‘-Ondé que forem o João e a Maria? -É cude que forem pós encalipes’)

Enfusa – Bilha (ex: ‘Miga, dá-m’aí a enfusa da água.’)

Entropeçar – Tropeçar duas vezes seguidas. (ou só uma mesmo! Ex: ‘Cuidade Zé, que já entropeçastes’)

Êrade da cesterna – Zona delimitada à volta da cisterna, com inclinação constante, para recolher a água da chuva.

Êres – Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses, nomeadamente a sul do rio Sado.

Escampar – Parar de chover. (Ex: ‘Vezinha, na s’importa qu’é fique aqui pa m’abrigar da chuva até escampar?’)

Esgarrões – Chuvas muito intensas e fortes.

Estrafega – Tarefa intensa e contínua para tentar acabar um qualquer trabalho com uma data limite apertada. (ex: ‘Fui cavar batatas e aquile é que foi uma estrafega…’)

Esturre – Estado do que fica muito seco e quase queimado. (Ex: ‘Iste chêra-ma’esturre.’)

F

Falastes (dissestes…) – Articulação na 4ª pessoa do singular. (Ex.: ‘é falê, tu falaste, ele falou, TU FALASTES…’)

Farroba – Alfarroba (Ex: ‘Maldeçoades dos pórques que já me forem às farrobas’)

Faz-avôr – Se faz favôr, por favôr. (Ex: ‘Cumadre, dêm’aí o guidal, faz’avôr’)

Fêjão carite – Feijão frade (Ex: ‘Goste munte duma saladinha com fêjão carite’)

Feniscadinho – Homem muito magro (ex: ‘Pálino, andas même feniscadinhe’)

Franquelim – Homem fraco (ex: ‘Esse dieb é um franquelim qualquer c’anda pr’aí’)

Fezes – Canseiras, preocupações. (Ex: ‘Ah mon, tenhe andade c’umas fezes pur cása do vizinhe…’)

Fraturação – O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial. (ex: ‘Cása que n’a fratura, na predura.’)

Frent – Frente (Ex: ‘Maldeçoade, tira-te já da minha frent, qu’é na te posse ver!’)

G

Galegue – Pessoa do norte. (ex: ‘Aquel’óme c’apareceu pr’aqui ontem deve ser galegue.’)

Griséu – Ervilha.

Guidal – Alguidar (Ex: ‘Cumadre, dêm’aí o guidal, faz-avôr’)

Gurnir – Grunhir (Ex: ‘Us pórques levem a nôte toda a gurnir’)

H

Há-des – Verbo ‘haver’ na 2ª pessoa do singular: (e: ‘É hei-de cá vir um dia; tu há-des cá vir um dia…’)

I

I-di – E daí (Ex: ‘O Carles assebiu, i-di caiu.’)

Impertante – Importante. (Ex: ‘Iste é um assunte munt’impertante’)

Inclusiver – Forma de expressar que percebemos de um assunto, ou não percebemos de todo! (Também existe a variante ‘Inclusivel’ – Ex: ‘E digue ainda más: É inclusivel ache este assunte munte empertante.’)

J

Jsbugalhar – Abrir bastante os olhos (Ex: ‘U qué que foi Zablinha? Tás tã jbugalhada!’)

Jête (ou apenas ‘jêt’) – Jeito (Ex: ‘Ah mon, moce, atã má que jête?’)

L

Lambarêre – Pessoa que não consegue guardar um segredo. (Ex: ‘A Améla é uma lambarêra’)

Ladêra – Descida acentuada (Ex: ‘Filha, tem cuidade a descer a ladêra pra na caíres’)

Lagues – Lagos

Lariar a pevide – Passear sem permissão para tal, vadiar (Êx: ‘O Manel anda a lariar a pevide’)

Larada – Algo provável de se encontrar nas fraldas dos bebés. (ex: ‘Ah mon, a Beatriz chêra tã mal c’até parece que tem uma larada nas fraldas’)

Laruêre – Pessoa que anda sempre a laruar, ou seja, na boa vida, sem prestar contas a ninguém. Semelhante a lariar. (Ex: ‘Aquele Tonhe Jaquim e´um laruêre’)

Legues – Lagos

Lêra – forma de talhar a terra para o cultivo. (Ex: ‘Chique, vai cavar a lêra das couves.’)

