Em terras de Sua Majestade: A muralha de Adriano

Esta era uma visita que não poderia deixar de fazer, uma vez estou na região de Newcastle.

Trata-se de um dos principais monumentos deixados pelos Romanos no seu imenso império ‘além-fronteiras’, e é relativamente pouco falado nos dias de hoje. Refiro-me à muralha de Adriano.

Quando se ouve falar em muro (ou muralha) rapidamente nos recordamos da grande muralha da China, uma obra de engenharia milenar construída pelos Chineses certamente impressionante…

Contudo, aqui “bem perto de nós”, (na actual União Europeia) temos uma obra que, como já disse acima, é relativamente pouco falada, mas que impressiona também ela pela sua grandiosidade, sabendo que foi construída há cerca de 1900 anos atrás.

No século II o Império Romano encontrava-se em expansão militar, porém, o imperador Adriano.chegou à óbvia conclusão de que a manutenção da expansão em todas as direcções do Império era inviável, pelo que decidiu, com base na enorme ameaça continuamente existente naquela fronteira, que seria necessário manter o que já havia sido conquistado.

Determinou assim iniciar a construção de uma muralha, ou seja, uma estrutura defensiva com a função de prevenir as constantes tentativas militares por parte das tribos que habitavam a Escócia – os Pictos e os Escotos (denominados de Caledónios pelos romanos)

Com cerca de 118 quilómetros de comprimento ligando o actual Mar do Norte (na foz do rio Tyne / Newcastle) até ao Mar da Irlanda (zona oeste da Cúmbria), com três metros de largura e seis de altura, foi construído durante 6 anos pelos próprios soldados romanos de serviço na região que utilizaram como materiais de construção vários milhões de toneladas de pedra, terra e madeira retirados ao longo dos terrenos circundantes à obra.

Para podermos ter uma melhor ideia da extensão do muro, poderíamos comparar com a extensão da fronteira entre o nosso Algarve e o Alentejo mais ou menos entre Odeceixe e Alcoutim.

Ainda hoje, a muralha contém a maior parte dos monumentos romanos deixados na Grã Bretanha em melhor estado de conservação, pelo que, toda a zona é uma área de grande atracção turística, podendo-se encontrar ao longo dos 118 km de extensão diversos fortes, castelos e atalaias, que chegaram a movimentar então mais de 18.000 soldados.

Fora de série!

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