Liquidazinha – O mes moque “nitidazinha”. Diz-se que a ‘omaja tá munte liquidazinha’ quando pretendemos indicar que a televisão tem uma imagem muito bem definida. (Ex: ‘Ó vezinha, a sua tlevezão tem uma omaja munte liquidazinha’)

Lógues – Lagos

Luzescús – Pirilampos (Ex: ‘Esta nôte tá tude chê de luzescús’)

M

Macheia – Uma mão cheia. (Atualmente usa-se muito o termo “bué” Ex: ‘Jaquim, hoje vi uma macheia de combois a passar.’)

Madronhe – Aguardente de medronho (Ex: ‘Este madronhe é même du bom’)

Magane – Vendedor ambulante comparável a um cigano (Ex: ‘Aquele magane das camisas é um maldeçoade!’)

Magala – Idêntico a magano.

Maline – Maligno, mau, teimoso (Ex: ‘U Humberte é même maline’)

Má que jête? – Mas que de jeito? Expressão muito popular utilizada para mostrar indignação num diálogo perante um tema ou assunto relativamente insólito. (ex: ‘Manel, atã tu na vás danças com a Jaquelina? -Eu? Má que jête?’)

Maldeçoade – Almaldiçoado (Ex: ‘Ah moce maldeçoade, tira-te já daqui, pra qu’é na te veja na minha frente!’)

Marafade – Irritado, zangado, teimoso ou com garra. No Sotavento algarvio diz-se marfadu (Ex: ‘Ha moce marafade!’)

Marcade – Mercado (Ex: ‘Ontem foi o marcade d’Odeáxere’)

Marcar – Comprar, vender, negociar, conforme o contexto.

Más – Mais (Ex: ‘É na sê quem foi, más iste chêra-ma’esturre’.)

Mate – Mato (Ex: ‘Us cãs abuscarem os coelhes no mê do mate’.)

Matrafona – Mulher feia e gorda. Boneca de trapos. (Ex: ‘A filha do Alberte tá fêta matrafona’)

Mázi – Mas e (ex: ‘Ó ti Manel, mázi comé c’avera de ser isse?’)

– Meu (Ex: ‘Que jête u mé cão ter pulgas?’)

Meceia – Vossemecê (Ex: ‘Cumadre, agora na posse falar co’meceia, porque tenhe que tender o pão’)

Mechas – Expressão usada para demonstrar aborrecimento (eufemismo de ‘merda’) (Ex: ‘Mechas que já dexê cair os oves’)

Melanças – Melancias (geralmente usado apenas no plural. Ex: ‘Cumprade, na tem aí adube prás melanças?’)

Miga – Amigo ou amiga em ato muito familiar (ex: ‘Miga, passa-mu pão.’)

Minduim – Aperitivo para descascar e acompanhar uma cerveja bem geladinha na taberna. O mesmo que alcagoita.

Moss – Moço (Ex.: ‘Moss, deslarga-me da mão’)

N

Na dou fête – Não consigo fazer. Diz-se quando não se consegue fazer algo ou desempenhar determinada tarefa. (Ex: ‘Moce, é na dou fête isse!’)

Nha – Assim como Mon, é a forma mais prática de articular a palavra MINHA. Para quê perder tempo, não é? (Ex: ‘A ‘nha mãe é que sabe, n’é a tua!’)

Númaro (Também com a vertente ‘númbaro’) – Número. (Ex: ‘Ah mon, qual é o númaro do té tlefone?’)

O

Omaja – Tradução algarvia para Imagem. (Ex: ‘Ó Chique, percebes de tlevesons? A minha na dá omaja…’)

Óme – Homem (Ex: ‘Adés óme, pr’ónd’é que vás?’)

Ontre-dias – Há pouco tempo (Ex: ‘Ontre-dias, passou por aqui o Zeferine’)

Óves – Ovos (Ex: ‘Carles, tã na foste bescar us óves u galenhêre?’)

P

Pciclete – Veículo de duas rodas sem motor (Pode também referir-se aos com motor. Ex: ‘Maldeçoades, ondé que meterem a minha pciclete?’)

Pêche – Peixe (Ex: ‘Hoje fui à praça, ma ná’via pêche’)

Parteleira – Local ideal para guardar os livros de Protuguês do tempo da escola.

Patiar – Pisar, patinhar, geralmente onde não se deve. (Ex: ‘Sai daí Jaquim, tu na vêz que tás-ma patiar u chã tode?’)

Patochadas – Tolices (ex: ‘Aqueles plitiques só dizem patochadas’)

Perssunal – O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. (Ex.: ‘Sou perssunal de futebol’ – Dica: deve ser articulada de forma rápida.)

Pial – Banco de taipa (construção de barro e pedras) encostado à parede da entrada das casas onde as pessoas se sentavam a conversar ao fim da tarde. (Ex: ‘Compadre assente-se aí no pial’)

Pitaxio – Aperitivo da classe do ‘mindoím’.

Pitróle – Petróleo (ex: ‘Hoje na tenhe dinhêre nem pó pitróle’)

Pliça – Polícia (ex: ‘Per cása daquele maldeçoade, tive que chamar a pliça’)

Plitique – Político (ex: ‘Aqueles plitiques só dizem patochadas’)

Pôce – Poço (Ex: ‘Brune, tira-te daí c’ainda cais no pôce!’)

Pôrre – Uma queda (Ou caír um…) Caír uma queda. (Ex: ‘Caí um pôrre no chão e fiz sãingue’)

Precura – Ato de perguntar (Ex: ‘Deixa-me fazer-te uma precura…’)

Pregue – Prego (Ex: ‘Vítor, dá-m’aí u pregue’)

Prenha – Mulher grávida (Ex: ‘A maria anda prenha’)

Prontes – Pronto (Ex.: ‘Prontes, já tá a barreca armada’.)

Percása – Por causa (Ex: ‘Ah, mon, atã na vês quiste caiu percása daquile?’)

Q

Quáje – Semelhante à palavra muito apreciada pelos nossos pseudo-intelectuais “quaise”. (Ex: ‘Ontem, fui atravessar a estrada, e quáje qu’era atropelade pr’um carre’.)

Quebra-jum – Pequeno almoço (Ex: ‘Filhe, antes de t’ires embora, na te esqueças do quebra-jum’)

Que jête? – De que jeito? O mesmo que ‘Má que jête?’

Quemer – Comer (Ex: ‘É vou quemer, laranjas e bananas’)

R

Renda – O mesmo que crochê (ex: ‘Cumadre, que beles trabalhes de renda’)

Rengalhes – Pequenos pedaços das bifanas que se separam da parte principal das mesmas ainda dentro da frigideira, ganhando sabor extra após as consecutivas frituras. (ex: ‘Tonhe, nas queres quemer umas bifanas de rengalhes em companha dumas mines pretas ali na praça?’)

S

Sarveja – Cerveja (Ex: ‘Já tá o Tonhe Jaquim enfrascade na sarveja’)

Sãingue – Sangue (Ex: ‘Caí um pôrre no chão e fiz sãingue’)

Sequinhe/a – Pessoa magra de fraca aparência, lingrinhas. (Ex: ‘O Manel anda même sequinhe’)

Stander – Local de venda com especial destaque para o ’stander de carres’. (Ex: ‘Quere comprar um carre nove, mas ainda na fui ó stander’.)

T

Tãinque – Tanque (Ex: ‘Us moces maldeçoades forem ôtra véz tomar banhe pó tãinque’)

Talego – Saco de tecido de fecho com cordão de correr pela boca que se usava para transportar o farnel ou para guardar o pão na cozinha. Também pode designar as mangas de tecido que são enchidas para produzir farinheiras algarvias (de Monchique). Por vezes as próprias farinheiras são chamadas de talegos.

– Teu (Ex: ‘U té pai teve aqui ontre-dias’)

Té-diéb – Muito semelhante a Diébe. Muito usado para monstrar indignação perante alguém. (Ex: ‘Té dieb, nam’apoquentes, moce!’)

Tem avonde – Já chega. Diz-se que ‘tem avonde’ quando se quer dizer que uma medida qualquer já é suficiente. (Ex: ‘Jaquim, já tem avonde de sarveja!’)

Teste – tampa de panela.

Tendal – Lençol onde se coloca o pão a descansar antes de ir para o forno.

Tender – Estender a massa do pão andes da cozedura no forno. (Ex: ‘Cumadre, agora na posse falar co’meceia, porque tenhe que tender o pão’)

Tiosque – Quiosque. Hoje em vias de extinção, era outrora o local onde se podiam comprar jornais, revistas, pitaxios, etc.

Tipe – Juntamente com o ‘É assim’, faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo. (Ex: ‘É assim… Tipe, táza ver?’)

Tlevezão – Tradução algarvia para televisão (Ex: ‘Caluda, c’u primêre menistre vai falar na tlevezão’)

Tonhe – António (ex: ‘U Tonhe já anda metide no madronhe outra vez’)

Tosquia – Ato de cortar o cabelo. Ex: ‘O chique foi à tosquia’)

Tôca do forne – Esfregona feita com trapos velhos com que se limpam os fornos de lenha antes cozer o pão.

Tramôces – Tremoços (Ex: ‘Ti-Tonhe, dê-m’aí uns tramôces pra companha da sarveja’)

Trinca-espinhas – Pessoa magra de fraca aparência, lingrinhas. Pior que ‘Sequinhe’. (Ex: ‘O Afonse foi sempre um trinca-espinhas’)

Treuze – Palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze.

Tu-nouves? – Tu não ouves? (Ex: ‘Ó Meguel, atã tu-nouves é’chamar per ti?’)

U

U – O (Ex: ‘U presidente vem cá despôs d’amanhã’)

V

Vossemeceia – O mesmo que Meceia, vossemecê (Ex: ‘Compadre, vocemesseia na tem adube pás melanças?’)

Z

Zorra – Raposa ou mulher elegante mas matreira. (Ex: ‘A Mari-Luísa é cum’uma zorra’)

 

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Portagens na Via do Infante começam a ser cobradas a 15 de outubro

As empresas concessionárias das quatro auto-estradas SCUT, entre as quais a A22/Via do Infante, já informaram o Governo que têm tudo pronto para dar início à cobrança de portagens.

Segundo o Jornal de Negócios, o assunto é discutido esta manhã em Conselho de Ministros e tudo indica que o Governo vá aprovar o início da cobragem de portagens no dia 15 de outubro, a mesma data em que, no ano passado, as três concessões do Norte iniciaram a cobrança.

Já recentemente a empresa Estradas de Portugal (EP) tinha informado já ter “tudo pronto” para poder cobrar portagens na Via do Infante no Algarve e nas SCUT das Beiras e Interior Norte.

Uma administradora da EP tinha assegurado, na Assembleia da República, durante a audição nas comissões parlamentares de Orçamento, Finanças e Administração Pública e Economia e Obras Públicas da Assembleia da República (AR) sobre uma auditoria à EP, que faltava apenas a “conclusão do processo legislativo”.

“Nós, EP, temos tudo preparado para começar com a cobrança de portagens”, garantiu a administradora Ana Tomáz, acrescentando que a empresa estava a aguardar a conclusão do processo legislativo necessário para o início do pagamento.

O início da cobrança de portagens previsto para 15 de outubro abrange a Via do Infante no Algarve (A22), e as SCUT do Beiras Litoral e Alta (A25), Beira Interior (A23) e Interior Norte (A24).

O início da cobrança das portagens nestas concessões chegou a estar previsto para 15 de abril, mas o anterior Governo socialista suspendeu a medida por considerar, baseado num parecer jurídico, ser inconstitucional um executivo de gestão aprovar um decreto-lei para introduzir novas portagens, respetivo regime de isenções e descontos.

Entretanto, quatro organizações estão a organizar uma nova marcha lenta contra as portagens na Via do Infante, marcada para 8 de outubro.

Intitulada “A Luta Continua Sempre”, a marcha é promovida pela Comissão de Utentes da Via do Infante, o Grupo Algarve (Facebook) – Portagens na A22 Não, o CFC – Movimento Com Faro no Coração e o Moto-Clube de Faro.

Os promotores afirmam encontrar-se «em contacto permanente com os espanhóis de Andaluzia, nomeadamente associações empresariais e principais partidos políticos, para a sua participação na referida marcha lenta».

A marcha lenta vai envolver «diversos tipos de viaturas, como carros ligeiros, motas e veículos pesados» e terá lugar dia 8 de Outubro, aniversário da primeira marcha lenta em 2010, entre as 14h00 e as 20h00, numa extensão de 120 quilómetros, envolvendo a EN 125 e a Via do Infante.

Segundo os promotores, haverá quatro pontos principais de partida: Altura (Castro Marim), junto à rotunda do Restaurante “O Infante”, na EN 125, pelas 14h00, Portimão, no Parque das Feiras, pelas 14h30; Tavira, rotunda dos Moinhos, (acesso à Via do Infante), pelas 15h00, e ainda Albufeira, em Valparaíso, pelas 15h00.

Todo este grande movimento irá confluir para o Parque das Cidades (Estádio do Algarve), daqui arrancando pelas 16h00 a caminho de Faro, passando pelo Patacão, rotunda do aeroporto, rotunda do Fórum Algarve e rotunda do Teatro Municipal, estando prevista uma grande concentração final do protesto frente ao Fórum, entre as 17h00 e as 18h00.

«Também irão ter lugar reuniões com associações e diversas entidades, distribuição de folhetos e cartazes, colocação de faixas e divulgação da ação com recurso às redes sociais», acrescentam os quatro promotores, acrescentando que «no dia 8 de outubro a luta social contra a injustiça irá acontecer no sul do país e toda a divulgação e mobilização serão necessárias».

(In Sulinformação)

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Músicos com GARRA: a-ha – I’ve been losing you – Uma grande malha dos anos 80s…

Eu tinha uns 11 ou 12 anos quando os a-ha começaram a dar nas vistas (estávamos em 1985 ou 1986) e frequentemente eram capa da revista Bravo…

Mesmo sabendo que na altura ainda não tinha tido a felicidade de poder pegar num par de baquetas para expressar a minha arte mais querida, recordo-me de ficar pasmado com o som de bateria desta canção:

Este vídeo em particular trata-se de um pequeno remix que foi feito sobre o tema original, mas sem sons de baterias electrónicas com batidas de tecno por cima e sons de discos em scratch com DJs alucinados por cima…

Não! Aqui, dá gosto ouvir os primeiros 60 segundos, pois tudo se desenrola em torno dos sons da potentíssima tarola com um excelente desempenho de percussão a acompanhar… E os restantes segundos, são mesmo para ouvir com o som BEM ALTO!

(Quantas vezes toquei este tema em “air-drums“? Sinceramente, não teria conta…)

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Pensamento para a semana 39 de 2011

Pensamento para a semana:

“Deus é quem alimenta todos os homens, e os Estados são quem os reduz à fome”

(Walter Benjamin)

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Sugestões para o fim de semana em Portimão (24 e 25 de Setembro de 2011)

  • Amanhã, sábado 24, às 21h30 no Tempo (Teatro Municipal de Portimão) temos CePiaXiíCatu: música com Gilberto Mauro e Ricardo Gracia;

  • Na Quinta Pedagógicapasseios de égua, burro e pónei também amanhã pelas 11h00 para a pequenada;

  • No Clube de Ténis de Portimão e Rocha e durante todo o fim de semana, há o “Master Pacific Junior Open(sim, com um título todo pomposo em inglês, precisamente porque estamos em Portugal…)

BOM FIM DE SEMANA!

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23 de Setembro, dia de Equinócio – Chegou o Outono

Caldas de Monchique - cascata com musgo

Na astronomia (por favor, não confundir com essa aberração a que dão o nome de astrologia), equinócio é definido como o instante em que o Sol, na sua órbita aparente, (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste. Ou seja, é o ponto no qual a eclíptica cruza o equador celeste.

A palavra equinócio vem do Latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa “noites iguais”, ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol (alvorada ou dilúculo) é o instante em que metade do círculo solar está acima do horizonte, e o pôr do Sol (crepúsculo ou ocaso) o instante em que o círculo solar está metade abaixo do horizonte. Com esta definição, o dia e a noite durante os equinócios têm igualmente 12 horas de duração.

Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro quando definem mudanças de estação. Em março, o equinócio marca o início da primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul.

Em setembro ocorre o inverso, quando o equinócio marca o início do outono no hemisfério norte e da primavera  no hemisfério sul.

Ribeira perto de Monchique

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Alma do tempo – O que se diz por aí… (setembro 2011)

Eis uma nova “rúbrica” neste blog… Será curioso ‘voltar atrás’ no tempo daqui a uns anos e ver o que se dizia por aí…

‘Governantes dos últimos 10 anos deviam ser julgados’

Jogos Sociais e património da Santa Casa entram no Orçamento do Estado

Satélite da NASA incontrolável chega à Terra sexta-feira

Jornal «LA Times» elogia obra de Manoel de Oliveira

Primeiro filme de Manoel de Oliveira foi há 80 anos

A China “está a comprar a Europa”, alerta estudo europeu

Portugal é o país da Europa com mais autoestradas

Portimão vai ter novo posto de turismo no centro da cidade

Angela Merkel (chanceler alemã) sugere perda de soberania para quem não cumprir critérios de estabilidade

Ministros polacos rezam para que União Europeia não se desmorone

Vale tudo caralho” – Uma nova marca japonesa de roupa para jovens

PSD acusa Câmara Municipal de Portimão de querer vender edifício que já não lhe pertence

(Portimão) Carros de volta à Casa Inglesa

Cesária Évora põe fim à carreira por motivos de saúde

Cuba autoriza compra e venda de carros

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Portugal na falência: Alberto João Jardim reconhece que fez ‘falcatrua’ na ilha da Madeira

Há coisas que me deixam fora do sério… Vou usar-me do meu direito à indignação para deitar cá para fora o que sinto sobre algo que considero ser grave… Ou melhor: muito grave!

Prestem bem atenção ao que é dito a partir dos 32 segundos do seguinte vídeo:

Primeiro, o jornalista que assina a peça diz: “Depois de garantir que não havia dívida oculta, Jardim reconheceu que não foi totalmente transparente com o estado para não ser prejudicado pelo governo socialista.

Logo a seguir, a partir dos 40 segundos do vídeo, ouve-se (e vê-se) claramente Alberto João Jardim a dizer:

O Sócrates, o Teixeira dos Santos e o seu deputado Maximiano que fez esta pouca vergonha toda à Madeira, tinham uma lei em que o governo da república podia aplicar sanções sobre o governo regional, se o governo regional continuasse com obras a fazer dívida porque eles não nos queriam dar o dinheiro e não nos autorizavam a fazer dívida.

E foi por isso, que não era aconselhável [dizer que havia dívida], porque eles ainda nos tiravam mais dinheiro se andássemos a mostrar o jogo todo ao governo socialista que não era sério e nós estávamos em estado de necessidade e por isso agimos em legítima defesa.

Pegando nisto tudo, permitam-me colocar estas questões:

  • Pretendem os portugueses dar uma imagem de seriedade “lá para fora”?
  • Estamos mesmo no século 21?
  • Se as regras do jogo são assim, porque não temos nós algarvios direito a uma regionalização que nos permita fazer o mesmo tipo de trapaças que se passam naquela ilha? (sim, direitos iguais!)
  • Ainda existem dúvidas de que nós portugueses, somos um povo ingovernável por portugueses? (ou seja, a cada 30 anos, só à lei da troika e com muito sofrimento por parte dos pagadores de impostos é que isto “lá vai”?)

Sou e gosto de ser português, mas estas coisas levam-me a questionar seriamente o sentido patriótico que ainda tente residir dentro de mim…

Contudo, reconheço que é coisa rara em Portugal ver um político a admitir de forma pública que errou!

 

Por último: Senhores críticos e comentadores políticos: será assim tão difícil verificar porque é que o povo está de costas viradas para os partidos políticos…? Será assim tão difícil explicar os movimentos do tipo “Verdadeira Democracia” que alastram quer na península Ibérica, quer pela Europa fora?

Para quem só agora sintonizou este canal

O que se passa e que me leva a ficar indignado com esta situação que descrevo acima é o facto do meu país estar literalmente com a corda na garganta, e este tipo de notícias vir a público…

Alberto João jardim é um político português que exerce o cargo de presidente do governo da região autónoma da Madeira.

Em 2006, o então primeiro-ministro português José Sócrates anunciara a necessidade de fazer aprovar uma lei que proibisse o endividamento excessivo naquela ilha, depois do endividamento em cerca de 150 milhões de euros detectado na Madeira pelo Ministério das Finanças.

José Sócrates então afirmou: “é altura de dizer basta” e fez lembrar que o governo regional havia sido avisado, já por duas vezes, pelo Ministério das Finanças, e que não estava autorizado a contrair o empréstimo de 150 milhões de euros que reivindicava pelo facto disso agravar a política de controlo das finanças públicas de todo o país.

E para perceber porque é que só agora se vê tanta água a correr pelo regato:

Presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, ficou “surpreendido” com as dívidas ocultas da Madeira, que o Banco de Portugal e o Instituto Nacional de Estatística não conheciam. Dívidas escondidas atingem 571 milhões de euros, sendo que há ainda 290 milhões em débito, relativos a juros de mora.

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Pensamento para a semana 38 de 2011

Pensamento para a semana:

“Todo o homem seja rápido para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar” (Bíblia, Livro de Tiago 1:19)

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Emmanuel não sabe em que dia nasceu, mas a sua vida é uma GRANDE prova de bravura!

Está a dar que falar por essa internet-fora, e sinceramente vale a pena conhecer esta história!

O vídeo é do programa X-Factor, (um formato televisivo originário do Reino Unido que é equivalente ‘nosso’ “Portugal tem talento”) e mostra em poucos minutos uma pequena mas ao mesmo tempo grande história de vida…

Vale BEM a pena ver do princípio até ao fim. É sem dúvida alguma comovente!

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GT Open – Vamos às corridas de carros no autódromo de Portimão?

É já este fim de semana!!!

O Autódromo Internacional do Algarve vai oferecer a todos os munícipes de Portimão bilhetes de fim-de-semana para o Internacional GT Open que tem lugar no próximo fim-de-semana de 16 a 18 de Setembro.

Para receber o bilhete para a Bancada Algarve, o munícipe deve deslocar-se à loja do AIA e apresentar o Cartão de Eleitor que comprova a residência no concelho.

Esta iniciativa visa proporcionar a todos os Portimonenses a oportunidade de desfrutar de um fim-de-semana de corridas espectaculares e viver emoções únicas.
Para mais informações:
Rute Vieira – media@autodromodoalgarve.com
Páginas internet: http://www.gtopenportimao.com e http://www.autodromodoalgarve.com

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Pensamento para a semana 37 de 2011

Pensamento para a semana:

Seja qual for o problema, não há nada que faça uma pessoa sentir-se mais bem preparada para analisar friamente um assunto do que um lápis bem afiado e uma resma de papel.

Roscoe C. Born

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10 anos de 11 de setembro – para nunca esquecer…

Com todos os erros que a nossa sociedade (dita “ocidental”) possa ter, o acto que levou à destruição das torres gémeas a 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque (EUA) não tem justificação possível…

Para nunca esquecer…

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Momento de basbaque: Equilibrismo de ficar com os olhos em bico…

Ou ou não é de ficar com os olhos em bico…?

E isto para mim, pode muito bem ser o circo do futuro. Não precisamos de colocar os animais a trabalharem com escravos para nós. NÓS (humanos) temos muito mais capacidades do que alguma vez imaginamos!

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